Uma Boa Mentira por Melhor Tapa na Cara

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Prepare-se para um tapa na cara. Prepare-se para se emocionar.

Na década de 80, uma guerra civil, motivada por recursos e religião, dividiu o Sudão em dois (Norte e Sul). Vilarejos inteiros foram destruídos e famílias foram desfeitas pelo exercíto e pela milícia do Norte.  Para sobreviver, milhares de órfãos emigraram, a pé, para países vizinhos.

Lançado em 2014, Uma Boa Mentira conta a trajetória  de cinco garotos que, assim como tantos outros, enfrentaram o medo, a fome e o calor. Eles buscaram abrigo na Etiópia, que também foi devassada pela guerra, e depois no Quênia, onde finalmente encontram um campo de refugiados.  A sorte deles muda somente 13 anos depois, quando são exilados e deslocados para os Estados Unidos E é aí que Reese Witherspoon entra em cena.

É um daqueles filmes que faz a gente acordar para a vida. Porque, como diria Zeca Pagodinho, “na vida coisa mais feia é gente que vive chorando de barriga cheia”.

PS: Baseado em uma história real, este filme está disponível no Netflix.

PS2: Cerca de 3,6 mil refugiados foram exilados e ficaram conhecidos, nos Estados Unidos, como “os garotos perdidos do Sudão”.

PS3: Um dos atores, o que interpreta o Jeremiah, viveu na pele essa história. Ele foi recrutado pelo exército.

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GAROTA OS INDICADOS: Keira na Harper’s Bazaar de Setembro

E essa nem é a única novidade de Keira, já apontada como sósia de Natalie Portman pelo Abelardo. Ela protagoniza mais um clássico, Anna Karenina, ao lado de Jude Law e do garoto de Liverpool, Aaron Johnson.

Oscar de figurino a caminho?

PS: Segundo a Folha, a estreia de Anna Karenina está prevista para 12 de outubro.

 

 

A Rede Social por Melhor Nerd

Roteirizado por Aaron Sorkin (homem que não brinca em serviço, criador do seriado The West Wing e roteirista de produções como Jogos do Poder, 2007),  A Rede Social reconstrói, amparado na pesquisa de Mezrich, os bastidores do programa criado e gestado num quarto de um dos alojamentos da Universidade de Harvard por um grupo de amigos e que hoje vale mais de US$ 30 bilhões (jornal Finacial Times) – para se ter uma ideia, o Google está avaliado em pouco menos de US$ 40 bilhões (revista Forbes).

Mark Zuckerberg, idealizador do Facebook e um dos rapazes de 20 e poucos anos mais ricos do planeta, é interpretado pelo esquisitão Jesse Eisenberg, que demonstra talento e maturidade ao compor a personalidade enigmática e desafiadora de Zuckerberg. O ator cria uma versão mais sombria e menos eloquente de Sheldon, do seriado The Big Bang Theory.

David Fincher acerta mais uma vez.  A Rede Social, seja você um Facebooker ou não, vai te fisgar  e os 500 milhões multiplicar (não resisti à rima safada). Por tudo que a história envolve e representa, e pela forma como é narrada, acredito que “A rede…” é um forte candidato a filme do ano.  Sim, sou polêmico. Sim, também gosto de escrever. Para o bem ou para o mal.

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Leia mais no meu blog: Doidos por Cinema

Abs,

Carlos Eduardo Bacellar, mais conhecido no universo dos 140 caracteres por @cebacellar. É publicitário, jornalista e um dos autores do blog Doidos por Cinema

Melhor WTF, por Fabiana Rodrigues

Amiga e leitora desse blog, @fabirodrix inaugura nova seção, totalmente aberta a colaboração. Se você é do tipo que paga mico por um filme, não fique fora dessa!

 

Os que me conhecem sabem que tenho uma tendência histórica a pagar micos, principalmente em minhas fotos de viagem, mas ao chegar à maravilhosa terra de Harry Potter no parque Island of Adventures, da Universal, reconheço que a vocação ficou ainda mais exacerbada. Ainda que não seja meu filme preferido (que é E o Vento Levou, voltarei a ele oportunamente) e estar lotado de visitantes, ao passar pelo portão que leva à imaginária Hogwarts, todas as referências do filme se tornaram absurdamente presentes.

Impossível não experimentar a cerveja amanteigada (sabor de guaraná com cookies, sem álcool) ou improvisar alguns voos nas Nimbus à venda no local. Isso sem contar os pottermaníacos vestidos a carater, verdadeiramente uma atração à parte se vc tiver a sorte de encontrá-los por lá…

Got Butterbeer?

 

Juro que pensei que eram funcionários do parque, mas eram visitantes pottermaníacos. Craaaazy.

Tem uma em que estou voando, mas essa jamais mostrarei. A auto-estima não permite...

 

bjs,

@fabirodrix

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Gostou? Então participe enviando o seu mico em nome da 7ª arte para o email —->>  osindicados@gmail.com

Ray por Melhor Trailer

É claro que eu já conhecia o Ray Charles e, por isso, não tinha dúvidas de que ia gostar do filme que conta a sua história.  Não me decepcionei. A produção é belíssima e o Jamie Foxx fez por  merecer o Oscar.

Acontece que eu me apaixonei mesmo é pelo trailer. Até hoje meu coração dá uma parada no 1’40”, com os primeiros acordes de You don’t know me.

Sentiu?

PS1: Essa é defintivamente uma das minhas músicas favoritas. Vale conhecer a letra e escutar o dueto do próprio Ray Charles com a diva Diana Krall.

PS2:  Falando em Ray Charles, lembra das participações dele em The  Nanny? Ele fazia o marido da Yetta, avó da Fran.

Cracks por Jovem Talento e Imponência

Não se engane com a sinopse de Cracks. Ela é mesmo meio desanimadora, remetendo a um desses filmes com internatos, professores inspiradores…

Acontece que esse longa vai um pouco além dessa fórmula batida ao revelar um mundo, digamos, um pouco doentio. 

E não é só o enredo que chama a atenção.  Tem também a diretora Jordan Scott, protagonista do nosso primeiro Momento Você S/A, estimulando jovens talentos mundo afora.

Sim, ela é filha de Sir Ridley Scott, o que, segundo revelou ao Times, não torna a vida muito mais fácil. “Directing is a tough thing to do no matter who you are. You still have to be the person who makes the film, you still have to get financing, you have to go though all the steps everybody else has to. And, if people don’t want it, they don’t want it.

Independente da árvore genealógica,  o que realmente importa para esse blog é que Cracks foi um ótimo trabalho para uma estreante de apenas 32 anos.

Antes disso, Jordan tinha feito somente comerciais para companhias como Renault e Orange, além de participar de um segmento do Crianças Invisíveis, ao lado do papi.

Como você pode ver na foto acima, tirada durante a estreia no London Film Festival, Cracks ainda traz Eva Green.

E essa mulher, minha gente, não é só bonita. Ela é imponente – não importa o ambiente ou a roupa. Cracks também prova isso.

   

Afinal, não é a toa que o 007 se apaixonou por ela né?

 

PS1: Cracks foi inspirado na obra de Sheila Kohler. A diferença é que a história não se passa durante o Apartheid na África do Sul, mas em uma ilha fictícia na costa da Inglaterra.