Crítica: Amor à Distância

Não é o mote desse blog fazer reviews – e acho que isto está bem claro aqui. Abri essa categoria quando fui ver Eclipse, porque precisava compartilhar com o mundo minha alegria na pre-estreia do blockbuster da Stephanie Meyer.

Abro outra exceção hoje após ver Amor à Distância – filme que citei há pouco mais de uma semana. Não vou te fazer retomar aquele post. O trailer me dava a impressão (ok, ok, eu usei a palavra certeza) de que a minha DVDteca ia ganhar mais uma unidade.

Sim, eu me enganei. E venho, por meio deste post, admitir que pequei errei.

Eu sei o que você está pensando: “você estava muito ansiosa por esse filme e por isso se decepcionou”.

Mas não é isso.

Comédias românticas são (quase sempre) óbvias, mas eu gosto daquelas que, mesmo sabendo o final, eu torço para que o casal fique junto, porque os personagens são bons, as histórias estão amarradas… a própria Drew tem bons filmes do gênero no currículo – Nunca Fui Beijada e Amor em Jogo são dois exemplos.

Isso não acontece em Amor à Distância. A personagem dela é fraca e não é nem um pouco envolvente. E Justin Long é bonitinho, carismático, mas não entrega mais do que já vimos em Ele não está tão a fim de você.

Some-se a isso uma tonelada de clichês, piadas escatológicas, cenas de sexo etc. Aliás, a impressão que dá às vezes é que eles fizeram um Crtl C + Ctrl V de vários blockbusters para fazer esse. Um dos amigos de Garrett, por exemplo, tenta ser uma cópia do cunhado estranho de Se Beber, Não Case.

Muito esforço (sendo bem otimista) em vão.

Uma boa comédia romântica nem precisa de tudo isso. Mensagem Pra Você é para mim o melhor exemplo disso.

Uma sugestão? Não fique desanimado com o meu post. Se estava a fim de ver, vá ver. Na volta, passe aqui para deixar a sua impressão.

 PS1: Para não dizer que estou amarga hoje,  confesso que gostei da trilha sonora. Também com Cat Powers, The Cure, The Pretenders… e The Boxer Rebellion, que me fez ter vontade de escutar The Killers. Já está à venda na Amazon, é claro.

PS2:  Tá, digo mais:  não foi pior que Idas e Vindas do Amor.

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O Guarda-Costas por Melhor Premiação

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Toda premiação é a mesma coisa – muitas lágrimas, sorrisos nervosos, discursos histéricos… mas O Guarda-Costas, de 1992, quebrou todos os paradigmas:  

– a vencedora do Oscar, Rachel Marron, sofre um atentado ao vivo;

–  o morto-vivo Frank Farmer dá um banho de profissionalismo e mata, também ao vivo, o terrorista;

– Whitney Houston dá um banho de interpretação (sic) e arranca lágrimas quando grita It’s not me! It’s not me! He’s my bodyguard!!, enquanto  se  esforça para mantê-lo longe da luz.

E depois de tanto suspense, o alívio e o reencontro ao som de ‘And Iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii…”

Foi muito difícil encontrar uma categoria para esse filme, que é um verdadeiro clássico. Cogitei colocar como Melhor Date, mas temos que admitir que Rachel e Frank não tinham muita química.

O primeiro encontro chega, inclusive, a causar vergonha alheia. Se Whitney Rachel tivesse visto Ele não está tão a fim de você, ela saberia que daquele mato não sairia muito cachorro.

Durante todo o date, ela fala feito uma maníaca (chata), ele mal olha para ela e aposto que só pega para provar que é macho. Ah, e a cena da espada refletindo a luz nos olhos deles?

Veja você mesmo:

Mas eu não quero detonar o filme por três motivos:

1- Eu confesso que era louca por ele no passado (a fita VHS deve estar guardada em algum lugar).

2- Eu gosto até hoje da trilha sonora, que rendeu duas indicações ao Oscar. Uma por Run to You

… e outra por I Have Nothing.

3 – Esse post celebra a volta da Whitney, após um afastamento de sete anos. É isso mesmo, minha gente!

31 de agosto é a data oficial do lançamento do novo disco, que pode ser conferido no site dela.  Eu já tenho, inclusive, a minha faixa preferida do  sexto álbum,  I Look to You.

Trata-se de Million Dollar Bill, que tem a cara de Alicia Keys, até porque foi escrita por ela, e o vozeirão inconfundível da Diva.

Segundo a Reuters, as primeiras críticas do álbum são promissoras e a Arista Records, da Sony, espera que ele seja um dos discos mais vendidos do ano.

PS1: O Guarda-Costas foi o début de Whitney nas telonas. Antes disso, ela tinha participado somente da série Gimme a Break!. Depois do sucesso com o Kevin Costner, ela fez, além de participações especiais na TV, os seguintes filmes:

Falando de Amor, com a  Angela Basset. A trilha sonora, que contava também com Aretha Franklin e Mary J Blige,  foi feita pelo Babyface, gerou bom barulho e concorreu a 3 Grammy. Exhale (Shoop Shoop) é a faixa título:

Um Anjo em Minha Vida, com Denzel Washington.

PS2: Voltando ao O Guarda-Costas, o filme concorreu em 7 categorias (venceu em duas) ao MTV Movie Awards. A minha preferida? A indicação a homem mais desejado,  Kevin Costner. hahahahaha. Muito bom, MTV!!

E, claro, o filme da Whitney também arrasou no Framboesa de Ouro, recebendo sete indicações – pior filme, pior ator, pior atriz , pior revelação , pior canção original (Queen of the Night) e pior roteiro.

PS3: Whitney voltou ao Oscar em 1999 para cantar, ao lado de Mariah Carey, When you believe.  Produzida por Babyface, o hit ganhou o Oscar como Melhor Canção Original de O Príncipe do Egito, da Dreamworks.

Confira o dueto:

PS4: Esse post é dedicado ao Ricardo e toda a galera do Dona Rachel, que continuará sendo tendência. Afinal, Iiiiiiiiiiiiiii will always loooove youuuuuuuuuuuuuu, will alwaaaaays…

Ele não está tão a fim de você por Melhor Abertura

He's Just Not That Into You

A primeira informação que você precisa ter é que entre um grupo de amigos esse filme é chamado de oráculo.  Embora exagerado, ridículo e/ou engraçado, é possível passar horas dissecando cada cena, reconhecendo com qual personagem você se identifica mais…

Enfim, o que eu quero dizer é que eu gosto de desafios e é por isso que escolhi uma única cena para ilustrar esse post: a abertura.

Infelizmente o Youtube não tem o trecho completo, mas é o suficiente para  entender porque nós, mulheres, somos dotadas de uma personalidade tão esférica e cheia de nuances (sic).

PS1:  Eu tinha odiado o livro Ele não está tão a fim de você, escrito por dois roteiristas  de Sex and the City, o que fez do filme uma bela surpresa.

PS2: O que mais dá medo é que ele arrancou elogios até da Isabela Boscov, que conta quase o filme todo no Veja Cinema.   

 PS3: Embora a Isabela tenha identificado a Ginnifer Goodwin (Gigi) como uma das esposas do Amor Imenso, ela é, na verdade, a primeira mulher do Johnny Cash

Veja aqui o ensaio que ela fez para a revista W. A Gigi tem outra dentro dela!!!

PS4:  Eu sempre quis ser atriz por alguns minutos só para poder quebrar tudo ou virar uma mesa de comida e não ter que limpar depois. Porque, convenhamos, na vida real é patético. O que você me diz da Jennifer Connelly estraçalhando o espelho e depois voltando para catar os cacos??!!

PS5: Não é impressionante a evolução do Justin Long? Minha gente, o primeiro filme “de sucesso” dele foi Olhos Famintos, que é bizarro e assustador (eu não tive coragem de assistir o segundo). Ele também fez Crossroads – Amigas para Sempre, com a Britney Spears, e  Separados pelo Casamento, com a Jennifer Aniston.

PS6: No site oficial, é possível fazer um teste para saber se ele ou ela está a fim de você. Tem também um vídeo idiota  do Justin Long, Kevin Connolly e Bradley Cooper sobre clichês que você não vai encontrar nesse filme.

PS7: Se você ainda não viu o filme, ficou com preguiça, mas ainda quer saber se ele está a fim de você, siga a dica objetiva dos amigos da  Bridget JonesI mean there’s been all these bloody hints and stuff, but has he ever actually stuck his fucking tongue down your fucking throat?

Touché!