Scott Pilgrim Contra o Mundo por Melhor Idiota, Melhor Luta e Melhor Amigo Gay

Michael Cera (Juno, 2007) é o idiota da vez e faz o trabalho com perfeição, sem fazer esforço. A entrevista dele na última Rolling Stone mostra isso, um típico garoto mesmo,  sem grandes ambições, sem muita maturidade, meio avoado, mas que parece ter um bom caráter e, é por tudo isso, que ele  ganhou as graças dos estúdios e dos fãs. Ouso associar seu carisma e a empatia que gera no público com a mesma do Bob Esponja com as crianças. Ele é non sense, ele é meio bobalhão, ele não se esforça para ser assim e, por isso, todo mundo gosta. E Michael é um desses idiotas que a gente gosta no papel de Scott Pilgrim.

Scott Pilgrim contra o Mundo (2010) chegou tímido as telonas brasileiras. Em são Paulo só duas salas Cinemark, nos Shoppings Santa Cruz e Shopping D em horários difíceis nos dois shoppings sempre mega lotados (O problema não é muita gente. O problema é muita gente feia). Não é nenhum blockbuster, não creio que tenha a pretensão de ser, adaptado de um comic book do mesmo nome. E está tudo ali, cada quadrinho, fala, as referências ao universo pop das últimas décadas, de videogames ao seriado Seinfield.

Não sou fanático pelo comic, mas gostei da adaptação para o cinema, das onomatopéias visíveis voando nas cenas, do início com o logo da universal feito em 8bits lembrando meu antigo Snes.  As referências aos jogos de luta de videogames da década de 80/90 (Mortal Kombat e Street Fighter) ficaram melhores ainda na telona. Em alguns momentos, você não está mais assitindo a um filme e sim parece estar assistindo a uma partida de Street Fighter. E isso é nostálgico e bacana. Outro ponto a ser destacado são as músicas e a volta do irmão cara de louco do Macaulay Culkin, Kieran Culkin como o melhor amigo gay do Scott. Um dos melhores e mais legais amigos gays do cinema, sem exageros, sem  estereótipos.

Não espere um grande roteiro #fail. A narrativa cansa em alguns pontos e você tem a sensação de que o filme dura mais que as tradicionais 2 horas. E a história bizarra de 7 ex namorados do mal que chegam para aniquilar Scott Pilgrim não chega a se super empolgante na telona. Mas as cenas de luta são bem legais e me fez querer ver como esse jovem ator vai crescer e  se comportar em outros papéis menos idiotas.

Abs,

Filipe Alberto

Debi & Lóide por Melhor Politicamente Incorreto e Melhor Versão

Esse é um dos motivos que eu demorei muito tempo para gostar do Jim Carrie. O filme é muito idiota, os personagens mais ainda, e o roteiro… tem lá uma ou outra cena boa.

Mesmo que ela seja politicamente incorreta.

Harry: Where did you get those?
Lloyd: I bought them when we filled up.
Harry: We are supposed to talk about all expenditures Lloyd! We are on a very tight budget.
Lloyd: This didn’t come out of our travel fund.
Harry: Oh.
Lloyd: Yeah, I was able to raise 25 extra bucks before we left.
Harry: Where did you get 25 extra becks?
Lloyd: I sold some stuff, to Billy in 4C.
Harry: The blind kid?
Lloyd: Yeah, ha ha! Yeah.
Harry: What did you sell him Lloyd?
Lloyd: Stuff.
Harry: What kinda stuff?
Lloyd: I don’t know, a few baseball cards, a sack of marbles,
[cough]
Lloyd: Petey.
Harry: Petey? You sold my dead bird to a blind kid? Lloyd! Petey didn’t even have a head!
Lloyd: Harry, I took care of it…

Os dois idiotas ainda tinham um carro tão idiota quanto…

no qual eles faziam esse tipo de som (idiota!).

Dá para acreditar que é a mesma música que o James Taylor e a Carly Simon estão cantando?

PS1: Débi & Lóide não só ganhou 2 MTV Movie Awards (a gente leva em consideração?) como também teve continuação.

PS2: Filme de quem? Peter Farrelly, claro.  

PS3: Outro (sic) ponto positivo (e idiota) é a a música do Deadeye Dick.

Mary Moon, she’s a vegetarian
(Mary Moon, Mary Moon, Mary Moon)