Archive for Junho, 2010
Crítica: Eclipse
Como anunciei orgulhosamente ontem, eu fui uma dessas pessoas que pagou para ver Eclipse antes dos outros. Por volta das 00:20 de hoje, depois de comerciais intermináveis e trailers até que interessantes, meu coração batia acelerado de tanta ansiedade e emoção com os primeiros segundos da terceira parte da saga de Stephenie Meyer.
E valeu!
Eclipse reúne o melhor dos dois primeiros filmes: o romantismo de Crepúsculo e a ação de Lua Nova.
As cenas de ação, aliás, são tão boas e aqueles lobisomens, tão perfeitos, que eu, romântica inveterada, quase pedi para pular a parte melosa.
Junte a isso uma dose, bem lembrada por Ricardo Calil na crítica de hoje da Folha, de erotismo e ironia.
Comparação
É claro que o livro é melhor. É praticamente impossível reproduzir em cerca de duas horas a riqueza de detalhes criada por Stephenie. Cheguei a ter cãibras de tão tensa que estava esperando por algusn trechos e não fiquei nem um pouco decepcionada ao ver que alguns ficaram de fora e outros foram resumidos – caso da cabana do amor, aquela em que o trio se reúne no alto da montanha e onde Jacob e Edward têm o primeiro papo sério, mais adulto).
Dá pra entender.
Por outro lado, nem uma boa imaginação seria capaz de reproduzir com tanta perfeição os músculos do Jacob, que consolida definitivamente Taylor Lautner como um dos melhores atores descamisados de todos os tempos.
CLAP! CLAP! CLAP! para o jovem talento
Moral da História?
Ótima adaptação! Já tô morrendo de ansiedade por Amanhecer.
Que venha a Reneesme!!
—-
PS1: Pelamor! Precisamos iniciar uma campanha para ter menos propaganda nos cinemas. E, principalmente, abolir a campanha da Johnson & Johnson. Oi? Kinoplex? Johnson’s Baby? Agência? Às 00h21, nem eu nem ninguém está interessado em assistir depoimentos irritantes de mães sobre produtos para bebês.
PS2: Para não dizerem que eu tô ficando mole, faltou Eclipse apresentar melhor a Bree .
PS3: Não vou fazer comentários sobre a trilha, porque eu realmente não consegui prestar atenção. (Sentiu a tensão?)
PS4: Eu gostei da nova Victoria. Muita gente nem vai perceber a troca (dizem que por causa de $$$).
PS5: Será que um dia eu vou conseguir escolher entre o Jacob ou o Edward?
PS6: Palmas para os Cullen também. Coooollens!!
This is it por Melhor Recordação
Quando This is it estreou nos cinemas, eu não fui ver. Sou fã do Michael desde pequenininha, mas não fui ver. Achei que era mais um caça-níquel, mais uma exploração da sua imagem – como foi seu funeral.
Erro meu!
This is it, recomendado pelo amigo blogueiro Vitinho, é uma bela recordação para os fãs do Rei do Pop.
É isso, sim. O documentário mostra um Michael em boa forma e envolvido em todos os detalhes do show que aconteceria em Londres. E, minha gente, ia ser um baita show!!
Ainda que a voz estivesse mais fraca e a aparência, deformada, o velhinho de 50 anos dá de goleada nessa nova geração – Lady Gaga, Justin Timberlake, Usher, Taylor Swift, Chris Brown & cia.
É isso mesmo!
Faço um post especial no dia que qualquer um deles for capaz de compor, cantar e dançar uma música tão boa quanto Smooth Criminal .
PS1: Obrigada, então, ao Vitinho por sugerir esse post. É o primeiro post dele em Os Indicados, minha gente!!!
PS3: Para não perder o costume:
WHO’S BAD?!
Quizz: Qual o seu filme infantojuvenil favorito?
Nesta semana, confie em mim, todo mundo só vai falar em dois assuntos: Copa e Eclipse.
Confesso: já li os quatro livros, respeito Stephenie Meyer, tenho minhas reservas em relação a Kristen Stewart e também estou superansiosa pelo terceiro filme da saga Twilight.
E é da comoção em volta da premiere, dos fãs acampados nos EUA e da loucura para comprar ingressos no Brasil, que veio a ideia desse post:
QUAL O MELHOR FILME INFANTOJUVENIL DE TODOS OS TEMPOS?
Vamos aos indicados:
10. Saga Crepúsculo.
Não seriam Edward, Bella e Jacob o melhor triângulo amoroso de todos os tempos?
9. Harry Potter
Não foi Stephanie Meyer, mas J.K.Rowling quem trouxe a magia (ã? ã? ã?) de volta a essa chata (trouxa?) vida adulta.
8. Goonies
Quem viu esse filme do Spielberg nunca esqueceu dessa turma. Estou errada?
7. As Patricinhas de Beverly Hills.
As patricinhas, coitadas, tiveram um triste fim. Duas sumiram e a outra morreu tragicamente.
Mesmo assim, anos atrás, elas causaram com uma história bonitinha, mas muito ingênua para os dias de hoje.
6. Esqueceram de Mim.
Vai negar que esse filme também ocupa um lugar especial no seu coração?
5. Sem Licença para Dirigir.
Clássico da Sessão da Tarde, esse filme conta a história do adolescente que, mesmo sem carta de motorista, rouba o carro do pai para impressionar uma garota.
4. Karatê Kid
Esqueça essa nova versão do Jackie Chan e do Jaden Smith. Nós gostamos é do Daniel Larusso, adolescente chato, muito chato, que vira campeão de karatê e ainda ganha a gatinha.
3. Quatro Amigas e um Jeans Viajante
Dá vontade de sair procurando por essa calça mágica e reunir as amigas, não dá?
2. High School Musical
Teria Glee surgido em nossas vidas se não fosse o sucesso de HSM?
1. NDA
Como todo vestibular, neste quizz também existe a opção: “Nenhuma das Anteriores”.
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Mãos à obra, então!
Qual o seu filme infantojuvenil preferido?
Confira o meu nas respostas.
WishList: Cartas de Amor
Você lembra dessa cena de Sex And The City – O Filme?
Essa cena fez muitas fãs do seriado, e romântica inveteradas, correrem para as livrarias em busca do tal livro de cartas de amor. Pois deram com os burros n’água!!!
O livro não existia e isso virou até matéria na americana CBS e no inglês Independent.
Graças ao capitalismo selvagem, autores e editoras correram para lançar obras com as cartas de Napoleão Bonaparte, Ludwig van Beethoven e cia.
É o caso de Ursula Doyle, responsável por Cartas de Amor de Homens Notáveis, lançado no Brasil pela Best Seller.
Fala sério!!!
Provavelmente foi um dos livros mais fáceis de fazer e um dos mais prazerosos de ler.
“Com os membros trêmulos e a alma febril, me deliciei. Convulsões, suspiros e murmúrios mostraram a imensa desordem dentro de mim, desordem que o beijo só fez aumentar, pois aqueles lábios queridos injetaram em meu coração e em minhas entranhas um veneno delicioso e uma ruína inevitável, mas encantadora”
De William Congreve para a Sra Arabella Hunt.
Fãs de Carrie e Big, relaxem!!
O famoso “Para sempre vosso. Para sempre minha. Para sempre nosso“, de Ludwig, também está lá.
PS1: Na Amazon, é possível encontrar uma dezena de livros sobre cartas de amor. Um deles é o Love Letters Of Great Men – Vol. 1. É igualzinho, ou bem parecido, com o da Carrie.
PS2: O meu eu comprei na Saraiva mesmo e foi bem baratinho. Passa lá, BOBA!
Veneno: Madam Helen Mirren
Segundo a Folha, Madam Helen Mirren disse:
“Continuo a ser a boa menina que gostaria de ser má, mas nunca será”
Oi?
PS: Foto da New York.
Frame: Mario Quintana
Esse blog ainda é sobre cinema, mas também dá espaço para quem fala de cinema. Afinal, cinema é arte e “todas as artes são manifestações diversas da poesia – inclusive, às vezes, a própria poesia”.
Por isso, eu resolvi abrir um espaço para o maravilhoso Mario Quintana, que em Para Viver Poesia diz:
Uma das conquistas do cinema sonoro foi a descoberta do silêncio — o silêncio de quando se espera ou se imagina uma coisa.
Ou então:
Quando é que os diretores de filmes descobrirão que os pesadelos são em preto e branco?
Gostou?
A Jovem Rainha Vitória por Melhor Poster, Figurino e Carta
Fui hoje ver A Jovem Rainha Vitória. Entrei no cinema com a certeza de que gostaria desse filme. Saí também certa de que esse DVD não faltará na minha estante.
A Jovem Rainha Vitória reune vários elementos que me atraem:
1) as histórias da família real inglesa – não resisto a nenhum filme ou seriado sobre o assunto e vivo fazendo google para relembrar episódios ou para entender a complicada árvore genealógica.
2) sou fã de Emily Blunt. Muito fã. Desde O Diabo Veste Prada e Sunshine Cleaning.
3) o figurino – merecidamente premiado com um Oscar.
4) a personalidade de Vitória – a jovem que, aos 18 anos, assumiu a coroa britânica e lá permaneceu por 64 anos, influenciando o estilo de vida e comportamento dos ingleses e consolidando o país como um grande império.
5) o romance – sim, esse filme mostra a linda história de Vitória e Albert, digna da realeza, praticamente um conto de fadas.
Um pouco disso está reproduzido nos três posteres que divulgam a obra.
Mas a parte que tira o meu fôlego é a primeira carta que Albert, na Alemanha, escreve a Vitória.
My dear Victoria, these days would be full of sadness since I know the king is dear to you. Will you allow me to offer my support ?(…) If I cannot be with you then I pray you would hear my voice and the music that I send. You know my love of Schubert. This is his Swan-song and I play it with you in my heart.
——
PS1: Se você ainda não se convenceu, saiba que um dos produtores é Martin Scorsese.
PS2: Quem também assina a produção é a Duquesa de York, Sarah Ferguson, que garantiu que o filme fosse rodado em nove castelos e mansões do Estado Britânico.
PS3: O Príncipe Albert é interpretado por Rupert Friend, que fez o Wickham em Orgulho e Preconceito. Ele é, aliás, namorado da Keira Knightley, que deve ter se mordido por não ter feito a Rainha Vítória.
PS4: O Paul Bettany, a quem já dediquei um post, é Lord Melbourne.
PS5: Esse é um retrato da verdadeira Rainha Vitória.
PS6: Vitória e Albert tiveram NOVE FILHOS. Ele morreu aos 41 anos e décadas antes dela. Leia mais sobre ela no Brasil Escola ou no site da BBC.
PS7: O trailer:
Wishlist: Marilyn e JFK
É claro que todo mundo já ouviu falar que JFK e Marilyn eram amantes, mas é muito mais fácil recordar a adorável família americana com um triste e precoce fim.
São tantas as fotos da elegante Jackie O, …
… a clássica imagem do John-John com o pai no Salão Oval,…
…e a história do presidente, esperança de um país, brutalmente assassinado, que a lavagem cerebral é completamente normal.
Ah, tem também o filme de Oliver Stone, lançado em 1991 com Kevin Costner e Gary Oldman no elenco.
A parte mais sórdida da história está em Marilyn e JFK, de François Forestier. “Baseado em entrevistas com figuras da época e em fatos verídicos, o livro revela a paixão da musa e desmistifica a aura de bom moço do presidente americano”. Foram dez anos de relacionamento acompanhados por vários figurões, incluindo Frank Blue-Eyes Sinatra, a máfia, a CIA e a KGB.
Ficou curioso?
Então olha só o trecho que narra um dos episódios mais conhecidos do mundo:
“- Faça um vestido que somente Marilyn ouse usar.
O criador desenha um sonho: um vestido feito com um tecido tão leve que parece transparente, uma nuvem de seda. O tecido foi especialmente confeccionado para a ocasião e, vestindo Marilyn, Jean-Louis confirma:
- Suponho que a senhora estará nua.
- Inteiramente!
Foi preciso sobrepor vinte camadas de seda nos seios e entre as pernas, para evitar a transparência, e 6 mil pedras do Reno foram semeadas por todo o tecido, fazendo o vestido cintilar. Durante sete dias seguidos, 18 costureiras trabalharam nele: impossível vesti-lo. Precisou ser costurado na estrela. Literalmente: moldado em Marilyn. (…) O traje custou 12 mil dólares, ou seja, oito vezes mais em dólares do século XXI. Em 1999, em leilão da Christie’s, atingiu a soma de um milhão de dólares.
Há alguns dias Marilyn sabe que vai cantar na festa de aniversário do Presidente. Entraria no final de um show extraordinário, e ela tem consciência do que está sendo insinuado: é ela o presente de JFK. A anti-Jackie. Tudo faria, entrão, para ser o quea primeira-dama não é:provocante, sexy, engraçada. Richard Adler, o organizador do evento, pede que Marilyn ensaie uma cançoneta, um Happy Birthday divertido. Ela se põe a trabalhar com Hank Jones, um pianista conhecido. (…) Ao ouvir a versão de Feliz Aniversário de Marilyn, os dois homens se desesperam. É, pura e simplesmente, uma canção de striptease, um convite lúbrico, uma melodia lasciva, mais adequada para o Crazy Horse Saloon de Paris.
Adler, que nada sabe da ligação entre o Presidente e a estrela, telefona diretamente a JFK:
- Será uma catástrofe, senhor Presidente.
- Não se preocupe.
Mass Adler já previu uma substituta. Shirley MacLaine está à disposição, apesar de reticente.
(…)
No dia seguinte, Marilyn chega antes da hora e se tranca no camarim. Seu novo cabeleireiro, Mickey Song, e as costureiras se põem a trabalhar. Enquanto o primeiro dá um movimento inédito aos cabelos da cliente, as demais preparam o vestido, o famoso vestido. (…) Carregada por braços fortes, incapaz de andar com o vestido ultracolante, Marilyn é levada aos bastidores como um pacote frágil. Peter Lawford, Mister Lealdade, preocpado, repete pela vigésima vez:
- E agora, senhor Presidente, senhoras e senhores, ….Marilyn!!!
Nada acontece. Pois, atrás das cortinas, o vestido havia estourado. “Todo mundo pôde ver que ela não tinha nada embaixo”, lembrou-se um dos atores presentes. Então, volta ao camarim. (…)
- Senhor Presidente, na história do espetáculo, mulher alguma jamais teve tanta importância, fez tanto….Senhor Presidente, aqui conosco a loura que tem um efeito de bomba-relógio, Marilyn Monroe!
Um projetor único banha Marilyn com seu facho. A sala explode. Com passos minúsculos, como uma gueixa, sorrindo, em transe, a estrela se aproxima. Diante do microfone, livra-se da estola de arminho e, sozinha, entoa a importal versão de Happy Birthday, nom meio de um silêncio religioso. Os 15 mil democratas estão apralisados de surpresa. Dorothy Kilgallen expolicaria em sua crônica:
“É como se ela fizesse amor com o Presidente, diante de 40 milhões de telescpectadores”.
Não imaginava o quanto era exato o que dizia. Pois enquanto Marilyn sussurrava “Happy Birthday, Mister President….”, iluminada pelo facho de luz de um projetor, os ascensoristas e artistas nos bastidores vêem… o vestido estourar”
PS1: Mais trechos do livro no site da Veja.
PS2: Joe diMaggio, ídolo dobaseball, ex-marido e eterno apaixonado por Marilyn, morreu em 08/03/1999, 37 anos depois da amada. Reza a lenda que suas últimas palavras foram: “Agora vou encontrar Marilyn”.























































