Que delícia!

Abrir esse WordPress, cuja senha eu nem lembrava mais, e encontrar comentários quase um ano após o último post. Tinha gente compartilhando lembranças de uma cena, criticando uma lista que criamos e até pedindo para que o espaço não ficasse abandonado. A todos que comentaram, bem como àqueles que passaram (e ainda passam!) pelo espaço sem deixar suas impressões, meu muito obrigada.

O cinema nunca saiu da minha vida. No último fim de semana, vi pelo menos dois filmes que, certamente, mereceriam indicações em mais de uma categoria nesse blog. Elenco excepcional, diálogos inteligentes, sensibilidade colocada à prova. Risos e lágrimas.

O destino levou-me para outros caminhos, mas esse espaço nunca será abandonado. Volto. Um dia. Por enquanto, dou apenas uma satisfação. E registro meu desejo de um 2014 com muitos filmes, sonhos e histórias reais e de sucesso.

Obrigada novamente,

Tati  

Razão e Sensibilidade por Melhor Declaração

Não precisa complicar. Poucas palavras bastam.

At Norland my behaviour was very wrong. But I  convinced myself you felt only friendship for me and it was my heart alone that I was risking. I have come with no expectations. Only to profess, now that I am at liberty to  do so, that my heart is and always will be yours.

PS1: Com roteiro de Emma Thompson e direção de Ang Lee, a novela de Jane Austen apresenta uma Kate Winslet e um Hugh Grant bem novinhos, além de um Alan Rickman quase galã…

… e um Hugh Laurie irresistivelmente resmungão e irônico.

PS2: Aliás, quem me conhece já sabe, mas eu resolvi GRITAR PARA TODO MUNDO OUVIR que eu amo o House Hugh Laurie.

É tanto que eu perdoei a fase Stuart Little

… porque há coisas muito melhores a serem celebradas – da participação em Friends…  

… ao sucesso merecido de House,…

… que deixa claro não só que ele está envelhecendo muito bem como está cada vez mais talentoso (o primeiro capítulo da 6ª temporada é imbatível!!!)

PS3: Para a Wish List: a edição de luxo de Razão e Sensibilidade à venda na Livraria Cultura.

Nunca Fui Beijada por Melhor Vergonha Alheia e Melhor Prom

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Quando você se achar um lixo, lembre-se da Drew e repita:

I’M NOT JOSY GROSEY ANYMORE!!!

Sim, porque a gente sente muita Vergonha Alheia sempre que assiste Nunca Fui Beijada e nunca admite (sic) que se identifica com todo o romantismo da Josie,

nem quando a gente vibra com os olhares subversivos do Sam…  

… ou se imagina em um baile tão rufus!  quanto aquele.

PS1: O tema ‘Melhores Casais” não é tudo?

PS2: E a gente A-D-O-R-A a Drew desde que…bom, isso fica para outro post.

PS3: Eu ainda não vi, mas já baixei, Grey Gardens, filme pelo qual ela e a Jessica Lange concorreram (a última ganhou) ao Emmy.

PS4: Os próximos filmes dela são Whip it!, com a Juliette Lewis e Ellen Page, e Everybody’s Fine, com o Robert De Niro.

PS5: E que tal a Jessica Alba de Disco Barbie?

PS4: Quer ver o final? (tum-tum, tum-tum).

 

Casamento Grego por Melhor Descoberta

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Essa vida é mesmo cheia de mistérios…

PS1: Eu não me canso de ver a tia falando bobópsia.

PS2: O Nick, irmão mimado da Toula, solta uma frase bonita: Don’t let your past dictate who you are, but let it be part of who you will become.

PS3: Enquanto isso, a mãe tem a seguinte teoria: Let me tell you something, Toula.  The man is the head, but the woman is the neck.  And she can turn the head any way she wants.  ã? ã? ã? Sacou?

PS4: Todo mundo sabe que um dos primos é o Joey Fatone, do ‘N Sync, ex-boy band do Justin Timberlake.

PS5: Tom Hanks e a esposa Rita Wilson assinam a produção do filme. Aliás, ela também promoveu o último filme da Nia Vardalos, Falando Grego. Faz, ainda, uma pontinha como a mulher do Richard Dreyfuss.

PS6: Falando em Nia Vardalos, ela fez uma participação especial no episódio 10 ou 11 de Drop Dead Diva, uma das melhores novidades da TV a cabo. O seriado estreia na Sony somente em 16/11, mas você pode saber mais sobre essa sitcom nesta resenha da Folha ou no querido Séries é Aqui.

My Fair Lady por Melhor Frase

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Como bem pontuou o Professor Higgins:

“I’m an ordinary man who desires nothing more than just an ordinary chance to live exactly as he likes and do precisely what he wants.”

Vida Bandida por Melhor Trilha Sonora

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De Bob Dylan a Bonnie Tyler, a trilha é tão boa quanto o filme.

Embora tenha sido lançada em 2001, a história da dona de casa que se junta a dois assaltantes de banco tem ainda um site oficial, que não traz a cena abaixo. Imperdível!!

PS.: Vou sair comprar um avental já.

Meryl Streep por Melhor Atriz

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Essa é uma homenagem a ela, que completou nessa semana, segundo o Petiscos, 60 anos.

Confesso que levei algum tempo para entender a Meryl Streep.  O primeiro filme que lembro ter visto dela foi Ela é o Diabo, no qual interpretava uma escritora bonitona que roubava o marido de Roseanne Barr (que fim terá levado??).

Depois foi a vez de Pontes de Maddison, que ela quase matou todo mundo de tanto chorar, e O Rio Selvagem, no qual provou ter coragem para enfrentar até o Kevin Bacon (porque, convenhamos, as corredeiras eram fichinha perto dele!!  Ele só foi bozinho em Footloose. He is the devil!).

Aí eu fui crescendo e conhecendo melhor o currículo dela, que é recordista em indicações ao Oscar. Meryl (sacou a intimidade?) arrasou em As Horas, estava superb em O Diabo Veste Prada,  Leões e Cordeiros… aliás, nesse filme ela voltou a fazer parceria com Robert Redford, com quem já tinha contracenado em Entre Dois Amores.

Recentemente, essa obra entrou para a Cinemateca da Veja. Lançada em 1985, foi dirigida por Sidney Pollack e arrebatou  7 Oscar (Meryl, que está linda de viver nesse filme, foi indicada mas não levou a estatueta para casa).

Como se não bastasse ser reconhecidamente uma excelente atriz, ela ainda sabe cantar. Maaan, she C-A-N sing!!

Mais do que isso: em um momento Cindy Lauper, ela contou que resolveu fazer Mamma Mia para se divertir, mesmo sabendo que poderia constranger os seus filhos com as cenas pastelão do musical.

Para comemorar, então, o aniversário da nossa diva, escolhi uma cena que definitivamente deixou as atrizes que interpretam Donna Sheridan nos teatros mundo afora bem preocupadas.

PS1: A Universal lançou um novo DVD, com um segundo disco que traz….preparem-se…um sing along de Dancing Queen e Take a Chance on Me. Dá para ter um gostinho no site oficial.

PS2: Em agosto, estreia o novo filme de Meryl, Julie & Julia, que conta a história de uma profissional frustrada que muda sua vida após lançar um blog com receitas. Amy Adams e Stanley Tucci também participam do filme, cujo roteiro foi escrito por Nora Ephron. Sim, mulheres, nós amamos Nora Ephron, responsável por Harry&Sally, Sintonia de Amor e  Mensagem Para Você. Veja o trailer aqui.

Mike Myers por Melhor Personagem

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É completamente compreensível quem não vê graça nos filmes feitos por ele.  Eu mesma levei tempo e confesso que ainda acho 98% uma grande baboseira.

Vale, porém, deixar o preconceito de lado para reconhecer que o Dr. Evil é uma das melhores criações de Myers e desse tipo de comédia. O personagem teria “frequentado” a Evil Medical School, possui como marca registrada a pose com o dedo mindinho próximo a boca, tem uma versão mini de si mesmo, coleciona comparsas estranhos e possui uma relação um tanto quanto desgastada com o filho. Ah, não podemos esquecer do Mr. Bigglesworth, um gato Sphynx que possui até fã-clube.

Se ainda não está suficientemente convencido, assista um trecho do segundo filme  Austin Powers: The Spy Who Shagged Me (na tradução brasileira, Austin Powers: O Agente “Bond” Cama).  O vilão/pateta não só apresenta o Mini-me como também discute com o filho e apresenta o seu plano “infalível” para roubar o mojo de Austin Powers, seu arquiinimigo.

 E agora? Convencido? Ainda não? Então, assista a versão de Dr Evil para One of Us, da Joan Osborne, e Just the 2 of us, do Will Smith.

PS1.: No início do ano, comentaram que os preparativos para o quarto filme já estavam em andamento e que Gisele Bündchen teria recebido o convite para ser a próxima Power-girl, papel que já foi de Elisabeth Hurley, Heather Graham e Beyonce. Desde então, nada mais se falou.

PS2: Além de Dr. Evil, cabe destacar que Austin Powers também inspirou Madonna, que escreveu e gravou Beautiful Stranger (veja o vídeo no myspace). O single vendeu feito água e ainda garantiu mais um Grammy para a cantora. Aliás, não vale uma indicação como trilha? Yeah, baby!

O Curioso Caso de Benjamin Button por Melhor Frase

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Baseado em conto de F. Scott Fitzgerald, o filme surpreende (ou me surpreendeu) e traz a seguinte mensagem:

“For what it’s worth, it’s never too late or, in my case, too early, to be whoever you wanna be. There’s no time limit. Start whenever you want. You can change or stay the same. There are no rules to this thing. We can make the best or the worst of it. I hope you make the best of it. I hope you see things that startle you. I hope you feel thing you never felt before.  I hope you meet people with a different point of view. I hope you live a life you’re proud of. And if you find that you’re not, I hope you have the strength to start all over again”.

Muito auto-ajuda? Clichê? Talvez. Não nego. Ainda assim, bonito e mais um bom motivo para ver o filme.

PS1: Aliás, O Curioso Caso de Benjamin Button, que ganhou 3 Oscar e 3 Bafta, poderia ser indicado também a Melhor Retorno.  Sim, minha gente, todo mundo só falou do retorno de Mickey Rourke, em O Lutador, mas e Julia Ormond? Esse filme marca o reaparecimento dela, após dez anos,  nos blockbusters hollywoodianos. Nessa nova fase, ela também empresta seu charme britânico para Che e CSI: NY, entre outros.