A Vida dos Outros por Melhor Dúvida e Melhor Dedicatória

Se você me conhece ou frequenta esse blog há algum tempo, sabe que eu sou viciada em blockbusters e em Hollywood. Dei poucas escapadas e sempre percorri terrenos seguros: um italiano aqui, uns franceses, um indiano…

Por isso, quando dois amigos me recomendaram A Vida dos Outros, eu não botei muita fé. Decidi ver e, até os primeiros minutos, jurava que era prova de amizade.

Quando dei por mim, estava completamente envolvida e, claro, chorando. Arrisco dizer até que o cinema alemão parece cinza, mas é surpreendentemente sensível. Daí a primeira indicação, de Melhor Dúvida.

Nessa cena, o espião da República Democrática Alemã emociona-se com o escritor Georg Dreiman tocando piano. Ao final, o dramaturdo diz para a amante:

Sabe o que Lenin disse sobre a Apassionata de Beethoven? “Se eu continuar ouvindo, não levarei a cabo a Revolução”. Será que alguém que ouve essa música, que a ouve de verdade, pode ser uma má pessoa?

Eu sei, eu sei, somos todos uns românticos idiotas…

 A outra indicação é a dedicatória, que não vou postar nem explicar para não estragar. Vocês TÊM que ver.

PS1: Já que estamos falando de dedicatória, esse post vai para a Khun e o Sapo. Obrigada! Esse filme foi um presente!!

PS2: Essa é a Apassionata.

PS3: A Vida dos Outros  é, em alemão, Das Leben der Anderen e, em inglês, The Lives of Others. Foi lançado em 2006 e arrematou 61 prêmios, incluindo o Oscar e o  Globo de Ouro por Melhor Filme Estrangeiro.

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O Solista por Melhor Encontro

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Eu sabia que ia gostar desse filme logo que vi o trailer.

Além da história do Nathaniel,

o que vale mesmo é o encontro dele com o Mr. Lopez. E, convenhamos, a coragem e a sensibilidade desse último para não ficar restrito a uma boa história.

Esse encontro ele descreveu assim:

There are people who tell me I’ve helped him. Mental health experts who say that the simple act of being someone’s friend can change his brain chemistry, improve his functioning in the world. I can’t speak for Mr. Ayers in that regard. Maybe our friendship has helped him, but maybe not. I can, however, speak for myself. I can tell you that by witnessing Mr. Ayers’s courage, his humility, his faith in the power of his art, I’ve learned the dignity of being loyal to something you believe in. Of holding onto it, above all else. Of believing, without question, that it will carry you home.

Infelizmente (ou felizmente?) há muito pouca cena desse filme no Youtube. Duas me emocionaram muito: quando o Lopez entrega um cello para o Nathaniel e a emoção do sem-teto ao ouvir o ensaio da orquestra. Eu não tenho palavras para descrever.

Mas vale a pena correr para os cinemas para ver. Afinal, como diria o Nathaniel, Beauty is art; music is beauty.

PS1: O Jamie Foxx está fantástico e passa toda a paixão do personagem (o Mr. Lopez, certa vez, disse para a ex-mulher: I’ve never loved anything the way he loves music.)

PS2: Segundo o UOL Cinema, o Jamie mergulhou tanto no personagem que quase enlouqueceu.

PS3: Tá, eu falo que ele praticamente roubou a cena. Em alguns momentos, eu até esqueci que era o Robert ali.

PS4: No site oficial, papéis de parede lindos, como esse abaixo, para baixar.  

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