OS INDICADOS OSCAR: Uma Mente Brilhante por Melhor Esposa

O Russell Crowe é um chato. #prontofalei

Essa cara dele de “sou um ator foda” me irrita muito. Mas, mesmo assim, eu gosto dos filmes que ele faz. Gosto de Um Bom Ano (quero morar naquele château um dia) e gosto do vencedor do Oscar de 2002: Uma Mente Brilhante.

Mas a indicação de hoje não vai para o Russell. Vai para a eterna atriz coadjuvante Jennifer Connelly (quem lembra dela no velhíssimo Labirinto?) no papel de Melhor Esposa. Porque não basta aguentar o paranóico Nash, tem que aguentar um interpretado pelo chato do Russell Crowe. Olha que dedicada. Você também não ia querer uma esposa assim? E repara no final do vídeo como o Nash conquistou a moça. Na época achei uma boa cantada, agora acho meio breguinha. O que vocês acham?

O filme levou também Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Diretor e nossa amiga Jenny levou a estatueta por Melhor Atriz Coadjuvante.

Abs,

@abelardobarbosa

OS INDICADOS OSCAR: E O Vento Levou por Melhor Garra

Mais um ganhador do Oscar apareceu várias vezes  aqui, aqui e também aqui.  O clássico E o vento Levou recebeu a estatueta em 1940.

Na minha família, o filme alcançou três gerações de fãs: era o filme preferido da minha avó; lembro também que minha mãe assistia a obra em fita de vídeo quando eu e meus irmãos éramos pequenos. Uma das minha cenas preferidas recebe mais uma indicação hoje, Melhor Garra. Porque se a vida te deu problemas,  levanta desse chão,  come o rabanete cru e grita:

“As God is my witness, as God is my witness they’re not going to lick me. I’m going to live through this and when it’s all over, I’ll never be hungry again. No, nor any of my folk. If I have to lie, steal, cheat or kill. As God is my witness, I’ll never be hungry again.”

E o Vento Levou recebeu 13 indicações e levou 8: Melhor Filme, Melhor Atriz, Melhor Diretor, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia e Melhor Montagem.

Abs,

@abelardobarbosa


OS INDICADOS OSCAR: Os Infiltrados por Melhor Morte Surpresa e Beleza Americana por Melhor Assassino Surpresa

Tenho a impressão que a Acadimia adora matar seus mocinhos. Quanto mais inusitado, melhor. Os Infiltrados, vencedor em 2007,  é um filme bom. Estavam devendo uma estatueta dourada pro Martin Scorsese desde Taxi Driver. Mas o “Oh!, agora sim ele leva o Oscar!”  foi muito pela cena abaixo.

“Surpresa! O mocinho morre no final!” estava muito batido, coisa de amador. A ideia de matar o mocinho no ápice do filme mereceu o Oscar e a nossa indicação. Quando o espectador está todo envolvido, adorando ver o Damon apanhar muito e achando que finalmente o DiCaprio vai  parar de sofrer,  boom! Clap, clap, Martin!

A partir daí matar o bonitinho do filme em um susto ficou corriqueiro, como em Queime Depois de Ler (2008).

Martin Scorsese finalmente levou a estatueta dourada e o filme levou também os prêmios:  Melhor Roteiro Adaptado (William Monahan) e Melhor Edição (Thelma Schoonmaker).

Antes de Os Infiltrados, outro  filme vencedor do Oscar também surpreendeu – não porque matou o mocinho no final, mas pelo inusitado assassino. O mistério acerca da morte do pai de família cansado Lester Burnham (Kevin Spacey) em Beleza Americana, vencedor em 2000, é tão bom quanto o de Quem matou Odete Roitman!?

No final, é revelado o inesperado assassino- vizinho-militar-gay-enrustido (Chris Cooper).

Beleza Americana venceu também nas categorias: Melhor Diretor (Sam Mendes), Melhor Ator (Kevin Spacey), Melhor Fotografia (Conrad Hall) e Melhor Roteiro Original (Alan Ball).

Abs, @abelardobarbosa

OS INDICADOS OSCAR: Midnight Cowboy, My Fair Lady, Entre Dois Amores e Coração Valente

Ganhadores do Oscar, esses filmes também já receberam indicações nesse blog:

Esta cena de Dustin, ao lado de um quase irreconhecível John Voight, em Midnight Cowboy é um clássico do cinema. O filme de 1969 levou o Oscar de melhor filme, roteiro e direção.

Em 1964, Audrey Hepburn ficou com as mãos abanando, enquanto My Fair Lady saiu consagrado como Melhor Filme,  Ator, Direção de Arte, Cinematografia, Figurino, Direção, Música e Som. Nem neste blog ela teve chance perto do Professor Higgins.  

É claro que juntar Robert Redford, Meryl Streep e Sidney Pollack seria uma boa ideia. Boa ideia premiada, aliás, com 7 estatuetas (direção de arte, cinematografia, diretor, música, som, roteiro e filme) no Oscar de 1985. Aqui entre dois amores foi indicado a melhor poema e melhor DR. Reveja as cenas.

Nem parece que Mel Gibson, hoje persona non grata em Hollywood, é o mesmo cara que liderou Coração Valente e garantiu a conquista de 5 prêmios em 1995 – Cinematografia, diretor, efeitos, maquiagem e filme. E é dele essa frase inesquecível.

OS INDICADOS OSCAR: Forrest Gump, Gigi, Sinfonia de Paris e Gladiador

Esses filmes também ganharam o Oscar:

1995 foi o ano de Forrest Gump, ganhador de 6 estatuetas: melhor ator, diretor, efeitos visuais, edição, roteiro e filme.  Alguém ousa discordar?

O fofo Gigi, de MInelli, foi indicado a Melhor Escolha nesse blog e vencedor a 9 estatuetas no Oscar de 1958.

Em Sinfonia de Paris, Gene Kelly  pinta, borda, canta e dança tanto, que garantiu 5 estatuetas (melhor direção de arte, cinematografia, música, roteiro e filme) no Oscar de 1951. Veja as indicações que levou no blog aqui
 

Quem não morreu por Maximus Decimus Meridius, Commander of the Armies of the North, General of the Felix Legions, loyal servant to the true emperor, Marcus Aurelius; Father to a murdered son, husband to a murdered wife?  Assista aqui a essa de cena Gladiador, vencedor do Oscar de 2000 – Melhor ator, figurino, efeitos especiais, som e filme.

OS INDICADOS OSCAR: O Paciente Inglês por Melhor Parte do Corpo

Dando continuidade ao projeto Os Indicados Oscar. Hoje a vez é do filme vencedor do prêmio em 1997: O Paciente Inglês.

Sinceramente, achei o filme um pouco chato e melodramático demais, além de looooooongo, ou seja, um filme mulherzinha. Mas merece nossa atenção e uma indicação, a de Melhor Parte do Corpo.

A parte do corpo de Katharine (Kristin Scott Thomas) preferida por seu amado amante Conde László  (Ralph Fiennes) é o inusitado ponto entre as clavículas, abaixo do pescoço.

O personagem de Ralph Fiennes passa várias cenas olhando para esse ponto da amada e a câmera convida o espectador a admirar e passear pela pele da atriz em um voyerismo compartilhado. A cena em que László exige a Katherine a posse por esse ponto  é linda e vocês podem conferir abaixo.

O filme ganhou mais 8 estatuetas no ano: Melhor Diretor (Anthony Minghella), Melhor Atriz Coadjuvante (Juliette Binoche), Melhor Direção de Arte (Stuart Craig e Stephanie McMillan), Melhor Fotografia (John Seale), Melhor Figurino (Ann Roth), Melhor Edição (Walter Murch), Melhor Trilha Sonora – Drama (Gabriel Yared) e Melhor Mixagem de Som (Walter Murch, Mark Berger, David Parker e Christopher Newman).

Abs,

@abelardobarbosa

OS INDICADOS OSCAR: Kramer Vs Kramer por Melhor Pãe

Ronnie Von definitivamente não inventou a roda, nunca foi melhor que Roberto Carlos nem foi o primeiro Pãe do mundo.

Sim, porque Dustin Hoffman nos brindou, em 1979, com uma atuação delicada daquele que pode ser o primeiro pãe do mundo.

Pãe, caso não saiba, é aquele indivíduo que assume  as funções de pai e mãe voluntariamente ou não. No caso de Dustin, ou melhor, Ted, as circustâncias o levaram isso.

A bruxa gelada da Meryl Streep Joanna resolveu largar a família e tirar um tempo pra si mesma. Quando muda de ideia, o juiz concede a guarda da criança.

A cena em que Ted explica isso ao filho é beeem emocionante. Se é incompreensível para mim, imagine para uma criança  de seis anos em total sintonia com o seu paizão.

Kramer Vs Kramer arrebatou 5 estatuetas: melhor ator, melhor atriz, melhor diretor, melhor roteiro e melhor filme.