Frame: As novas versões de Anna Karenina e Grandes Esperanças

Preparem-se, fãs dos clássicos da literatura!!

O mundo cinematográfico promete novas e interessantes versões de Anna Karenina, de Liev Tolstói, e Grandes Esperanças, de Charles Dickens.

O primeiro traz Keira KnightleyJude LawMatthew Macfadyen (o Mr Darcy da versão de 2005 de Orgulho e Preconceito), a chiquérrima Olivia Williams e Emily Watson. A direção é de Joe Wright, que assina a versão já comentada do clássico de Jane Austen, além de Desejo e Reparação e O Solista.

 

Grandes Esperanças terá Helena Bonham Carter e Ralph Fiennes em roteiro adaptado por David Nicholls (de Um Dia) e direção de Mike Newell, de Quatro Casamentos e Um Funeral e Donnie Brasco.

 

 

PS: Segundo o imdb, há mais de 20 versões do clássico de Tolstói, sendo que o primeiro data de 1910.

PS2: Grandes Esperanças tem menos versões, mas uma bem popular, de 1998, com Ethan HawkeGwyneth PaltrowAnne Bancroft e Bob De Niro

Intervalo: Keep Calm and Find yourself a Mr Darcy

That’s what I’m doing!

F.U.I

WishList: Exclusivo para fãs de Jane Austen

Se você é um deles, talvez eñtão você saiba que em Bath, cidade onde a escritora morou, funciona o The Jane Austen Centre.  E, é claro, que não poderia faltar uma lojinha.

Além do divertido chaveiro que abre o post, é possível encontrar lá canecas, bookmarks, broches e camisetas.

     

Quero T-O-D-O-S!!!

 

Miss Austen Regrets por Melhor Atriz

Ela já havia chamado a atenção em O Escritor Fantasma, do Polanski. Em Jane Austen Regrets, mais uma produção da BBC, Olivia Williams encanta ao interpretar com uma elegância peculiar os últimos anos da escritora inglesa.

 

Quem acompanha esse blog sabe que eu sou fã de carteirinha de Austen, a criadora do  homem mais perfeito do mundo (Mr Darcy). Ao contrário das suas heroínas, ela nunca se casou e um pouco dessa história foi contado em Amor e Inocência (veja post aqui). Jane, que ainda não tinha nem um romance publicado, apaixona-se pelo advogado Tom Lefroy, amigo de seu irmão e tão pobre quanto ela. O casal é interpretado por Anne Hathaway e James McAvoy.

 

Na produção da BBC, encontra-se uma Jane mais madura. Prestes a publicar seu quarto romance (Emma), ela já era uma escritora consagrada na Inglaterra, mas ainda dependia de ajuda financeira. A obra, baseada em cartas, mostra uma Jane divertida, insegura, sombria e confiante em suas escolhas. Olivia, linda de viver, demonstra bem essa oscilação de humor e sentimentos.

PS1: Agradeço à Livraria Cultura pela graça alcançada.

PS2: Miss Austen Regrets foi exibida em 2008 e faz parte do extra do DVD de Razão & Sensibilidade.

PS3: A BBC lançou 3 produções baseadas na obra de Jane Austen. Uma delas, Orgulho e Preconceito, foi citada nesse post. Em 3 capítulos, Razão & Sensibilidade também é muito superior à versão do cinema, mesmo sem Emma Thompson e Hugh Grant (conto mais em outro post).  Há ainda a versão de Emma, minha próxima aquisição. Aguardem!

PS4: Miss Austen Regrets ganhou um BAFTA por Melhor Maquiagem.

Frame: TV Movies

Você notou a ascensão dos filmes e minisséries feitos para a TV? 

A qualidade das obras feitas por canais, como HBO e BBC, é tão incontestável, que novas oportunidades surgiram para jovens talentos, anônimos e tarimbadas estrelas de Hollywood.

É o caso, por exemplo, de Grey Gardens, que arrebatou Emmys e Golden Globes. O filme mostra a vida excêntrica de duas socialites, parentes de Jackie O, que viraram protagonistas de um documentário anônimo em 1973, no auge da sua decadência.

A história é muito bem construída, a produção é impecável e a atuação de Jessica Lange e Drew Barrymore, você sabe, irretocável. Ainda assim,  devo confessar que particularmente, não sou muito fã do filme. Sabe quando você cria muita expectativa?

Mas temos outros exemplos. Tom Hanks assinou a produção de John Adams e Paul Giamatti, que interpretou o ex-presidente americano, também foi premiadíssimo por sua performance.

A própria Helen Mirren fez, ao lado de Jeremy Irons, Elizabeth I e Kevin Bacon arrebatou um Globo de Ouro por Taking Chance.

De todas as produções, a minha preferida ainda é Pride and Prejudice, feita pela BBC em 1995, com Colin Firth (já falamos dela aqui no blog).

Fiquei curiosa, porém, para ver Temple Grandin. O filme estreia no próximo dia 6/02 nos EUA,   tem Claire Danes no papel principal e Julia Ormond, a eterna Sabrina, no elenco. 

PS1: Eu gosto muito da Claire Danes e acho que ela é subaproveitada em Hollywood. Vamos falar mais dela. Em breve. Titia promete, tá?  

PS2: Quem ainda não viu Grey Gardens tem a chance de assistir hoje, 28/01, no Cinemax às 0h.

PS3: Não confunda o Taking Chance do Kevin Bacon com esse Taking Chances

ME-DO!

PS4:  Momento Nacionalista – nós também temos ótimas produções. Dalva e Herivelto foi uma delas.

Notas sobre um escândalo por Melhor Obsessão e Melhor Frase

Eu tenho muito respeito pela Judi Dench  –  é uma M honesta, foi uma imponente Rainha Elisabeth em Shakespeare Apaixonado, uma fofa velhinha em Chá com Mussolini e uma abominável Lady Catherine de Bourg em Orgulho e Preconceito.

Todo mundo fala da Sophia Loren, mas ela também está linda em Nine.

Preciso, porém, confessar uma coisa: eu tenho medo dela em Notas Sobre um Escândalo. MUITO MEDO!!

Mais do que obcecada, ela é perversa.

Prestou atenção nessa frase final?

We are bound by the secrets we share.

Merece Melhor Frase, certo? Agora olha essas duas:

Mind the gap – it’s the distance between life as you dream it and life as it is.

e

People languish for years with partners who are clearly from another planet. We want so much to believe that we’ve found our other. It takes courage to recognise the real as opposed to the convenient.

Até hoje eu não sou capaz de escolher a melhor. Vc consegue?

PS1: Dizem que, durante Nine, Lady Judi fez as pazes com Daniel Day-Lewis, com quem ela tinha rompido após o ator deixá-la na mão. Isso aconteceu há muitos anos. Na época, ele deixou  a montagem de Hamlet alegando uma exaustão nervosa (ou alguma viadagem assim), jurou que estava abandonando as artes dramáticas e foi ser sapateiro na Itália.  

PS2: Quer dar mais uma espiadinha nela em Nine?

PS3: Agora ela está chiquérrima mesmo em Rage (só não supera  o Jude Law). Saca só:

PS4: Rage é um filme de  95 minutos com 14 personagens, de uma crítica de moda a modelo fictícia  Lettuce Leaf (em tradução literal, Folha de Alface)  que falam sobre suas supostas experiências nos bastidores da moda. Mais info aqui.

Razão e Sensibilidade por Melhor Declaração

Não precisa complicar. Poucas palavras bastam.

At Norland my behaviour was very wrong. But I  convinced myself you felt only friendship for me and it was my heart alone that I was risking. I have come with no expectations. Only to profess, now that I am at liberty to  do so, that my heart is and always will be yours.

PS1: Com roteiro de Emma Thompson e direção de Ang Lee, a novela de Jane Austen apresenta uma Kate Winslet e um Hugh Grant bem novinhos, além de um Alan Rickman quase galã…

… e um Hugh Laurie irresistivelmente resmungão e irônico.

PS2: Aliás, quem me conhece já sabe, mas eu resolvi GRITAR PARA TODO MUNDO OUVIR que eu amo o House Hugh Laurie.

É tanto que eu perdoei a fase Stuart Little

… porque há coisas muito melhores a serem celebradas – da participação em Friends…  

… ao sucesso merecido de House,…

… que deixa claro não só que ele está envelhecendo muito bem como está cada vez mais talentoso (o primeiro capítulo da 6ª temporada é imbatível!!!)

PS3: Para a Wish List: a edição de luxo de Razão e Sensibilidade à venda na Livraria Cultura.

Três vezes amor por Melhor Coleção

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Em Três Vezes Amor, a April, personagem de Isla Fisher, colecionava Jane Eyre. Na verdade, era uma tentativa de reaver a edição que ganhou do pai falecido e que havia se perdido durante uma mudança.

Logo na primeira página, a dedicatória:

The human heart has hidden treasures, In secret kept, in silence sealed; The thoughts, the hopes, the dreams, the pleasures, Whose charms were broken if revealed.

PS1: A Isla Fisher está bem melhor nesse filme do que em Becky Bloom.

PS2: O Kevin Kline como um tiozinho mulherengo rouba a cena (novidade!!).

PS3: A Rachel Weisz está linda de viver. (Novidade!!!)

PS4:  E o Ryan Reynolds, mais uma vez, é o Ryan Reynolds – sempre o mesmo papel e a mesma expressão. Minto! A melhor atuação dele foi em Wolverine, principalmente depois que a boca dele é costurada.

PS5: Tá, eu confesso que adoro esse pedaço porque uma das minhas coleções é de Orgulho e Preconceito. A Livraria Cultura tem uma versão pocket ótima e essa aqui, linda, da Penguin. Edição de colecionador, minha gente!!!

Orgulho e Preconceito por Melhor Declaração e Melhor Fora

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Não é novidade para ninguém que eu adoro Jane Austen e, principalmente, esse romance. Por isso, foi muito difícil selecionar em que categoria o filme se encaixaria melhor.

Por mais distrações que tivesse, a cena em que o Mr Darcy se declara é a melhor. Adoro como ele é rude e desajeitado, o fora histórico que ele toma e o clima de ‘me beija’ no final.

PS1: Veja de novo…

… a declaração…:

Miss Elizabeth,  I have struggled in vain and I can bear it no longer. These past months have been a torment. I came to Rosings with the single object of seeing you… I had to see you. I have fought against my better judgment, my family’s expectations, the inferiority of your birth by rank and circumstance. All these things I am willing to put aside and ask you to end my agony. (…) I Love you. Most ardently. Please do me the honor of accepting my hand.

…e o Fora:

Sir, I appreciate the struggle you have been through, and I am very sorry to have caused you pain. Believe me, it was unconsciously done. (…) I’m sure that the feelings which, as you’ve told me have hindered your regard, will help you in overcoming it. (…)  From the first moment I met you, your arrogance and conceit, your selfish disdain for the feelings of others made me realize that you were the last man in the world I could ever be prevailed upon to marry.

PS2:  A primeira versão de Orgulho e Preconceito é bem diferente e, por ser mais fiel ao livro, mais longa.  Tem quase quatro horas.

A Elizabeth Bennet de Jennifer Ehle é mais madura (e bem vestida) que a de Keira Knightley. Por mais que eu goste do Matthew Macfadyen, o Colin Firth é o mais perfeito Mr Darcy.

Assista a mesma cena na versão de 1995:

 PS3: A segunda versão, porém, tem duas vantagens: Judi ‘M’ Dench e Kelly Reilly, de Albergue Espanhol, como Lady Catherine de Bourg e Caroline Bingley, respectivamente. 

PS4:  Quem mora nos EUA, UK, Austrália ou Canadá pode comprar pela internet uma caneca com a inscrição ‘In vain I have struggled“. Eu quero!!

PS5: E ontem a Folha trouxe uma matéria sobre o Orgulho, Preconceito e os Zumbis, uma adaptação bizarra que virou sucesso nos EUA e chega agora ao Brasil. Leia mais sobre este sacrilégio no G1 e na Veja.  

PS6: Outra adaptação, essa divertida, de Orgulho e Preconceito foi feita por Bollywood. Em 2004, saiu o A Noiva e o Preconceito, que a HBO vira e mexe reprisa.

É uma mistura da obra de Jane Austen com Caminho das Índias. Tem umas cenas pastelão que arrancam boas risadas (de tão ridículo, claro!).

Ah, conta com a participação da Alexis Bledel, a Rori de Gilmore Girls, e o Naveen Andrews, o Sayid do Lost.

A minha cena preferida é  aquela em que Lalita caminha pela praia com o Mr Darcy.  Quem dá o clima de romance são os salva-vidas, os surfistas e, pasmem!, um grupo gospel. Im-pa-gá-vel!

Está preparado? Pega essa, então! (se tiver tempo, veja o trecho todo. Caso contrário, pule para o 9’04”).

Quem não quer sentir um amor desses? hahahaha

Mensagem Para Você por Melhor Chat

kathleen_joe

Esse é um dos filmes que mais gosto e não me canso de ver.  A troca de mensagens entre o NY 152 e a ShopGirl é deliciosa e a melhor delas é aquela em que ele utiliza o filme O Poderoso Chefão para dar conselhos profissionais para a moça que está prestes a perder o negócio herdado da mãe.

Outro momento clássico do filme, que merece a indicação de Melhor Explicação, é quando o NY152  revela que o  Starbucks é muito mais que uma cafeteria.

“The whole purpose of places like Starbucks is for people with no decision-making ability whatsoever to make six decisions just to buy one cup of coffee. Short, tall, light, dark, caf, decaf, low-fat, non-fat, etc. So people who don’t know what the hell they’re doing or who on earth they are can, for only $2.95, get not just a cup of coffee but an absolutely defining sense of self: Tall. Decaf. Cappuccino.”

Outros motivos para gostar desse filme:

1 – O  Joe F-O-X possui o cachorro mais lindo do mundo, o Brinkley.

2 – A Kathleen tinha a loja dos sonhos – The Shop Around the Corner, de livros infantis.

3 – Quando termina com o ex, ela diz que não possui ninguém, but there’s the dream of someone. Piegas, mas A-D-O-U-R-O.

4 – Também adoro quando eles brigam porque o Joe Fox rouba o caviar que enfeitava uma travessa. It’s garnish!

5 – Ele diz para o amigo que ela tinha uma franja adorável caindo na testa. E ainda lê Orgulho e Preconceito, porque é o livro favorito dela.

6 – A trilha sonora é MA-RA-VI-LHO-SA.  Tem Signed Sealed Delivered I’m Yours, do Stevie WonderDummy Song, com o Louis Armstrong; Dreams, do Cranberries; e Anyone At All, com a Carol King. Gosto também de Harry Nilson cantando The Puppy Song, Remember e Over The Rainbow.

7 –  Tem Meg Ryan, antes do implante de boca e/ou bochecha, e Tom Hanks.