Entre o Amor e a Paixão por Melhor Trilha

Verão chegando e com ele muita estrada, praia, piscina e churrasco. Para animar esses momentos, escolhemos a trilha gostosa de Entre o Amor e a Paixão, filme da Michelle Williams que integra a Mostra de Cinema de SP.

O nome do filme já dá o tom — Take This Waltz, do Leonard Cohen.

 

 

Tem também Video Killed the Radio Star, do The Buggles

 

,.. Closing Time, originalmente do Leonard Cohen mas aqui em versão da Feist

 

… que emplacou ainda Secret Heart na trilha.

 

Mais: Wide Open Plan, de Doug Paisley;…

e Close your eyes, de Micah P. Hinson.

 

PS: Que  filme é esse? Veja nossa crítica no Doidos Por Cinema.

PS2: Confira a trilha completa aqui.

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Paris, te amo por Melhor Ligação e Melhor Solidão

Depois de NY Eu te Amo, quis rever Paris, Te Amo.

Para mim, este demora um pouco a engrenar. Não consigo me envolver com as primeiras histórias – só admirar a cidade.

Gosto, porém, de vários segmentos:

– o das Tulherias, dirigido pelos irmãos Coen e protagonizado por Steve Buscemi.

– o da Bastilha, da espanhola Isabel Coixet

–  o da Praça das Vitórias, com os maravilhosos  Juliette Binoche e Willem Dafoe.

– o do cemitério, em Père-Lachaise, com Rufus Swell interpretando um texto de Wes Craven.

– o do Quartier Latin,  com roteiro de Gena Rowland e direção de Gérard Depardieu.   

Só que nenhuma dessas histórias me emocionou tanto quanto a escrita pelo alemão Tom Tykwer e o do americano Alexander Payne.  

Na primeira, Francine (Natalie Portman) liga para o namorado e diz:

Thomas, Listen. Listen. There are times when life calls out for a change. A transition. Like the seasons. Our spring was wonderful, but summer is over now and we missed out on autumn. And now all of a sudden, it’s cold, so cold that everything is freezing over. Our love fell asleep, and the snow took it by surprise. But if you fall asleep in the snow, you don’t feel death coming. Take care.

No último segmento, a melhor e mais triste solidão de Carol, interpretada por Margo Martindale.

Sitting there, alone in a foreign country, far from my job and everyone I know, a feeling came over me. It was like remembering something I’d never known before or had always been waiting for, but I didn’t know what. Maybe it was something I’d forgotten or something I’ve been missing all my life. All I can say is that I felt, at the same time, joy and sadness. But not too much sadness, because I felt alive. Yes, alive. That was the moment I fell in love with Paris. And I felt Paris fall in love with me.

PS1: Já falamos de NY Eu te Amo aqui, vc viu?

PS2: Dizem que os próximos lançamentos serão: Shanghai, I Love You e Rio, Eu Te Amo.

PS3: Para não esquecer –  Walter Salles e Daniela Thomas foram os responsáveis por Loin du 16e.

PS4: Eu tenho a impressão que eu não ‘captei’ Paris.

PS5: A trilha também é uma delícia. E Meme Histoire é a minha preferida.

500 Dias com Ela por Melhor Antirromance e Melhor Dança

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Eu precisei de 24 horas e de um empurrãozinho da Isabela Boscov, da Veja, para definir que indicações esse filme levaria. Fiquei matutando a crítica dela, em especial a parte em que diz que 500 Dias com Ela é o antirromance, algo completamente diferente do que estamos acostumados a ver.

E é verdade. Eu sou viciada em romances e comédias românticas e, embora admita o valor de Closer e Amantes, saí desgostosa do cinema por achar esses filmes reais demais. Eu não quero sofrimento; quero vibrar com o casal, rir, chorar e sair do cinema achando que o mundo é mesmo um conto de fadas (não julguem! cada um se ilude da forma que quiser!).

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500 Dias com Ela tem um pouco desses dois mundos, mas pende mais para a realidade.  Ainda assim, é impossível não se apaixonar pela história e personagens que o novato Marc Webb construiu – da pequena e madura Rachel Hansen (Just because she likes the same bizzaro crap you do doesn’t mean she’s your soul mate), do melhor amigo Paul (Robin is better than the girl of my dreams. She’s real), do Narrador (Most days of the year are unremarkable. They begin, and they end, with no lasting memories made in between. Most days have no impact on the course of a life. May 23rd was a Wednesday), da honestidade polêmica de Summer (I woke up one morning and I just knew… what I was never sure of with you) e Tom, principalmente Tom.

O romântico, descolado e certinho Tom que diz It’s love, it’s not Santa Claus, que sabe de cor o que mais gosta em Rachel (I love her smile. I love her hair. I love her knees. I love how she licks her lips before she talks. I love her heart-shaped birthmark on her neck. I love it when she sleeps), que dança maravilhosamente bem de tanta felicidade

e depois, como todos nós, leva um doloroso tombo (You don’t want to be named as someone’s boyfriend and now your someone’s wife?).  

Te dou uma dica? Corre pro cinema!

 PS1: Marc Webb ainda acertou em cheio na trilha sonora, que vai de U2 a Carla Bruni, passando por She & Him, banda da Zooey Deschanel, a Summer.

PS2: Confira várias faixas no Blip.

PS3: E eu não consigo não olhar para o Joseph Gordon-Levitt e sentir falta do 3rd Rock from the Sun.