OS INDICADOS VIAJA: A Sicília de O Poderoso Chefão

Guias e cadernos de turismo também são uma obsessão desse blog. Quando junta com cinema então…Já pensou em conhecer a Itália do Poderoso Chefão?

Reza a lenda que Corleone não fui utilizada como locação, porque já era muito desenvolvida para a data em que o filme se passa. Por isso, Coppola selecionou Savorca e Forza D’Ago para gravar algumas cenas.

Pois, selecionamos algumas dicas dessa parte da Sicília:

- Localizada a 170 km de Palermo, Savoca tem apenas 1650 habitantes e é conhecida como a cidade das artes.

- Parada obrigatória: Bar Vitelli, o local onde, no primeiro filme, Michael Corleone pede permissão ao pai de Apollonia para conhecê-la. A dona do estabelecimento, a falecida Maria D’Arrigo, virou uma celebridade local. Malandrinha que era, transformou parte do bar,  uma construção do século XVIII (Palazzo Trimarchi, em um pequeno museu, com objetos e fotos das cenas e bastidores das gravações.

- Além do Mar Jônico, também é possível avistar do bar a Igreja San Nicolau (ou Santa Lucia), que remete ao Século XIII e onde os personagens se casam. Aliás, é bom saber que a igreja também é chamada de Igreja de Sana Lucia ou ainda, para facilitar para os turistas, La chiesa de Il Padrino.

- Forza D’Agro é menor ainda e tem menos de mil habitantes. Ainda conserva a ar medieval, o que pode ser notado na cena em que  Michael e Kay visitam a praça pricipal e a Igreja de Santa Annunziata e Assunta, do Século 15.

- Tem ainda o Convento Agostiniano, exibida na cena em que Michael chega à Corleone e nas lembranças do pequeno Vito.

PS: No Sicily Life é possível comprar um pacote para visitar essa região e ainda chegar pertinho do Etna.

Fontes: Estadão, Wikipedia, Italy Holidays, Hello!

OS INDICADOS VIAJA: Bruges

Para muitos, Bruges é considerada a Veneza belga; para outros, é uma extensão da Holanda. A encantadora cidade de apenas 110 mil habitantes é cortada por canais e possui uma arquitetura bem semelhante à de Amsterdã, com construções bem conservadas do século XV, de tijolos aparentes, janelas amplas e aquele tradicional telhado. Tudo isso faz da cidade o cenário perfeito para um bom filme, certo?

E é durante um passeio de barco pelos canais que você descobre os locais que abrigaram algumas produções. É o caso da casa branca aí de cima, que virou hospital em Uma Cruz à Beira do Abismo.

 

Baseado em fatos reais, o filme de 1959 mostra a trajetória da Irmã Luke – da entrada no convento às experiências em meio a II Guerra Mundial. Destaque para a presença de Audrey Hepburn, indicada ao Oscar naquele daquele ano pela atuação. Para o NYT, “In the role of the nun, Miss Hepburn is fluent and luminous. From her eyes and her eloquent expressions emerge a character that is warm and involved”.

 

Mais recente, Na Mira do Chefe também foi indicado ao Oscar pelo seu roteiro. É uma boa opção para quem pensa em visitar a cidade, pois os protagonistas, interpretados por Colin Farrell e Ralph Fiennes, visitam os principais pontos turísticos da cidade. E é no hotel abaixo, às margens de um canal cheio de cisnes, que a maioria das cenas foram gravadas.

E atenção: Bruges não recebeu o título de capital europeia de cultura à toa. A cidadezinha medieval abriga a única escultura de Michelangelo fora da Itália. Feita de mámore branco e datada de 1504, a Madonna e a Criança (Madonna and The Child) pode ser apreciada na Igreja de Nossa Senhora (Church of Our Lady; Onze-Lieve-Vrouwekerk), que ocupa uma posição bem central e pode ser vista de vários ângulos, inclusive durante o passeio de barco pelo canal.

Imperdível!

 

OS INDICADOS VIAJA: Londres

Há muitas versões, mas a Londres do teatro é certamente uma das mais conhecidas. O roteiro é extenso. Os musicais são os mais disputados — dos tradicionais, como O Fantasma da Ópera, a recentes blockbusters, como Wicked e Billy Elliot. Engana-se quem pensa que todos foram importados da Broadway. Alguns nasceram ali, como  Mudança de Hábito, e sua divina protagonista Patina Miller, que depois de uma temporada arrasadora no Reino Unido foi escalada pelo Tim Sam para encantar os americanos e os turistas de Manhattan.

Na terra de Shakespeare, é claro, drama não falta.  No Shakespeare Globe Theatre, você viaja no tempo ou, para os cinéfilos, sente-se em uma cena de Shakespeare in Love.


Mas, acima de tudo, há belas produções com artistas consagrados, oportunidade única para ver de perto aquele ator ou atriz que tanto gosta.

Em setembro passado, eu tive a chance de ver Ralph Fiennes em A Tempestade (The Tempest), peça de Shakespeare. Enquanto a crítica não dava mole para Ralph ( “It’s always good to see a bit of Shakespeare invading the West End of trashy musicals, but here the West End invaded Shakespeare”, cravou o  Sunday Times ), meros espectadores perdiam-se na história de Próspero, um feiticeiro, com o perfeito (e audível) sotaque inglês de Ralph.

Quem também estava em cartaz em Londres, e com ingressos superdisputados, era Jude Law com o drama Anna Christie. Essa é a segunda vez, aliás, que esbarro em Jude. Há dois anos, era ele quem encenava Shakespeare na capital inglesa.

Outro ingresso disputado foi o de Richard III,  mais uma parceria entre o americano Kevin Spacey  e o inglês Sam Mendes. Com dois meses de antecedência, já não havia mais ingressos disponíveis.

Logo depois que deixei a cidade, uma das minhas atrizes favoritas preparava-se para subir ao palco. A elegantíssima Vanessa Redgrave assumiu o papel de Daisy Wertham em Conduzindo Miss Daisy. Sua atuação, bem como a de James Earl Jones, vem sendo elogiadíssima.

Atualmente, Thandie Newton faz Death and Maiden no Harold Pinter Theatre. E, a partir do dia 09/11, Michael Sheen faz Hamlet no Young Vic.

   

E não pense você que a rotina deles é fácil, não. Eu até me surpreendi. Ainda que em curta temporada, essas estrelas, acostumadas a embolsar milhões em um único filme, sobem ao  palco de segunda a sábado, sendo que em alguns dias a jornada é dupla. Haja fôlego e amor à arte!!

DICA

Vai para Londes?  Então, anote essas duas dicas:

1) entre no site Official London Theatre e mapeie os espetáculos que gostaria de ver.

2) Para alguns é recomendável comprar com antecedência, pela internet mesmo. Para os demais, vá até a estação Leicester Square e adquira ali mesmo, em uma das box office. Subindo as escadas você encontra mais opções, sempre com preços mais em conta. É possível também comprar no próprio teatro. Para The Tempest, por exemplo, eu comprei com 3 dias de antecedência, na bilheteria, por 35 euros. E posso garantir: Shakespeare e Fiennes valem muito mais que isso.

OS INDICADOS VIAJA: Amsterdã

Aposto que, assim como eu, você leu esse livro ainda na escola. O Diário de Anne Frank, cuja primeira edição foi lançada em 1947, é uma das obras mais conhecidas do mundo.

O diário original está em exposição na Casa de Anne Frank, museu inaugurado em1960 no mesmo local onde Anne, ao lado do pai Otto, da mãe Edith e da irmã Margot esconderam-se em Amsterdã.

A família chegou à Prinsengracht em 1942. No total, oito pessoas viveram na casa até a chegada da polícia. Os ambientes contam hoje um pouco dessa história, por meio de fotos e depoimentos dos sobreviventes, incluindo do pai de Anne.  Otto conta no vídeo que, embora soubesse da existência do diário, jamais imaginara o que a filha ali escrevia. Ela nunca dividira com ele seus pensamentos e sentimentos.

Percorrer os cômodos estreitos, com janelas vedadas, e refletir o que aquelas famílias e, em especial, aquela garotinha cheia de sonhos, passou é muito emocionante. Até o banheiro tinha que ser usado o mínimo possível para não chamar a atenção das outras pessoas. “Durante o dia, não podemos pisar o chão com força e temos quase que cochichar em vez de falar, pois lá no armazém, não nos devem ouvir. (…) nem uma gota de água pode correr, já não se pode  ir ao banheiro, não se pode andar, tudo quieto”, contou Anne em um trecho.

Ela ganhou o diário quando tinha 13 anos. “Ao escrever esqueço-me de tudo, a minha tristeza dissipa-se e o meu espírito revigora“, anotou em 5 de abril de 1944. Anne, que sonhava ser jornalista e uma escritora famosa, passou a escrever em cadernos quando o seu diário chegou ao fim.

Uma denúncia anônima levou a SS até o esconderijo na Prinsengracht. Todos foram deportados para o campo de Westerbork e de lá para Auschwitz. Anne, assim como a irmã, morreu de tifo em Bergen-Belsen em 1945.  Somente o pai sobreviveu; a mãe morreu de exaustão em Auschwitz.

Quando voltou para a Amsterdã, Otto recebeu das mãos de Miep Gies, que trabalhara no escritório e fora definida em um trecho do diário como o “burro de carga” da família, os manuscritos da filha. Quando o esconderijo foi arrombado pela polícia, Miep foi presa e depois liberada. Voltou, então, à casa e, ao se deparar com o diário e os cadernos, fez questão de esconder o material até que a família voltasse.

Ao lado do Museu Van Gogh, do Distrito da Luz Vermelha e dos coffee shops, a Casa de Anne Frank é um dos pontos turísticos mais famosos de Amsterdã. É também um dos mais emocionantes e até surpreendentes.

No fim da visita, você se depara com um Oscar. Sim, uma estatueta original, cedida por  Shelley Winters.

Durante as filmagens de O Diário de Anne Frank, a equipe recebeu no estúdio a visita de Otto Frank.

 

Em sua autobiografia, a atriz norte-americana conta sobre o encontro e a promessa que fez na época. E é esse o trecho destacado ao lado da estatueta:

“Mr Frank, if I win an Oscar for The Diary of Anne Frank, I promisse I’ll bring it to the Anne Frank Museum in Amsterdam”.

He smiled and said, “That would be a very difficult thing to do, wouldn’t it, Shelley?”

I equivocated, “Yes, but I’ll keep it for a while and then bring it to the museum”. And that’s what I did.”

Shelley interpretou  Petronella Van Daan no filme de 1959, que ganhou outras duas estatuetas. Aliás, ela não esqueceu de Anne durante o seu emocionado  discurso:

SERVIÇO

A Casa de Anne Frank
Preço: 8,50 euros
Conta com guia em português de Portugal
Por conta das escadas íngremes, alguns ambientes são de difícil acesso para pessoas com dificuldade de locomoção.

OS INDICADOS VIAJA: Liverpool

Por que não unir duas paixões, certo?

Essa é a intenção dessa nova categoria, que versa sobre turismo sem perder  o foco em cinema.

Eu diria, aliás, que começamos com o pé direito, porque o primeiro post é praticamente um blockbuster. Combina viagem, filme e música. E que música!

Estamos falando de John Lennon e, mais especificamente, de O Garoto de Liverpool, filme já comentando nesse post. Imagine você que é possível visitar as casas onde John e Paul moraram durante a adolescência, período retratado no filme de Sam Taylor-Wood.

The Beatles' childhood homes tour

O tour é oferecido exclusivamente pela National Trust e deve ser agendado com antecedência. A primeira residência a ser visita é a da Tia Mimi, onde John viveu de 1945 a 1963. A casa é bem pequena e, por isso, não serviu de locação para o filme, que montou uma réplica em uma outra região da cidade.

A casa em que John Lennon viveu com a Tia Mimi em Liverpool

O imóvel está muito bem preservado - os móveis antigos, registros de escola de John e um punhado de histórias e curiosidades contadas pelo caseiro. Uma delas é que esse tour somente é possível, porque Yoko Ono comprou a propriedade e a cedeu para a National Trust.

Outra, que mostra um pouco do gênio da Tia Mimi, é a de que somente visitas importantes podiam entrar pela porta da frente e se sentar na sala. Os demais, incluindo John e seus amigos, tinham que usar a porta dos fundos. 

Paul, aliás, foi medido da cabeça aos pés e só passou pelo crivo da tia de John porque não tinha o sotaque típico dos subúrbio. Era um jovem lapidado pela mãe, Mary, que morreu de câncer.

A casa de Paul em 20 Forthlin Road

A casa dos McCartney fica a poucos metros dali, em uma região menos nobre. Mary morreu pouco depois da família se mudar para aquela casa, onde Paul viveu ao lado do irmão Michael e do pai Jim.  Aliás, este último também era apaixonado por música, o que explica o piano acomodado na sala de visitas. Em todos os cômodos, fotos de família – boa parte feita por Michael, que é fotógrafo. 

A minha história preferida é que foi ali, naquela sala, que John e Paul mostraram a Jim a música que tinham acabado de fazer, She Loves You. O patriarca dos McCartney ouviu com atenção e comentou ao final: “Vai ser um sucesso! Só não gosto desse refrão – She loves you. Yeah, yeah, yeah! Muito americano para o meu gosto”. :P

Paul eventualmente visita a antiga casa – costuma levar os filhos, netos e as esposas.  Em setembro, quando fiz o tour, a caseira comentou que já estava acertado o dia em que Nancy Shevell conheceria o local.

Os fãs dos Beatles ainda podem visitar a The Beatles Story, localizada nas docas (Albert Docks), uma área completamente restaurada, e fazer uma magic mistery tour a bordo de um ônibus amarelo. 

 Verdade seja dita: nem só de Beatles vive Liverpool

A cidade possui um time de futebol, o Liverpool FC; vários museus, incluindo um Tate;  a renomada The Liverpool University; e duas belíssimas catedrais - uma católica e outra anglicana.

  

Nesta última, é possível pegar um elevador e subir alguns degraus para uma vista 360º da cidade. Aliás, dá para avistar até o País de Gales!

Segundo o site oficial, a cidade  já serviu de locação também para outros filmes como Sherlock Holmes e Alfie.

 RECOMENDAÇÃO

É possível fazer um bate-e-volta de Londres, mas a cidade vale mais do que isso. Reserve um fim de semana para com calma todas as atrações.

Outra dica: para obter tarifas mais interessantes, compre com antecedência passagem. Além do Eurail, vale xeretar esse site que oferece vantagens para quem viaja de trem.

 Vale ressaltar, ainda, que a National Trust não permite fotos dentro das duas propriedades.

PS: Eu já tinha interesse em Liverpool, mas bati mesmo o martelo depois que li esse post do Riq Freire. Foi da Jackie a dica do National Trust.  

PS2: Veja outro post que passa a integrar essa categoria.

WishList: Europa de Cinema

Para a série livros-que-eu-gostaria-de-ter-escrito, incluí o guia Europa de Cinema, escrito por Vicente Frare.

O livro se propõe  a “transformar as cenas do cinema em experiências reais na sua próxima viagem à Europa”. Indica, portanto, locais de conhecidos filmes rodados em Berlim, Londres, Madri, Paris e Roma, a cidade mais linda do mundo.

É craaaaro que eu já pincei algumas dicas. 

1. Em Berlim

    

Fãs de Lola Corra Lola não vão encontrar o Deutsche Transfer Bank, onde o pai da protagonista trabalhava. Ele foi montado, somente para as filmagens, no edifício do luxuoso Hotel de Rome, localizado na Bebelplatz, praça onde os nazistas queimaram milhares de livros. Para lembrar o episódio, aliás, há uma intervenção na calçada: prateleiras de livros vazias.

A Supremacia Bourne foi outro filme que criou um cenário fictício.

          

O histórico edifício Haus Cumberland, na Kurfurstendamm 193, deu lugar ao Hotel Brecker, um dos locais em que Bourne é perseguido.

2. Em Londres

      

Para as Bridget Jones de plantão o/, a casa da inglesa mais famosa do mundo fica na margem sul do Tamisa, perto do Tate Modern. “Fica fácil de encontrar o edifício por causa do pub The Globe, que fica na entrada. Há um mercado de alimentos soberbo a duas quadras da casa de Bridget, chamado de Borough Market”, entrega Frare.

        

Para os fãs de Julia Roberts e Hugh Grant, boas notícias. A livraria de William realmente existe – The Travel Bookshop (13-15 Blenheim Crescent – W11).  O restaurante onde o casal escuta obscenidades (ui!) é o Nobu e a cena do casamento foi filmada nos jardins do hotel-butique Hempel.

3. Em Madri

          

Madri respira Almodóvar ou Almodóvar respira Madri? De qualquer forma, a Puerta de Alcalá, que aparece em Carne Trêmula, é a porta de entrada do bairro de Salamanca, “recheado de lojas e restaurantes exclusivos. A Calle Serrano é um dos enderços mais exclusivos de Madri“, conta o autor.

    

Quem também mora na Puerta de Alcalá é o casal  Elsa e Fred. A dupla, aliás, revela um roteiro gastronômico:  jantar no Restaurante Goya, do Hotel Ritz Madrid, e uma passadinha Chocolatería San Ginés para adoçar a boca. Que tal?

4. Em Paris

          

O restaurante em que Isabel, de À Francesa,  janta com seu amante é o Restaurante Georges, localizado no topo do Museu Centre Georges Pompidou.

O charmoso apartamento de Céline em Antes do Pôr do Sol fica na l’Étoile d’Or, na rua do Fbourg St Etoine, no 11º arrondisement, perto da Bastilha.

     

Falando em moradia, ao contrário do filme, o Julia Child viveu no número 81, e não 10, da Rue de l’Université, próximo a Assembleia Nacional.

5. Em Roma

       

O restaurante em que Liz - protagonista de Comer, Rezar, Amar – reúne-se com amigos para discutir qual palavra representa cada cidade é o Ristorante Santa Lucia, atrás da Piazza Navona.

       

A cena final de A Doce Vida foi gravada na praia de Fregene, nos arredores do aeroporto Fiumicino.

         

A casa do jornalista de A Princesa e O Plebeu fica na Via Margutta 51.”A rua, entre a Piazza di Spagna e a Piazza Del Popolo, é um reduto de artistas, com várias galerias de arte. Fellini também morava ali. Há dois hotéis que ficam ao lado da casa do filme“, explica Frare.

Gostou? 

Então corra pra livraria.

Serviço:

Europa de Cinema.

Vicente Frare, Editora Pulp.