Archive for Julho, 2010
Frame: A Origem
Como não consegui tocar nesse assunto ontem na terapia, vou desabafar aqui:
Tô fazendo contagem regressiva para a estreia de A Origem. Mais uma semana, minha gente, uma semana!!!!
PS1: O twitter só aumenta a minha ansiedade. Desde 22/07, quando estreou nos EUA, A Origem não sai dos TTs mundiais.
PS2: Esse é definitivamente um filme que a gente TEM que ver no cinema.
PS3: Sim, estou mantendo a promessa de não chamar mais o Leo de menina. Nunca mais.
Ah…o amor… por Melhor Teoria
Recentemente, o cineasta Marco Bellocchio disse à Folha de S.Paulo que o cinema italiano não vive uma má fase. “Mas quantos filmes italianos chegam ao Brasil? O que vocês conhecem?”, perguntou.
É mesmo. É muito mais fácil encontrar filmes argentinos e franceses nos nossos cinemas do que italianos. E, olha, que até comédias românticas eles fazem. É o caso de Ah…O Amor.
Lançado em 2009, o longa segue a receita de Simplesmente Amor e acaba sendo muuuuito melhor que Idas e Vindas do Amor, para mim a Maior (e não melhor) decepção de 2010.
Ah…O Amor é romântico, é engraçado e é exagerado (afinal, é italiano!!). Em outras palavras, uma deliciosa sessão da tarde.
E ainda tem uma teoria que pode render boas conversas de cocotas (ou explicar muita coisa):
Amor é uma doença perigosa, que ao contrário de sarampo e catapora, pode nos contagiar várias vezes durante a nossa vida.
VOU AMAR VOCÊ PRA SEMPRE.
VOCÊ É A MULHER DA MINHA VIDA
Mas, sobretudo,
NUNCA VAMOS NOS DEIXAR.
São as típicas frases que dizemos quando estamos apaixonados. Qual de vocês já disse pelo menos uma vez?
É isso! Evidentemente não sabiam que a dopamina, um neurotransmissor, aumenta na fase inicial da paixão. Digamos que a dopamina é uma espécie de droga natural, que nos faz ver o mundo colorido.
Mas esses valores tendem a se normalizar no período de dois anos. Pessoal, está cientificamente provado, que o amor romântico e passional acaba depois de menos de 1000 dias, a partir do primeiro beijo.
(…)
Conformem-se com isso. Mais dia, menos dia, na nossa vida, estamos todos fadados a virar um EX!
Não é?
PS1: É claro que Ah…O Amor também tem declarações de amor. Eu gosto da fita cassete com músicas e a inscrição “Ti Amo, Sogno” e a do quebra-cabeça (a namorada vai morar na Nova Zelândia e na mala encontra um envelope com uma peça do quebra-cabeça que ela e o namorado estavam montando - entrelinha: tá faltando um pedaço. Ã? ã? ã?)
PS2: Ah…O Amor é dirigido por Fausto Brizzi.
PS3: Marco Bellocchio é um conhecido cineasta italiano, que lançou recentemente Vincere no Festival de Cannes.
Ray por Melhor Trailer
É claro que eu já conhecia o Ray Charles e, por isso, não tinha dúvidas de que ia gostar do filme que conta a sua história. Não me decepcionei. A produção é belíssima e o Jamie Foxx fez por merecer o Oscar.
Acontece que eu me apaixonei mesmo é pelo trailer. Até hoje meu coração dá uma parada no 1’40”, com os primeiros acordes de You don’t know me.
Sentiu?
PS1: Essa é defintivamente uma das minhas músicas favoritas. Vale conhecer a letra e escutar o dueto do próprio Ray Charles com a diva Diana Krall.
PS2: Falando em Ray Charles, lembra das participações dele em The Nanny? Ele fazia o marido da Yetta, avó da Fran.
Temple Grandin por Melhor História Real
Você reconhece a mulher dessa foto?
É a linda e talentosa Claire Danes, que se transformou em Temple Grandin, doutora em Ciência Animal, professora da Colorado State University e autista.
A história dessa mulher é incrível e foi muito bem contada pela HBO. Imagine a coragem e a determinação dela para ir tão longe em uma época (década de 60) em que o autismo não era nem um pouco compreendido.
O filme também destaca o papel da mãe dela, interpretada pela minha querida Julia Ormond.
Enquanto os médicos queriam internar a menina, Eustacia decidiu buscar uma escola que fosse capaz de entender e desafiar a filha. Afinal, dizia a mãe, ela era ”different, but not less”.
Mesmo sem tocá-la, porque Temple não gostava de contato, Eustacia acompanhou cada conquista de uma das maiores especialistas em comportamento animal.
É definitivamente um daqueles filmes que faz a gente ter vergonha das reclamações pequenas e daquela preguicinha do dia a dia, sabe?
PS1: Temple Grandin recebeu indicações em 15 categorias do Emmy, incluindo Melhor Filme para TV, Melhor Diretor, Melhor Atriz, Melhor Atriz Coadjuvante (Julia) e Melhor Ator Coadjuvante (David Strathairn).
PS2: Temple Grandin é hoje uma das 100 pessoas mais influentes do mundo, segundo a revista Times.
Na Teia da Aranha por Melhor Policial e Melhor Explicação
A TV fechada rende boas surpresas eventualmente. Ontem, por exemplo, revi, sem querer, Na Teia da Aranha no Telecine Action. Eu lembrava pouca coisa desse thriller psicológico (bonito isso né?) lançado em 2001 e simplesmente não consegui mudar de canal até chegar ao fim do filme.
É claro que o meu cerebrozinho idiota ficou borbulhando de ideias, mas a principal delas é que o Morgan Freeman Alex Cross é muito, mas muito melhor que qualquer CSI e Law and Order da vida.
Esse é o segundo suspense do detetive interpretado por Morgan Freeman. A primeira aparição dele é em Beijos que Matam, também muito bom.
Em Na Teia da Aranha, Alex Cross está fragilizado pela morte de sua parceira, o que não o impede de desvendar o crime como quem brinca com o jogo dos 7 erros.
E tem mais: psicólogo tarimbado, ele ainda dá conselhos sobre carreira. Quando a agente do Serviço Secreto Jezzie Flannigan diz que deveria procurar outro emprego, menos desafiador, Dr Cross responde:
Alex: You do what you are Jezzie.
Jezzie: You mean you are what you do.
Alex: No, I mean, you do what you are. You’re born with a gift. If not that, then you get good at something along the way. And what you’re good at, you don’t take for granted. You don’t betray it.
Jezzie: What if you do, betray your gift?
Alex: Then you betray yourself. That’s a sad thing.
PS1: Aliás, sabe quem é a Jezzie? A Monica Potter, a Kristina, de Parenthood.
PS2: Outro ator que interpreta um agente do Serviço Secreto é Billy Burke, também conhecido como Chief Swan, pai da Bella, da saga Twilight.
PS3: Você não se lembra de Beijos que Matam? Veja o trailer então:
PS4: Se você também achou que Alex Cross poderia ser o detetive de Se7en, enganou-se. O parceiro de Brad Pitt era William Somerset.
PS5: Alex Cross é o personagem de uma série escrita por James Patterson.
O Pentelho por Melhor Constatação
Não, eu não gosto desse filme, mas eu adoro essa frase:
You know what the trouble about real life is? There’s no danger music.
PS1: Não seria beeeem mais fácil se a vida fosse assim??
PS2: Você sabia que esse filme foi dirigido pelo Ben Stiller?
Cracks por Jovem Talento e Imponência
Não se engane com a sinopse de Cracks. Ela é mesmo meio desanimadora, remetendo a um desses filmes com internatos, professores inspiradores…
Acontece que esse longa vai um pouco além dessa fórmula batida ao revelar um mundo, digamos, um pouco doentio.
E não é só o enredo que chama a atenção. Tem também a diretora Jordan Scott, protagonista do nosso primeiro Momento Você S/A, estimulando jovens talentos mundo afora.

Sim, ela é filha de Sir Ridley Scott, o que, segundo revelou ao Times, não torna a vida muito mais fácil. “Directing is a tough thing to do no matter who you are. You still have to be the person who makes the film, you still have to get financing, you have to go though all the steps everybody else has to. And, if people don’t want it, they don’t want it.”
Independente da árvore genealógica, o que realmente importa para esse blog é que Cracks foi um ótimo trabalho para uma estreante de apenas 32 anos.
Antes disso, Jordan tinha feito somente comerciais para companhias como Renault e Orange, além de participar de um segmento do Crianças Invisíveis, ao lado do papi.
Como você pode ver na foto acima, tirada durante a estreia no London Film Festival, Cracks ainda traz Eva Green.
E essa mulher, minha gente, não é só bonita. Ela é imponente – não importa o ambiente ou a roupa. Cracks também prova isso.
Afinal, não é a toa que o 007 se apaixonou por ela né?
PS1: Cracks foi inspirado na obra de Sheila Kohler. A diferença é que a história não se passa durante o Apartheid na África do Sul, mas em uma ilha fictícia na costa da Inglaterra.
Quizz: Qual o melhor tema do 007?
É isso aí. Depois do post de ontem, qual é o seu favorito?
10. Nobody does it Better, Carly Simon.
9. The World is not enough, Garbage.
8. Live And Let Die, Paul McCartney & Wings.
7. Goldeneye, Tina Turner.
6. Die Another Day, Madonna.
5. A View To Kill, Duran Duran
4. License To Kill, Gladys Knight.
3. You Know My Name, Chris Cornell
2. We Have All the Time in the World, Louis Armstrong
1. NDA
Não? Nenhum desses? Seu tema favorito é o interpretado por Alicia Keys e Jack White? Por Nancy Sinatra? A-HA? Tom Jones? Lulu? Já sei! Sheryl Crowe?
CONTA!
CONTA!
CONTA!
QUAL O MELHOR TEMA DE 007?
A Agenda Secreta do Meu Namorado por Melhor Versão
Te digo mais: esse clássico da Carly Simon é a inspiração do post de amanhã.
Wherever you are, thanks, Brittany.























