Frame: 9 Décadas de Danças nos Filmes

 

Confira a lista de filmes:

Os 4 Cavaleiros do Apocalipse (1921); Rua 42 (1933); Voando para o Rio (1933); A Mascote do Regimento (1935); O Regimento (1935); Ritmo Louco (1936); Um Dia nas Corridas (1937); O Mágico de Oz (1939); Fantasia (1940); Hellzapoppin’ – (1941); Tempestade Tropical (1943); Broadway Rhythm (1944); Marujos do Amor (1945); A Felicidade Não se Compra (1946); O Sapatinhos Vermelhos (1948);  Núpcias Reais (1951); Cantando na Chuva (1952); Os Homens Preferem as Loiras (1953); Sete Noivas para Sete Irmãos (1954); It’s Always Fair Weather (1955); Oklahoma! (1955); Gatilho Relâmpago (1956); O Prisioneiro do Rock (1957); Cinderela em Paris (1957); El bolero de Raquel (1957); Damn Yankees (1958);  Baladas em Nova York (1958); A Noviça Rebelde (1959); Nunca Aos Domingos (1960); West Side Story (1961); Band of Outsiders (1964); My Fair Lady (1964); Zorba, O Grego (1964); Mary Poppins (1964); Os Produtores (1968); O Jovem Frankenstein (1974); The Rocky Horror Picture Show (1975); Os Embalos de Sábado à Noite (1977); Grease (1978); O Show Deve Continuar (1979); Apertem os Cintos…o Piloto Sumiu! (1980); Os Irmãos Cara de Pau (1980); Cowboy do Asfalto (1980); Fame (1980); Flashdance (1983); Negócio Arriscado (1983); Monty Python’s – O Sentido da Vida (1983); Footloose (1984); A Chorus Line – Em Busca da Fama (1985); Girls Just Want to Have Fun (1985); Um Rosto na Noite (1985); O Garoto do Futuro (1985); Curtindo a Vida Adoidado (1986); Dirty Dancing (1987); A Pequena Sereia (1989); A Bela e a Fera (1991); Vem Dançar Comigo (1992); Perfume de Mulher (1992); Cães de Aluguel (1992); A Família Adams 2 (1993) Swing Kids (1993); Pulp Fiction (1994); True Lies (1994); O Casamento de Muriel (1994); Showgirls (1995); Dança Comigo? (1997); Romy e Michele (1997); Titanic (1997); Dança Comigo (1998); Ela é demais! (1999); Caindo na Estrada (2000); Sob a Luz da Fama (2000); Billy Elliot (2000); No Balanço do Amor (2001); Shrek (2001); Moulin Rouge! (2001); Chicago (2002); Grind – Correndo contra a Vida (2003);  Kung Fusão (2004); Napoleon Dynamite (2004); You Got Served (2004); Dança Comigo? (2004); Starsky & Hutch – Justiça em Dobro (2004); Um Salão do Barulho (2005); Sr & Sra. Smith (2005); O Virgem de 40 Anos (2005); O Balconista II (2006); Pequena Miss Sunshine (2006); Ela Dança, Eu Danço (2006); Vem Dançar (2006); Hairspray (2007); Homem-Aranha 3 (2007); Encantada (2007)
90. Stomp the Yard (2007); Superbad – É Hoje! (2007); Agente 86 (2008); Fazendo Acontecer (2008); Quem quer ser um milionário? (2008); Ela Dança, Eu Danço 2 (2008); Trovão Tropical (2008); (500) Dias com Ela (2009); O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus (2009); Toy Story 3 (2010) Cisne Negro (2010).

 

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OS INDICADOS VIAJA: Londres

Há muitas versões, mas a Londres do teatro é certamente uma das mais conhecidas. O roteiro é extenso. Os musicais são os mais disputados — dos tradicionais, como O Fantasma da Ópera, a recentes blockbusters, como Wicked e Billy Elliot. Engana-se quem pensa que todos foram importados da Broadway. Alguns nasceram ali, como  Mudança de Hábito, e sua divina protagonista Patina Miller, que depois de uma temporada arrasadora no Reino Unido foi escalada pelo Tim Sam para encantar os americanos e os turistas de Manhattan.

Na terra de Shakespeare, é claro, drama não falta.  No Shakespeare Globe Theatre, você viaja no tempo ou, para os cinéfilos, sente-se em uma cena de Shakespeare in Love.


Mas, acima de tudo, há belas produções com artistas consagrados, oportunidade única para ver de perto aquele ator ou atriz que tanto gosta.

Em setembro passado, eu tive a chance de ver Ralph Fiennes em A Tempestade (The Tempest), peça de Shakespeare. Enquanto a crítica não dava mole para Ralph ( “It’s always good to see a bit of Shakespeare invading the West End of trashy musicals, but here the West End invaded Shakespeare”, cravou o  Sunday Times ), meros espectadores perdiam-se na história de Próspero, um feiticeiro, com o perfeito (e audível) sotaque inglês de Ralph.

Quem também estava em cartaz em Londres, e com ingressos superdisputados, era Jude Law com o drama Anna Christie. Essa é a segunda vez, aliás, que esbarro em Jude. Há dois anos, era ele quem encenava Shakespeare na capital inglesa.

Outro ingresso disputado foi o de Richard III,  mais uma parceria entre o americano Kevin Spacey  e o inglês Sam Mendes. Com dois meses de antecedência, já não havia mais ingressos disponíveis.

Logo depois que deixei a cidade, uma das minhas atrizes favoritas preparava-se para subir ao palco. A elegantíssima Vanessa Redgrave assumiu o papel de Daisy Wertham em Conduzindo Miss Daisy. Sua atuação, bem como a de James Earl Jones, vem sendo elogiadíssima.

Atualmente, Thandie Newton faz Death and Maiden no Harold Pinter Theatre. E, a partir do dia 09/11, Michael Sheen faz Hamlet no Young Vic.

   

E não pense você que a rotina deles é fácil, não. Eu até me surpreendi. Ainda que em curta temporada, essas estrelas, acostumadas a embolsar milhões em um único filme, sobem ao  palco de segunda a sábado, sendo que em alguns dias a jornada é dupla. Haja fôlego e amor à arte!!

DICA

Vai para Londes?  Então, anote essas duas dicas:

1) entre no site Official London Theatre e mapeie os espetáculos que gostaria de ver.

2) Para alguns é recomendável comprar com antecedência, pela internet mesmo. Para os demais, vá até a estação Leicester Square e adquira ali mesmo, em uma das box office. Subindo as escadas você encontra mais opções, sempre com preços mais em conta. É possível também comprar no próprio teatro. Para The Tempest, por exemplo, eu comprei com 3 dias de antecedência, na bilheteria, por 35 euros. E posso garantir: Shakespeare e Fiennes valem muito mais que isso.

Billy Elliot por Melhor Paixão

Billy Elliot sempre foi para mim o filme do garotinho que troca as luvas de boxe pela sapatilha.  A cena que me vinha à cabeça era sempre a do pequeno Jamie Bell tentando aprender os movimentos, principalmente as piruetas.

Recentemente, tive a oportunidade de assistir ao musical, que ganhou 10 Tonys, o Oscar do teatro (leia notícia completa aqui). E o espetáculo é divino, principalmente na cena, se não me engano no fim do primeiro ato, em que Billy se imagina um bailarino profissional.

Nessa hora, os movimentos do garotinho são repetidos com excelência por um Billy adulto e ao som de…Tchaikovsky, claro!

Juro, ao vivo, é de chorar. Muito emocionante! Muito lindo! Essa é, aliás, uma das poucas cenas criadas especialmente para o musical, que me lembrou outro momento memorável –  aquele em que o garoto de apenas 11 anos descreve o que a dança significa para ele.

Don’t know. Sorta feels good. Sorta stiff and that, but once I get going… then I like, forget everything. And… sorta disappear. Sorta disappear. Like I feel a change in my whole body. And I’ve got this fire in my body. I’m just there. Flyin’ like a bird. Like electricity. Yeah, like electricity.

PS: A foto que ilustra esse post é minha. Trata-se da fachada do Teatro Victoria Palace, onde Billy Elliot está em cartaz em Londres.

PS2: Quem aí lembrava que a Julie Walters, ou Molly Weasley, era a professora de balé?

PS3: No Oscar de 2001, Billy Elliot recebeu três indicações: melhor atriz coadjuvante, melhor diretor e melhor roteiro. Não venceu em nenhuma categoria.

PS4: Jamie Bell interpreta John Rivers em Jane Eyre, filme comentado nesse post. Ele é o protagonista de As Aventuras de Tintim, cuja estreia está prevista para 21 de dezembro.