Lá em 1989, o Mr Keating já falava sobre a importância de palavras e ideias.
No matter what anybody tells you: words and ideas can change the world. (…) We don’t read and write poetry because it’s cute. We read and write poetry because we are members of the human race. And the human race is filled with passion. And medicine, law, business, engineering, these are noble pursuits and necessary to sustain life. But poetry, beauty, romance, love, these are what we stay alive for.
Você já quis ter mais desapego a coisas e pessoas, mas não consegue porque no final o que vale, o que faz da sua vida a sua vida são aqueles pequenos detalhes?
Bom, não sei se você me entende. Fato é que a Celine me entende:
I mean I always feel like a freak because I’m never able to move on like this, you know? People just have an affair or even entire relationships, they break up and they forget. They move on like they’d have changed brand of cereals. I feel I was never able to forget anyone I’ve been with because each person had their own specific qualities. You can never replace anyone. What is lost is lost. (…) Because I will miss of this person the most mundane things. Like I’m obsessed with little things. (…) I see in them little details, so specific to each of them that move me and that I miss and always will miss. You can never replace anyone because everyone is made up of such beautiful specific details. Like I remember the way your beard has a bit of red in it and how the sun was making it glow that morning right before you left. I remember that and I miss it.
PS1: Eu acho que gosto cada vez mais desse filme.
PS2: Quer ver o trecho em questão? Se tiver tempo veja tudo (principalmente quando o Jesse conta a história sobre NotreDame) ou vá direto para 6’25”.
PS3: Freaks me out que a Celine me entenda porque o que eu realmente quero dizer para ela O FILME TODO É SHUT UP, S’IL VOUS PLAÎT.
PS4: Eu sou tão chata quanta a Celine? Ainda bem que eu tenho terapia hoje…
PS5: E eu continuo achando essa a Melhor DR. Ever!
Perambulando por São Paulo, eu fiquei com uma vontade enorme de rever esse filme. Na primeira vez, saí do cinema com a sensação de “quero mais”. Aquelas histórias simplesmente não podiam terminar assim, tão rápido…
Nessa segunda vez, eu consegui, a muito custo, definir quais os meus segmentos preferidos. Mais do que a cidade e o amor, essas histórias celebram, para mim, o encontro, aquele momento que faz a vida tão especial ou tão particular.
Eu adoro, por exemplo, a história da Lydia. Eu gosto como fica alheia a cidade e aos outros passageiros do metrô, da análise que faz da situação e da coragem para encontrar o desconhecido e levar adiante uma relação improvável.
E o garoto…
… que definiu assim seu encontro: “Central Park covers almost 843 acres. It is 6% of Manhattan. There are also 127 000 method actresses in New York, which is is 2% of the population. An on the night of senior prom, these two elements came together to make one perfect wish come true. God, I love NY”.
Eu gosto do segmento da Anna, mas o que pega em mim está logo no início, quando ela diz: “You know this is what I’ve always liked about NY – these litlle moments on the sidewalks smoking, thinking about your life…it makes you appreciate the city better. You can watch the buildings, you can feel the air, look at the people, sometimes meet somebody you feel like talking to…”
Observar, reconhecer e apreciar pequenas coisas, pequenas momentos… e por falar em momentos, esses dois sempre me fazem chorar.
Eu gosto como eles brigam e implicam um com o outro o tempo todo, mas gosto, principalmente, da cumplicidade… como, sem explicações, sem palavras, o outro entende o que está sentindo.
PS1: NY Eu Te Amo foi dedicado ao Anthony Minghella, que escreveu a história dirigida por Shekhar Kapur e interpretada por Julie Christie e Shia LaBeouf. O diretor indiano escreveu em seu blog: “He told me his film was about the value of life and how people sometimes just throw away their lives, unable to look beyond into the real beauty of it. I will direct the film now — with Anthony in my heart and in presence of his soul.”
PS2: Só agora, escrevendo esse post, eu me dei conta que essa Julie Christie …
PS3: Natalie Portman, que atuou no segmento dirigido por Mira Nair, escreveu e dirigiu a história da menininha com o pai dançarino. Eu adoro as duas histórias, btw.
PS5: Outro ponto alto da história de Anna, além do casal de atores (é bom ressaltar), é a trilha. Eu adoro No Surprises, do Radiohead, e acho que toda história vai ficar mais interessante e emocionante com esse fundo.
Antes do Amanhecer já foi indicado a Melhor Diálogoe a continuação poderia ganhar também:
- Memory is a wonderful thing if you don’t have to deal with the past. (…) You can never replace anyone because everyone is made up of such beautiful specific details.
Ah, com uma proposta dessa, até eu ia querer a Kate como esposa.
Um dos poucos passatempos na vida monótona de April e Frank era receber os amigos. E com amigos como esses…
Fiquei em dúvida se seria a Melhor Visita ou Melhor Momento Sai que eu tô sincero.
PS1: A Kate é uma das minhas atrizes favoritas. Não perco um filme dela.
PS2: Eu saí bem deprimida de Revolutionary Road(aaaah, mi mi mi. Não tem final feliz!!), mas é preciso reconhecer que a Kate April tinha os seus momentos:
If being crazy means living life as if it matters, then I don’t mind being completely insane.
PS3: A Kate casou-se em segredo com o Sam Mendes, diretor de Beleza Americana, em 2003. Depois do sucesso de Revolutionary Road, ele voltou para o teatro, dirigindo Ethan Hawke, em Londres. Jude Law, como Hamlet, também em Londres, arrancou mais elogios e aplausos.
PS4: Foi Kate quem decidiu chamar Leonardo di Caprio para o papel de Frank. Foi a primeira reunião dos atores depois do sucesso de Titanic.
PS5: Revolutionary Road concorreu a 3 Oscar, mas não levou nenhum. Kate ganhou a estatueta pela sua atuação em O Leitor.
Embora a Celine (Julie Delpy) passe boa parte do filme me irritando (já viu alguém mais cheio de teorias??? E teorias chatas, ainda por cima???), é preciso reconhecer que ela acerta em uma coisa ou outra:
“Isn’t everything we do in life a way to be loved a little more?”