Comer Rezar Amar por Melhor Guru

Nããããããããoooo. Eu não estou falando do Ketut, mas do Ricardo do Texas ou Richard from Texas. É o amigo falastrão, interpretado pelo maravilhoso Richard Jenkins.

É ele quem ensina a Liz as melhores lições. A primeira delas…

 

Are you shitting me? The meditation room is within, groceries, decorate that! (…)You have to learn to select your thoughts the same way that you select your clothes every day. Now that’s a power that you can cultivate. You wanna come here , you wanna control your life so bad, work on the mind. And that’s the only issue you should try to control. ‘Cause if you can’t master your thoughts, you are in trouble forever. (…) Stop trying, surrender. Go under the garden and just sit there and still your mind and see what happens. Why don’t you let it be?

Mas a minha preferida é essa:

 

Big deal. So you fell in love with someone.  So miss him. Send him some light and love every time you think of him and drop it.  If you could clear out all that space in your mind that you’re using to obsess over this guy and your failed marriage, you’ll have a vacuum with a doorway. And do you know what the universe do with the doorway? Rush in – God, rush in – and fill you with more love than you’ve ever dreamed of. Groceries, I think you have the capacity someday to love the whole world.

E Liz aprendeu:

 

PS: Richard From Texas também ficou famoso e possui hoje um site. Abaixo o verdadeiro Richard e Liz.

Amor e Luz, minha gente!!!

Crítica: Comer Rezar Amar

Eu demorei para ver Comer Rezar Amar.  Estava ansiosa para ver Roma, para me encantar (de novo) com  Julia, para me surpreender com o Ryan Murphy, para babar pelo Javier Bardem… mas demorei porque não gosto de filas e também porque desanimei com a decepção de alguns amigos e familiares com o filme.

Comer Rezar Amar não é para qualquer um, assim como qualquer livro de auto-ajuda. Não é profundo e nem ter que ser.

Comer Rezar Amar é sobre uma experiência. Mais do que largar o emprego e o conforto para viajar o mundo , é a transformação,  olhar o mundo de outra forma, dar-se a oportunidade de enxergar beleza e vida em pequenas coisas, perdoar-se e ter coragem de viver tudo de novo.

Não é qualquer um que entende isso, que se conecta com isso. Eu mesma, quando li o livro, não me envolvi  tanto. Fixei-me em Roma, a minha cidade dos sonhos, a mais linda do mundo, a que transformou a minha vida. O Bel Far Niente, como destaca a didática conversa na barbearia.

No filme, o Rezar e o Amar tiveram outro significado para mim. Emocionei-me com a dolorosa busca pela paz interior. Chamou minha atenção o conselho de Richard: pense na pessoa, mande amor e luz e esqueça.

O romance tornou-se pequeno perto do medo de perder algo tão difícil de ser encontrado: o equilíbrio.  Javier Bardem só ganhou dinheiro e popularidade com esse filme, porque a cena em que chora, ao se despedir do filho, dá vergonha, assim como seu portunhol. E daí, né?  Se o mote é equilíbrio, a atuação (ou papel?) fraca é compensado pelo seu charme latino.  Um pouco de colírio nunca é demais nessa vida, certo? 😉

No mais, destaco Julia, mais linda do que nunca. Eu realmente acho que há algo em certas pessoas. Um carisma inexplicável. Julia é uma delas. Alguém consegue não reagir quando ela abre aquele sorrisão?

PS1:  O filme deixou de fora o trecho que eu mais gostei no livro. Veja aqui.

PS2: Lembrem-se:  “My Guru says that people universally tend to think that happiness is a stroke of luck, something that will maybe descend upon you like fine weather if you’re fortunate enough. But that’s not how happiness works. Happiness is the consequence of personal effort. You fight for it, strive for it, insist upon it, and sometimes even travel around the world looking for it”

Frame: A vida não é doce como em Comer Rezar Amar

Todo mundo só fala de Comer Rezar Amar.  Fotos dos protagonistas pipocam por todos os lados.  A imprensa brasileira adora, principalmente, enfatizar que Javier interpreta um brasileiro.

Mas você já viu a cara do verdadeiro Felipe?

É… quem vê cara não vê coração.  Muito menos um Javier Bardem.

Pause: Programa de Mulherzinha

E numa dessas noites quentes, decido mudar o roteiro. Ligo para alguns amigos –  os que não estão no trabalho, não estão no mesmo ritmo que eu. Paciência. Corro para casa e, entre goles de cerveja, troco a roupa de trabalho pela de férias – saia e sandália. Volto para a rua e o cinema é o meu destino.

Consigo um assento no meu local preferido: na frente, para poder sair logo, mas não colada na tela; no meio e na distância ideal para me sentir dentro do filme. Irrito-me com as propagandas:   não tem como zapear, não tem como apressar, target errado… e a minha ansiedade só aumenta. Quero que comece logo a sessão. E para mim a sessão começa nos trailers.  

Ah, os trailers. Eu sempre gostei dessa parte. Aliás, é coisa de família. Eu e meu irmão sempre ficamos alucinados com os teasers e você há de convir que ver na telona é outra coisa.

O primeiro foi Nosso Lar, baseado na obra de Chico Xavier.

Não me enche os olhos, mas tenho que admitir: acho que é o filme nacional com mais efeitos que já vi. Não se compara a um hollywoodiano, mas também não faz feio. É um começo.

Depois vem, Amor à Distância. Eu gosto muito da Drew Barrymore e tenho certeza que já disse isso aqui. Acompanho a carreira dela desde pequena – aliás, poderíamos dizer que crescemos juntas (embora ela seja 4 anos mais velha que eu). Sempre tive carinho pela menininha dedo-duro do ET (o meu irmão até dizia que eu era chata que nem ela).

Hoje, muitos anos depois, continuo fã da Drew, cujos filmes são sempre muito bons. Pode ser drama, comédia, ação… nunca saio decepcionada. E esse Justin Long… tô de olho.

CERTEZA que esse filme vai entrar para a minha DVDteca de comédias românticas.

Daí aparece Comer, Rezar e Amar e esse é um dos momentos que você tem certeza de que nada se compara ao cinema.  Eu li o livro em 2007, sei o que vai acontecer… mas tem a Julia. E, depilada ou não, Julia brilha, minha gente.  Brilha mais ainda na telona.

E eu, que já estava satisfeita, passo mal com as poucas cenas de Roma, a cidade mais linda do mundo, e  com as imagens de Javier Bardem, James Franco e Billy Crudup. JESUS-MARY-JOSEPH! Morri!

Começa o filme. Eu já tinha contado qual era? Não? Pois fui ver  Coco & Stravinsky.

Estreou há algumas semanas, mas só agora consegui ver mais um trecho da história da uma mulher forte, independente, com um talento peculiar, um bom gosto invejável e uma paixão avassaladora por um homem que chora sangue compositor russo. Sim, TINHA que ser um romance.

Nas palavras da (também romântica) BBC, “an affair to remember”.

Saio do cinema e já tem uma brisa. O  tempo está sempre mudando.  Volto para casa e guardo o ingresso do cinema na agenda.  Não é um diário, mas é um caderno de lembranças.

Neste dia, eu fiz mais um programa de Mulherzinha – assim mesmo, com caixa alta e no diminutivo. Um programa nem melhor nem pior que o seu; mas é meu e  muito bom.

Teoria da Conspiração por Melhor Versão

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O filme é bonzinho,  mas a música dos créditos…

PS1: Segundo o Petiscos, ontem foi aniversário da Julia Roberts. Como a gente A-D-O-R-A ela, vale ver o trailer de Teoria da Conspiração, lançado em 1997.

PS2: E seria Jerry Fletcher o Melhor Fã? Lembra como ele definia o amor por Alice?   

Love gives you wings. It makes you fly. I don’t even call it love. I call it Geronimo. When you’re in love, you’ll jump right from the top of the Empire State and you won’t care, screaming “Geronimo” the whole way down. I love her so bad, I just… whoa, she wrecks me. I’d die for her.

GERONIMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!

PS3: E todo mundo sabe, mas não custa ressaltar que a Julia fará par com o Javier Bardem na versão de Comer, Rezar e Amar.  Veja a notícia do Ego e confira o meu trecho favorito do livro de Elizabeth Gilbert aqui.

A Princesa e o Plebeu por Melhor Cenário

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Roma è bella. Até em preto e branco.

Esse é o meu filme favorito da Audrey Hepburn por vários motivos:

1- é todinho filmado em Roma e eles ostentam isso logo no início.

2 – tem um galã a altura da graciosidade de Hepburn. Gregory Peck era lindo de viver, mesmo tendo 1,91m, sendo 1,50m só de perna. Ele morreu em 2003, fez mais de 60 filmes (incluindo The Boys from Brazil) e ganhou um Oscar por O Sol é para Todos.

3- poderia ser bem mais óbvio do que é.

A cena que escolhi mostra a princesa Ann e o jornalista Joe Bradley circulando por Roma em uma vespa e com um papparazo na cola.  

Ma quer coisa mais italiana e romântica?!

PS1: Apesar dos clichês e da auto-ajuda, o best-seller Comer, Rezar e Amar traz a melhor definição que já vi de Roma:

“Atualmente, na Europa, vem acontecendo uma queda de braço. Algumas cidades estão competindo com outras para ver quem vai emergir como a grande metrópole do século XXI. Será Londres? Paris? Berlim? Zurique? Talvez Bruxelas, centro da jovem comunidade?  Todas tentam superar as outras culturalmente, arquitetonicamente, tributariamente. Mas é preciso dizer que Roma não entrou nessa corrida por status. Roma não compete. Roma só fica olhando toda essa aflição e esforço, inteiramente impassível, cantarolando uma melodia como quem diz: Ei…podem fazer o que quiserem, mas eu continuo sendo Roma. A segurança régia dessa cidade me inspira, tão firme e tão azeitada, tão bem-humorada e tão monumental, como quem sabe que tem o seu lugar especial na história. Quando eu for uma velha senhora, gostaria de ser como Roma”

PS2: Anjos e Demônios também foi rodado em Roma e tive que ter muita força de vontade para não deixar a cidade virar a protagonista de mais essa história.