O Turista por Melhor Cenário

Muito barulho, indicações ao Globo de Ouro…e O Turista é, na verdade, uma decepção.

O novo filme de Florian Henckel von Donnersmarck não chega nem aos pés de  A Vida dos Outros. Angie e Johnny, me desculpem os fãs, não convencem como casal e tem uma atuação beeeem forçada. 

A grande estrela é Veneza. É por ela vale que cada minuto do filme. Afinal, como diria Frances Mayes, “Se não houver Veneza no paraíso de verdade, não quero ir pra lá“.

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A Vida dos Outros por Melhor Dúvida e Melhor Dedicatória

Se você me conhece ou frequenta esse blog há algum tempo, sabe que eu sou viciada em blockbusters e em Hollywood. Dei poucas escapadas e sempre percorri terrenos seguros: um italiano aqui, uns franceses, um indiano…

Por isso, quando dois amigos me recomendaram A Vida dos Outros, eu não botei muita fé. Decidi ver e, até os primeiros minutos, jurava que era prova de amizade.

Quando dei por mim, estava completamente envolvida e, claro, chorando. Arrisco dizer até que o cinema alemão parece cinza, mas é surpreendentemente sensível. Daí a primeira indicação, de Melhor Dúvida.

Nessa cena, o espião da República Democrática Alemã emociona-se com o escritor Georg Dreiman tocando piano. Ao final, o dramaturdo diz para a amante:

Sabe o que Lenin disse sobre a Apassionata de Beethoven? “Se eu continuar ouvindo, não levarei a cabo a Revolução”. Será que alguém que ouve essa música, que a ouve de verdade, pode ser uma má pessoa?

Eu sei, eu sei, somos todos uns românticos idiotas…

 A outra indicação é a dedicatória, que não vou postar nem explicar para não estragar. Vocês TÊM que ver.

PS1: Já que estamos falando de dedicatória, esse post vai para a Khun e o Sapo. Obrigada! Esse filme foi um presente!!

PS2: Essa é a Apassionata.

PS3: A Vida dos Outros  é, em alemão, Das Leben der Anderen e, em inglês, The Lives of Others. Foi lançado em 2006 e arrematou 61 prêmios, incluindo o Oscar e o  Globo de Ouro por Melhor Filme Estrangeiro.