As Bruxas de Eastwick por Melhor Fora

Esse fora poderia ser um insulto, se Cher não tivesse emprestado toda a sua classe. D-I-V-A.

I think… no, I am positive… that you are the most unattractive man I have ever met in my entire life. You know, in the short time we’ve been together, you have demonstrated EVERY loathsome characteristic of the male personality and even discovered a few new ones. You are physically repulsive, intellectually retarded, you’re morally reprehensible, vulgar, insensitive, selfish, stupid, you have no taste, a lousy sense of humor and you smell. You’re not even interesting enough to make me sick.

PS:  Já falamos desse filme aqui.

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Amores Imaginários por Melhor Música e Melhor Fora

O garoto moreno da foto acima é Xavier Dolan, um canadense com pouco mais de 20 anos, diretor, produtor e protagonista de dois filmes muito interessantes: Eu Matei Minha Mãe e Amores Imaginários. Este último, foco desse post, coloca em evidência um triângulo amoroso e todas as suas nuances: principalmente as dores do amor.

Talentoso, Dolan escolheu muito bem a principal canção do filme. Sem ela, a obra e todas as emoções que desperta teriam perdido boa parte da graça.

 

Quem assiste Amores Imaginários também aprende novas formas de dar fora. Nada de “não é você, sou eu”.

Dá para ser mais poético (“Não quero desperdiçar minha vida te amando mal”) ou apelar para a loucura dos afazeres domésticos (“Desculpe. Tenho que correr. Deixei algo no fogão”).

Aliás, nesse caso, se a pessoas insistir, mantenha-se firme.

– O que você diria se eu tivesse te mandado o poema?

– Diria que ainda tem algo no forno.

Voilá!

 

PS1:  Bang Bang é interpretada pela cantora egípcia Dalida. Ícone frânces, ela faleceu na França em 1987.

 

PS2: O trio de protagonistas, aliás,  estampa os cartazes do filme. Lindos, não?

 

PS3: Xavier Dolan já prepara seu terceiro longa: com estreia prevista para 2012, Lawrence Anyways trará a história de amor entre uma mulher e um homem que decide trocar de sexo. Dolan assina o roteiro e a direção.

PS4: Veja uma entrevista com ele:

Orgulho e Preconceito por Melhor Declaração e Melhor Fora

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Não é novidade para ninguém que eu adoro Jane Austen e, principalmente, esse romance. Por isso, foi muito difícil selecionar em que categoria o filme se encaixaria melhor.

Por mais distrações que tivesse, a cena em que o Mr Darcy se declara é a melhor. Adoro como ele é rude e desajeitado, o fora histórico que ele toma e o clima de ‘me beija’ no final.

PS1: Veja de novo…

… a declaração…:

Miss Elizabeth,  I have struggled in vain and I can bear it no longer. These past months have been a torment. I came to Rosings with the single object of seeing you… I had to see you. I have fought against my better judgment, my family’s expectations, the inferiority of your birth by rank and circumstance. All these things I am willing to put aside and ask you to end my agony. (…) I Love you. Most ardently. Please do me the honor of accepting my hand.

…e o Fora:

Sir, I appreciate the struggle you have been through, and I am very sorry to have caused you pain. Believe me, it was unconsciously done. (…) I’m sure that the feelings which, as you’ve told me have hindered your regard, will help you in overcoming it. (…)  From the first moment I met you, your arrogance and conceit, your selfish disdain for the feelings of others made me realize that you were the last man in the world I could ever be prevailed upon to marry.

PS2:  A primeira versão de Orgulho e Preconceito é bem diferente e, por ser mais fiel ao livro, mais longa.  Tem quase quatro horas.

A Elizabeth Bennet de Jennifer Ehle é mais madura (e bem vestida) que a de Keira Knightley. Por mais que eu goste do Matthew Macfadyen, o Colin Firth é o mais perfeito Mr Darcy.

Assista a mesma cena na versão de 1995:

 PS3: A segunda versão, porém, tem duas vantagens: Judi ‘M’ Dench e Kelly Reilly, de Albergue Espanhol, como Lady Catherine de Bourg e Caroline Bingley, respectivamente. 

PS4:  Quem mora nos EUA, UK, Austrália ou Canadá pode comprar pela internet uma caneca com a inscrição ‘In vain I have struggled“. Eu quero!!

PS5: E ontem a Folha trouxe uma matéria sobre o Orgulho, Preconceito e os Zumbis, uma adaptação bizarra que virou sucesso nos EUA e chega agora ao Brasil. Leia mais sobre este sacrilégio no G1 e na Veja.  

PS6: Outra adaptação, essa divertida, de Orgulho e Preconceito foi feita por Bollywood. Em 2004, saiu o A Noiva e o Preconceito, que a HBO vira e mexe reprisa.

É uma mistura da obra de Jane Austen com Caminho das Índias. Tem umas cenas pastelão que arrancam boas risadas (de tão ridículo, claro!).

Ah, conta com a participação da Alexis Bledel, a Rori de Gilmore Girls, e o Naveen Andrews, o Sayid do Lost.

A minha cena preferida é  aquela em que Lalita caminha pela praia com o Mr Darcy.  Quem dá o clima de romance são os salva-vidas, os surfistas e, pasmem!, um grupo gospel. Im-pa-gá-vel!

Está preparado? Pega essa, então! (se tiver tempo, veja o trecho todo. Caso contrário, pule para o 9’04”).

Quem não quer sentir um amor desses? hahahaha