WishList: Quinta Avenida, 5 da Manhã

Tem coisa mais gostosa do que matar tempo em uma livraria e acabar encontrando uma jóia? Pois esse é o caso de Quinta Avenida, 5 da Manhã, de S. Wasson.

Para fãs de Audrey Hepburn e a sua bonequinha de luxo, a capa em preto e branco já basta. Lá está, de perfil, um registro da cena clássica de Holly Golightly, com seu pretinho básico, bagel e café em punho, admirando a vitrine da Tyffany & Co.

O livro de Wasson, porém, é mais do que isso e deve agradar fãs do filme, de cinema, de Capote e de quem simplesmente gosta de uma história bem contada.

WTF?

Ok, vou parar de enrolar. Quinta Avenida, 5 da Manhã disseca os bastidores desse clássico, faz um paralelo com o livro e com a evolução da mulher na sociedade. Detalhes sórdidos dos protagonistas do filme, do diretor, dos produtores e de Capote não ficam de fora, é claro.

Saiba que… 

Capote queria fazer o papel principal masculino, mas foi convencido do contrário. O argumento? “Todos os olhares vão estar em Holly Golightly, em cada fotograma do filme. O papel masculino é apenas um ombro onde Holly se apoia. Você merece uma coisa mais dinâmica, mais colorida”, disse Marty Judow ao vaidoso escritor.

– Capote terminou Bonequinha de Luxo em 1958 e esperava publicá-lo na Harper’s Bazaar, que recusou o manuscrito. Holly foi inspirada em todas “essas moças chegam a NY, voejam ao sol como siriris e depois desaparecem. Eu queria resgatar uma garota desse anonimato e preservá-la para a posteridade”.

– Bonequinha de Luxo foi o primeiro filme feito dentro da joalheria.

Audrey não aceitou o papel logo de cara – tinha medo não só da reação do público mas também do que Holly exigira dela como atriz. Uma das suas exigências foi aprovar o diretor do longa.

– Audrey também teve que convencer Hubert de Givenchy a desenhar o seu pretinho básico. E o resultado…”Givenchy era um mestre que entendia as costas do vestido. Ele sabia o aspecto que queria que a mulher tivesse quando estava se afastando de você. Quando se olha de frente o decote do vestido longo de Audrey, parece apenas um vestido sem mangas, mas ao olhar por trás, quando se vê como ele cortou o desconte numa espécie de cabresto que acompanha a forma da joia, percebe-se que era bem ousado para a época”, contou o estilista Jeffrey Banks ao autor de Quinta Avenida, 5 da Manhã.

– Moon River foi um grande desafio para Henry Mancini pelo curto alcance vocal de Audrey. “E então – como costuma acontecer com essas coisas – veio de repente. Três notas: dó, sol, fá”, conta Wasson em um trecho do livro. A canção, aliás, teve o título provisório de Blue River. Foi de Johnny Mercer a ideia de Moon River.

E como eu adoro essa canção… ah, não esse é o post de amanhã. =)
PS: Bonequinha de Luxo já foi indicado a Melhor Sermão. Confira aqui.
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One thought on “WishList: Quinta Avenida, 5 da Manhã

  1. Pingback: Bonequinha de Luxo por Melhor Insulto | Cinema e TV: E os indicados são…

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