Todos Dizem Eu Te Amo Por Melhor Versão

Sabe o que acontece quando você junta Woody Allen, Edward Norton e Nina Simone?

E essa é a versão original:

Crítica: Comer Rezar Amar

Eu demorei para ver Comer Rezar Amar.  Estava ansiosa para ver Roma, para me encantar (de novo) com  Julia, para me surpreender com o Ryan Murphy, para babar pelo Javier Bardem… mas demorei porque não gosto de filas e também porque desanimei com a decepção de alguns amigos e familiares com o filme.

Comer Rezar Amar não é para qualquer um, assim como qualquer livro de auto-ajuda. Não é profundo e nem ter que ser.

Comer Rezar Amar é sobre uma experiência. Mais do que largar o emprego e o conforto para viajar o mundo , é a transformação,  olhar o mundo de outra forma, dar-se a oportunidade de enxergar beleza e vida em pequenas coisas, perdoar-se e ter coragem de viver tudo de novo.

Não é qualquer um que entende isso, que se conecta com isso. Eu mesma, quando li o livro, não me envolvi  tanto. Fixei-me em Roma, a minha cidade dos sonhos, a mais linda do mundo, a que transformou a minha vida. O Bel Far Niente, como destaca a didática conversa na barbearia.

No filme, o Rezar e o Amar tiveram outro significado para mim. Emocionei-me com a dolorosa busca pela paz interior. Chamou minha atenção o conselho de Richard: pense na pessoa, mande amor e luz e esqueça.

O romance tornou-se pequeno perto do medo de perder algo tão difícil de ser encontrado: o equilíbrio.  Javier Bardem só ganhou dinheiro e popularidade com esse filme, porque a cena em que chora, ao se despedir do filho, dá vergonha, assim como seu portunhol. E daí, né?  Se o mote é equilíbrio, a atuação (ou papel?) fraca é compensado pelo seu charme latino.  Um pouco de colírio nunca é demais nessa vida, certo? 😉

No mais, destaco Julia, mais linda do que nunca. Eu realmente acho que há algo em certas pessoas. Um carisma inexplicável. Julia é uma delas. Alguém consegue não reagir quando ela abre aquele sorrisão?

PS1:  O filme deixou de fora o trecho que eu mais gostei no livro. Veja aqui.

PS2: Lembrem-se:  “My Guru says that people universally tend to think that happiness is a stroke of luck, something that will maybe descend upon you like fine weather if you’re fortunate enough. But that’s not how happiness works. Happiness is the consequence of personal effort. You fight for it, strive for it, insist upon it, and sometimes even travel around the world looking for it”

Pause: Programa de Mulherzinha

E numa dessas noites quentes, decido mudar o roteiro. Ligo para alguns amigos –  os que não estão no trabalho, não estão no mesmo ritmo que eu. Paciência. Corro para casa e, entre goles de cerveja, troco a roupa de trabalho pela de férias – saia e sandália. Volto para a rua e o cinema é o meu destino.

Consigo um assento no meu local preferido: na frente, para poder sair logo, mas não colada na tela; no meio e na distância ideal para me sentir dentro do filme. Irrito-me com as propagandas:   não tem como zapear, não tem como apressar, target errado… e a minha ansiedade só aumenta. Quero que comece logo a sessão. E para mim a sessão começa nos trailers.  

Ah, os trailers. Eu sempre gostei dessa parte. Aliás, é coisa de família. Eu e meu irmão sempre ficamos alucinados com os teasers e você há de convir que ver na telona é outra coisa.

O primeiro foi Nosso Lar, baseado na obra de Chico Xavier.

Não me enche os olhos, mas tenho que admitir: acho que é o filme nacional com mais efeitos que já vi. Não se compara a um hollywoodiano, mas também não faz feio. É um começo.

Depois vem, Amor à Distância. Eu gosto muito da Drew Barrymore e tenho certeza que já disse isso aqui. Acompanho a carreira dela desde pequena – aliás, poderíamos dizer que crescemos juntas (embora ela seja 4 anos mais velha que eu). Sempre tive carinho pela menininha dedo-duro do ET (o meu irmão até dizia que eu era chata que nem ela).

Hoje, muitos anos depois, continuo fã da Drew, cujos filmes são sempre muito bons. Pode ser drama, comédia, ação… nunca saio decepcionada. E esse Justin Long… tô de olho.

CERTEZA que esse filme vai entrar para a minha DVDteca de comédias românticas.

Daí aparece Comer, Rezar e Amar e esse é um dos momentos que você tem certeza de que nada se compara ao cinema.  Eu li o livro em 2007, sei o que vai acontecer… mas tem a Julia. E, depilada ou não, Julia brilha, minha gente.  Brilha mais ainda na telona.

E eu, que já estava satisfeita, passo mal com as poucas cenas de Roma, a cidade mais linda do mundo, e  com as imagens de Javier Bardem, James Franco e Billy Crudup. JESUS-MARY-JOSEPH! Morri!

Começa o filme. Eu já tinha contado qual era? Não? Pois fui ver  Coco & Stravinsky.

Estreou há algumas semanas, mas só agora consegui ver mais um trecho da história da uma mulher forte, independente, com um talento peculiar, um bom gosto invejável e uma paixão avassaladora por um homem que chora sangue compositor russo. Sim, TINHA que ser um romance.

Nas palavras da (também romântica) BBC, “an affair to remember”.

Saio do cinema e já tem uma brisa. O  tempo está sempre mudando.  Volto para casa e guardo o ingresso do cinema na agenda.  Não é um diário, mas é um caderno de lembranças.

Neste dia, eu fiz mais um programa de Mulherzinha – assim mesmo, com caixa alta e no diminutivo. Um programa nem melhor nem pior que o seu; mas é meu e  muito bom.

Inimigos Públicos por Melhor Declaração

Droga, eu vou ter que admitir….eu estou NOVAMENTE PERDIDAMENTE APAIXONADA pelo Johnny Depp.

Eu demorei para ver Inimigos Públicos, eu sei. The fact is, além de ótimo filme, tudo que eu queria era aquele homem dizendo:

I like baseball, movies, good clothes, whiskey, fast cars… and you. What else you need to know?

PS1: Aprendam como se faz, boys!

PS2: E pensar que tudo começou com Anjos da Lei.

PS3: Provocações à parte, Inimigos Públicos trata da caçada a John Dilinger, o assaltante de bancos que se tornou o bandido mais procurado dos Estados Unidos nos anos 30. A ficha dele está disponível até hoje no site do FBI.

PS4: É claro que o Johnny Depp (não vou comentar todos os atributos dele) engole todo mundo, principalmente o Christian Bale. O elenco tem ainda a fofa Marion Cottillard, um quase irreconhecível  Billy Crudup, o talentoso Giovanni Ribisi e um Stephen Dorff, renascido das cinzas.

PS5: Eu vou ter que fazer (mais) um parênteses para dizer que, ainda que reconheça o talento do Giovanni Ribisi, ele sempre será o irmão da Phoebe para mim.

PS6: A direção é do Michael Mann, de Colateral e O Informante.

PS7: Vamos ao trailer:

Quase Famosos por Melhor Excursão

still

Porque a turnê era só uma desculpa para viajar de busão com a galera ao som de  Tiny Dancer.

Quase famosos, do Cameron Crowe, também poderia ser indicado a Melhor Momento de Cocotas pelo seguinte bate-papo:

Lester Bangs: Aw, man. You made friends with them. See, friendship is the booze they feed you. They want you to get drunk on feeling like you belong.
William Miller: Well, it was fun.
Lester Bangs: Because they make you feel cool. And hey. I met you. You are not cool.
William Miller: I know. Even when I thought I was, I knew I wasn’t.
Lester Bangs: That’s because we’re uncool. And while women will always be a problem for us, most of the great art in the world is about that very same problem. Good-looking people, theu got no spine. Their art never lasts. They get the girls, but we’re smarter.
William Miller: I can really see that now.
Lester Bangs: Yeah, that’s what great art is about… guilt and longing and love disguised as sex, and sex disguised as love… hey, let’s face it, you got a big head start.
William Miller: I’m glad you were home.
Lester Bangs: I’m always home. I’m uncool.
William Miller: Me too!
Lester Bangs:  You’re doind great, dude. The only true currency in this bankrupt world is what we share with someone else when you’re uncool.
[melhor frase?] My advice to you? I know you think those guys are your friends. You wanna be a true friend to them? Be honest and unmerciful.

PS1: Essa é a segunda vez que  o Sir Elton John emplaca um hit nesse blog (veja o outro aqui). Mereceria ele uma menção honrosa?

PS2: Sugestão? Navegue no site do Cameron Crowe.

PS3: Mais Cameron Crowe aqui.

PS4: Que tal as covinhas do Billy Crudup? Ok, ok, foco.

PS5: Esqueci. 😦

PS6: Lembrei!! Embora a Kate Hudson tenha se dado bem com esse filme, vocês notaram a presença da Anna Paquin, a Sookie, de True Blood, né? Falando nesta série, alguém já viu o site da cerveja Tru Blood? Vende de pack a camisetas com a inscrição Real blood is for suckers. hahaha, boa HBO!!

PS7: Vale rever a Anna Paquin ganhando o Oscar em 1993, por O Piano.