Comer Rezar Amar por Melhor Guru

Nããããããããoooo. Eu não estou falando do Ketut, mas do Ricardo do Texas ou Richard from Texas. É o amigo falastrão, interpretado pelo maravilhoso Richard Jenkins.

É ele quem ensina a Liz as melhores lições. A primeira delas…

 

Are you shitting me? The meditation room is within, groceries, decorate that! (…)You have to learn to select your thoughts the same way that you select your clothes every day. Now that’s a power that you can cultivate. You wanna come here , you wanna control your life so bad, work on the mind. And that’s the only issue you should try to control. ‘Cause if you can’t master your thoughts, you are in trouble forever. (…) Stop trying, surrender. Go under the garden and just sit there and still your mind and see what happens. Why don’t you let it be?

Mas a minha preferida é essa:

 

Big deal. So you fell in love with someone.  So miss him. Send him some light and love every time you think of him and drop it.  If you could clear out all that space in your mind that you’re using to obsess over this guy and your failed marriage, you’ll have a vacuum with a doorway. And do you know what the universe do with the doorway? Rush in – God, rush in – and fill you with more love than you’ve ever dreamed of. Groceries, I think you have the capacity someday to love the whole world.

E Liz aprendeu:

 

PS: Richard From Texas também ficou famoso e possui hoje um site. Abaixo o verdadeiro Richard e Liz.

Amor e Luz, minha gente!!!

Anúncios

WishList: Europa de Cinema

Para a série livros-que-eu-gostaria-de-ter-escrito, incluí o guia Europa de Cinema, escrito por Vicente Frare.

O livro se propõe  a “transformar as cenas do cinema em experiências reais na sua próxima viagem à Europa”. Indica, portanto, locais de conhecidos filmes rodados em Berlim, Londres, Madri, Paris e Roma, a cidade mais linda do mundo.

É craaaaro que eu já pincei algumas dicas. 

1. Em Berlim

    

Fãs de Lola Corra Lola não vão encontrar o Deutsche Transfer Bank, onde o pai da protagonista trabalhava. Ele foi montado, somente para as filmagens, no edifício do luxuoso Hotel de Rome, localizado na Bebelplatz, praça onde os nazistas queimaram milhares de livros. Para lembrar o episódio, aliás, há uma intervenção na calçada: prateleiras de livros vazias.

A Supremacia Bourne foi outro filme que criou um cenário fictício.

          

O histórico edifício Haus Cumberland, na Kurfurstendamm 193, deu lugar ao Hotel Brecker, um dos locais em que Bourne é perseguido.

2. Em Londres

      

Para as Bridget Jones de plantão o/, a casa da inglesa mais famosa do mundo fica na margem sul do Tamisa, perto do Tate Modern. “Fica fácil de encontrar o edifício por causa do pub The Globe, que fica na entrada. Há um mercado de alimentos soberbo a duas quadras da casa de Bridget, chamado de Borough Market”, entrega Frare.

        

Para os fãs de Julia Roberts e Hugh Grant, boas notícias. A livraria de William realmente existe – The Travel Bookshop (13-15 Blenheim Crescent – W11).  O restaurante onde o casal escuta obscenidades (ui!) é o Nobu e a cena do casamento foi filmada nos jardins do hotel-butique Hempel.

3. Em Madri

          

Madri respira Almodóvar ou Almodóvar respira Madri? De qualquer forma, a Puerta de Alcalá, que aparece em Carne Trêmula, é a porta de entrada do bairro de Salamanca, “recheado de lojas e restaurantes exclusivos. A Calle Serrano é um dos enderços mais exclusivos de Madri“, conta o autor.

    

Quem também mora na Puerta de Alcalá é o casal  Elsa e Fred. A dupla, aliás, revela um roteiro gastronômico:  jantar no Restaurante Goya, do Hotel Ritz Madrid, e uma passadinha Chocolatería San Ginés para adoçar a boca. Que tal?

4. Em Paris

          

O restaurante em que Isabel, de À Francesa,  janta com seu amante é o Restaurante Georges, localizado no topo do Museu Centre Georges Pompidou.

O charmoso apartamento de Céline em Antes do Pôr do Sol fica na l’Étoile d’Or, na rua do Fbourg St Etoine, no 11º arrondisement, perto da Bastilha.

     

Falando em moradia, ao contrário do filme, o Julia Child viveu no número 81, e não 10, da Rue de l’Université, próximo a Assembleia Nacional.

5. Em Roma

       

O restaurante em que Liz – protagonista de Comer, Rezar, Amar – reúne-se com amigos para discutir qual palavra representa cada cidade é o Ristorante Santa Lucia, atrás da Piazza Navona.

       

A cena final de A Doce Vida foi gravada na praia de Fregene, nos arredores do aeroporto Fiumicino.

         

A casa do jornalista de A Princesa e O Plebeu fica na Via Margutta 51.”A rua, entre a Piazza di Spagna e a Piazza Del Popolo, é um reduto de artistas, com várias galerias de arte. Fellini também morava ali. Há dois hotéis que ficam ao lado da casa do filme“, explica Frare.

Gostou? 

Então corra pra livraria.

Serviço:

Europa de Cinema.

Vicente Frare, Editora Pulp.

Crítica: Comer Rezar Amar

Eu demorei para ver Comer Rezar Amar.  Estava ansiosa para ver Roma, para me encantar (de novo) com  Julia, para me surpreender com o Ryan Murphy, para babar pelo Javier Bardem… mas demorei porque não gosto de filas e também porque desanimei com a decepção de alguns amigos e familiares com o filme.

Comer Rezar Amar não é para qualquer um, assim como qualquer livro de auto-ajuda. Não é profundo e nem ter que ser.

Comer Rezar Amar é sobre uma experiência. Mais do que largar o emprego e o conforto para viajar o mundo , é a transformação,  olhar o mundo de outra forma, dar-se a oportunidade de enxergar beleza e vida em pequenas coisas, perdoar-se e ter coragem de viver tudo de novo.

Não é qualquer um que entende isso, que se conecta com isso. Eu mesma, quando li o livro, não me envolvi  tanto. Fixei-me em Roma, a minha cidade dos sonhos, a mais linda do mundo, a que transformou a minha vida. O Bel Far Niente, como destaca a didática conversa na barbearia.

No filme, o Rezar e o Amar tiveram outro significado para mim. Emocionei-me com a dolorosa busca pela paz interior. Chamou minha atenção o conselho de Richard: pense na pessoa, mande amor e luz e esqueça.

O romance tornou-se pequeno perto do medo de perder algo tão difícil de ser encontrado: o equilíbrio.  Javier Bardem só ganhou dinheiro e popularidade com esse filme, porque a cena em que chora, ao se despedir do filho, dá vergonha, assim como seu portunhol. E daí, né?  Se o mote é equilíbrio, a atuação (ou papel?) fraca é compensado pelo seu charme latino.  Um pouco de colírio nunca é demais nessa vida, certo? 😉

No mais, destaco Julia, mais linda do que nunca. Eu realmente acho que há algo em certas pessoas. Um carisma inexplicável. Julia é uma delas. Alguém consegue não reagir quando ela abre aquele sorrisão?

PS1:  O filme deixou de fora o trecho que eu mais gostei no livro. Veja aqui.

PS2: Lembrem-se:  “My Guru says that people universally tend to think that happiness is a stroke of luck, something that will maybe descend upon you like fine weather if you’re fortunate enough. But that’s not how happiness works. Happiness is the consequence of personal effort. You fight for it, strive for it, insist upon it, and sometimes even travel around the world looking for it”

Frame: A vida não é doce como em Comer Rezar Amar

Todo mundo só fala de Comer Rezar Amar.  Fotos dos protagonistas pipocam por todos os lados.  A imprensa brasileira adora, principalmente, enfatizar que Javier interpreta um brasileiro.

Mas você já viu a cara do verdadeiro Felipe?

É… quem vê cara não vê coração.  Muito menos um Javier Bardem.

Pause: Programa de Mulherzinha

E numa dessas noites quentes, decido mudar o roteiro. Ligo para alguns amigos –  os que não estão no trabalho, não estão no mesmo ritmo que eu. Paciência. Corro para casa e, entre goles de cerveja, troco a roupa de trabalho pela de férias – saia e sandália. Volto para a rua e o cinema é o meu destino.

Consigo um assento no meu local preferido: na frente, para poder sair logo, mas não colada na tela; no meio e na distância ideal para me sentir dentro do filme. Irrito-me com as propagandas:   não tem como zapear, não tem como apressar, target errado… e a minha ansiedade só aumenta. Quero que comece logo a sessão. E para mim a sessão começa nos trailers.  

Ah, os trailers. Eu sempre gostei dessa parte. Aliás, é coisa de família. Eu e meu irmão sempre ficamos alucinados com os teasers e você há de convir que ver na telona é outra coisa.

O primeiro foi Nosso Lar, baseado na obra de Chico Xavier.

Não me enche os olhos, mas tenho que admitir: acho que é o filme nacional com mais efeitos que já vi. Não se compara a um hollywoodiano, mas também não faz feio. É um começo.

Depois vem, Amor à Distância. Eu gosto muito da Drew Barrymore e tenho certeza que já disse isso aqui. Acompanho a carreira dela desde pequena – aliás, poderíamos dizer que crescemos juntas (embora ela seja 4 anos mais velha que eu). Sempre tive carinho pela menininha dedo-duro do ET (o meu irmão até dizia que eu era chata que nem ela).

Hoje, muitos anos depois, continuo fã da Drew, cujos filmes são sempre muito bons. Pode ser drama, comédia, ação… nunca saio decepcionada. E esse Justin Long… tô de olho.

CERTEZA que esse filme vai entrar para a minha DVDteca de comédias românticas.

Daí aparece Comer, Rezar e Amar e esse é um dos momentos que você tem certeza de que nada se compara ao cinema.  Eu li o livro em 2007, sei o que vai acontecer… mas tem a Julia. E, depilada ou não, Julia brilha, minha gente.  Brilha mais ainda na telona.

E eu, que já estava satisfeita, passo mal com as poucas cenas de Roma, a cidade mais linda do mundo, e  com as imagens de Javier Bardem, James Franco e Billy Crudup. JESUS-MARY-JOSEPH! Morri!

Começa o filme. Eu já tinha contado qual era? Não? Pois fui ver  Coco & Stravinsky.

Estreou há algumas semanas, mas só agora consegui ver mais um trecho da história da uma mulher forte, independente, com um talento peculiar, um bom gosto invejável e uma paixão avassaladora por um homem que chora sangue compositor russo. Sim, TINHA que ser um romance.

Nas palavras da (também romântica) BBC, “an affair to remember”.

Saio do cinema e já tem uma brisa. O  tempo está sempre mudando.  Volto para casa e guardo o ingresso do cinema na agenda.  Não é um diário, mas é um caderno de lembranças.

Neste dia, eu fiz mais um programa de Mulherzinha – assim mesmo, com caixa alta e no diminutivo. Um programa nem melhor nem pior que o seu; mas é meu e  muito bom.