Questão de Tempo por Melhor Lembrete

Film Title: About Time

Esse post é feito para 2 perfis de cinéfilos: os que já viram esse filme e os que não assistiram. Se você está nesse último grupo…

wtf

O que você está esperando?

Esse filme não é mais um clichê sobre viagens no tempo. Esse filme é uma lição de vida!!!

Ok, tem alguns elementos conhecidos de comédias românticas: o mocinho (o Weasley Domhnall Gleeson) que conhece a mocinha (Rachel McAdams, a namoradinha da América) e embarca em um romance repleto de trapalhadas e reviravoltas. Só que tem a ironia britânica, tem Londres e tem, principalmente, o inesperado, que é a forma da vida nos mostrar que, por mais que a gente tente, nosso poder de controle é muito pequeno. Até para quem tem poderes especiais!

Se você está no primeiro grupo, você certamente foi deliciosamente surpreendido. E quando a sua rotina é tomada por mais perguntas que respostas, entremeadas por lágrimas e sofrimento, o filme de Richard Curtis é um bom lembrete de como seguir com a sua extraordiária, comum vida, mesmo de ponta cabeça.

“E, então, eu acho que eu aprendi a lição final das minhas viagens no tempo e até fui um passo além do que o meu pai fez:

A verdade é que agora eu não viajo mais, nem mesmo por um dia. Eu apenas tento viver cada dia como se eu deliberadamente voltasse a ele, para apreciá-lo, como se fosse o último dia da minha extraordinária, comum vida.

 Estamos todos viajando através do tempo juntos, todos os dias de nossas vidas. Tudo o que podemos fazer é dar o nosso melhor para saborear este passeio notável”

PS1: Se você também é apaixonado por esse filme, não perca esse tumblr.

PS2: Não é uma crítica, mas vocês não acham que Bill Nighy interpreta sempre ele mesmo nos filmes? 

QuestãodeTempo_Bill Nighy

PS3: Esse é o terceiro filme de Rachel em que o mote é viagem no tempo. Os outros são  Te Amarei para Sempre e Meia-Noite em Paris

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Frame: Meryl em Hope Springs

Meryl Streep, enredo bonitinho (e conhecido), elenco bom, poster melhor ainda…SOLD!

 

PS: Não, você não está louco. A bartender é a Elizabeth Shue, a Ali com i, namoradinha do Karatê Kid.

 

PS2: O filme já tem site oficial. Confira aqui.

A Lente do Amor por Melhor Definição

Quer saber o que é o amor? A Meg te conta.

Sam: He’s just in love. The same as me.

Maggie: Define love.

Sam: Why?

Maggie: Cause every other word out of your mouth is love and I’d like to know what it is this magical ideia of yours. Define.

Sam: I don’t know…it’s like all your life you walk around with this feeling of emptiness in your stomach, you feel completely hollow. And when you’re in love you feel not hollow. It’s like without it, there’s nothing. A shell. A cavernous emptiness. Forget it. You can’t define it.

Maggie: When I was a kid, my father had this dog that started to get all weak and sickly. He takes it to the vet, he examines it and says a maggot must have laid eggs in the dog’s butt. The baby maggots have crawled up, now they’ve started to grow, and eventually they’re gonna eat the dog alive from the inside. He says it should be put to sleep, because it’s an old dog anyway. But father won’t do it. He takes the dog home, he puts it on the bed, he reaches up into the dog, picking out the maggots with his finger, one by one. It takes him all night, but he gets every last one. That dog outlived my father. That’s love, Sam.

Elsa & Fred por Melhor Infração

Virar vovô tem uma vantagem: a fragilidade aparente facilita você a cometer qualquer infração. Ninguém espera de um velhinho simpático uma atitude errada (a Lilian Witte Fibe bem sabe). 

A minha indicação de hoje é do filme Elsa & Fred, um filme argentino de 2005.

Fred é um viúvo hipocondríaco que descobre em Elsa, sua vizinha imprevisível, um novo amor. A Elsa é uma figura e eu gosto ainda mais do filme, porque o Fred é igual ao meu avô: aquele típico velhinho meio ranzinza.

O filme é imperdível. A história dos dois é emocionante. A infração, tenho certeza, todos já pensaram em cometer: ir a um restaurante chique e sair sem pagar a conta.

O simpático casal comete outra pequena infração no filme, entram na Fontana Di Trevi em uma linda cena em homenagem a La Dolce Vita. Tudo para terem momentos inesquecíveis e viverem a vida plenamente.

PS1: Aqui a cena homenageada de Federico Fellini com Anita Ekberg e Marcello Mastroianni:

PS2.: O monumento romano tem até filme no seu nome.

PS3.: E também já foi lembrado por aqui .

Abs,
@abelardobarbosa

Ah…o amor… por Melhor Teoria

Recentemente, o cineasta Marco Bellocchio disse à Folha de S.Paulo que o cinema italiano não vive uma má fase. “Mas quantos filmes italianos chegam ao Brasil? O que vocês conhecem?”, perguntou.

É mesmo. É muito mais fácil encontrar filmes argentinos e franceses nos nossos cinemas do que italianos. E, olha, que até comédias românticas eles fazem.  É o caso de Ah…O Amor.

Lançado em 2009,  o longa segue a receita de Simplesmente Amor e acaba sendo muuuuito melhor que Idas e Vindas do Amor, para mim a Maior (e não melhor) decepção de 2010.

Ah…O Amor é romântico, é engraçado e é exagerado (afinal, é italiano!!). Em outras palavras, uma deliciosa sessão da tarde.

E ainda tem uma teoria que pode render boas conversas de cocotas (ou explicar muita coisa):

Amor é uma doença perigosa, que ao contrário de sarampo e catapora, pode nos contagiar várias vezes durante a nossa vida.

VOU AMAR VOCÊ PRA SEMPRE.

VOCÊ É A MULHER DA MINHA VIDA

Mas, sobretudo,

NUNCA VAMOS NOS DEIXAR.

São as típicas frases que dizemos quando estamos apaixonados. Qual de vocês já disse pelo menos uma vez?

É isso! Evidentemente não sabiam que a dopamina, um neurotransmissor, aumenta na fase inicial da paixão. Digamos que a dopamina é uma espécie de droga natural, que nos faz ver o mundo colorido.

Mas esses valores tendem a se normalizar no período de dois anos. Pessoal, está cientificamente provado, que o amor romântico e passional acaba depois de menos de 1000 dias, a partir do primeiro beijo.

(…)

Conformem-se com isso. Mais dia, menos dia, na nossa vida, estamos todos fadados a virar um EX!

Não é?

PS1:  É claro que Ah…O Amor também tem declarações de amor. Eu gosto da fita cassete com músicas e a inscrição “Ti Amo, Sogno” e a do quebra-cabeça (a namorada vai morar na Nova Zelândia e na mala encontra um envelope com uma peça do quebra-cabeça que ela e o namorado estavam montando –  entrelinha: tá faltando um pedaço. Ã? ã? ã?)

PS2:  Ah…O Amor é dirigido por Fausto Brizzi.

PS3: Marco Bellocchio é um conhecido cineasta italiano, que lançou recentemente Vincere no Festival de Cannes.

Apenas Uma Vez por Melhor Música

 

Só bota para tocar bem alto.

Banquete do Amor por Melhor Pergunta

Com um bom elenco, esse filme não é uma obra-prima, mas levanta uma questão digna de Tostines:

“Do you think love is a trick nature plays on us to bring more screaming babies into the world or do you think it is everything… The only meaning there is to this crazy dream?”

hein? hein? hein?

PS1: Ficou interessado?

PS2: Quem participa desse filme é o Billy Burke.

Além de uma belezinha, ele é, no cinema, o pai da Bella Swan

e o irmão gostoso do Bobby, de My Boys.

PS3: Que saudade de My Boys!!!

PS4: Billy Burke, btw, está no twitter. E Os Indicados também.