Lanterna Verde por Melhor Auto Ajuda

Ahn?

Auto Ajuda?

É isso mesmo. E se você é fã dos heróis, provavelmente seus pelos arrepiaram e seus batimentos aceleraram com qualquer associação maluca que eu possa fazer.

Não me mate!

Eu nunca escondi de ninguém que o especialista em Marvel em casa é o meu irmão, que tem uma extensa coleção de gibis e tem a paciência de me explicar “a vida real” a cada novo filme. Eu gosto de uma boa história, mas vou mais atrás mesmo é da diversão.

E isso explica por que eu gostei de Lanterna Verde e fiquei um pouco entediada com Capitão América. Mesmo sem ser 3D, o guardião é muito mais maroto.

Ok, eles poderiam ter explorado um pouco mais a vida do Hal Jordan. Concordo.

Só que aí o protagonista deveria ser outro, porque, convenhamos, esse Hal Jordan a gente já viu em outros filmes: ele tem as mesmas caras e as mesmas piadinhas do Andrew Paxton (A Proposta), Will Hayes (Três Vezes Amor) e Wade Wilson (Wolverine). Todo mundo sabe que o Ryan Reynolds é um ator limitado. Aliás, quem se lembra disso quando ele tira a camisa? Ou mesmo com aquela roupa emborrachada?

 Not me!

 

A cena que eu mais gostei do filme é aquela em que o Sinestro detona o Hal Jordan, aquele humano cheio de medinho. Para mim, soou como um belo discurso auto-ajuda. Esse trecho, infelizmente, não está disponível no youtube, mas não podia deixar de compartilhar o texto:

I fear nothing. Fear is the enemy of will. Will is what makes you take action.  Fear is what stops you and makes you weak. You must ignore your fear. When you’re afraid,  you can’t act. You can’t act, you can’t defend. You don’t defend, you die!

 

PS: Lembra do Ryan Reynolds fazendo o juramento na Comic Con? Adoro essa cena.

 

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Crítica: Comer Rezar Amar

Eu demorei para ver Comer Rezar Amar.  Estava ansiosa para ver Roma, para me encantar (de novo) com  Julia, para me surpreender com o Ryan Murphy, para babar pelo Javier Bardem… mas demorei porque não gosto de filas e também porque desanimei com a decepção de alguns amigos e familiares com o filme.

Comer Rezar Amar não é para qualquer um, assim como qualquer livro de auto-ajuda. Não é profundo e nem ter que ser.

Comer Rezar Amar é sobre uma experiência. Mais do que largar o emprego e o conforto para viajar o mundo , é a transformação,  olhar o mundo de outra forma, dar-se a oportunidade de enxergar beleza e vida em pequenas coisas, perdoar-se e ter coragem de viver tudo de novo.

Não é qualquer um que entende isso, que se conecta com isso. Eu mesma, quando li o livro, não me envolvi  tanto. Fixei-me em Roma, a minha cidade dos sonhos, a mais linda do mundo, a que transformou a minha vida. O Bel Far Niente, como destaca a didática conversa na barbearia.

No filme, o Rezar e o Amar tiveram outro significado para mim. Emocionei-me com a dolorosa busca pela paz interior. Chamou minha atenção o conselho de Richard: pense na pessoa, mande amor e luz e esqueça.

O romance tornou-se pequeno perto do medo de perder algo tão difícil de ser encontrado: o equilíbrio.  Javier Bardem só ganhou dinheiro e popularidade com esse filme, porque a cena em que chora, ao se despedir do filho, dá vergonha, assim como seu portunhol. E daí, né?  Se o mote é equilíbrio, a atuação (ou papel?) fraca é compensado pelo seu charme latino.  Um pouco de colírio nunca é demais nessa vida, certo? 😉

No mais, destaco Julia, mais linda do que nunca. Eu realmente acho que há algo em certas pessoas. Um carisma inexplicável. Julia é uma delas. Alguém consegue não reagir quando ela abre aquele sorrisão?

PS1:  O filme deixou de fora o trecho que eu mais gostei no livro. Veja aqui.

PS2: Lembrem-se:  “My Guru says that people universally tend to think that happiness is a stroke of luck, something that will maybe descend upon you like fine weather if you’re fortunate enough. But that’s not how happiness works. Happiness is the consequence of personal effort. You fight for it, strive for it, insist upon it, and sometimes even travel around the world looking for it”