Sete Dias com Marilyn por Melhor Babão

Ah, fala sério, né?

Eu estava mega-super-hiper-impressionada com o trailer, o que só poderia render decepção. Ok, é bem produzido e tem uma trilha deliciosa com Nat King Cole e Dean Martin cantando, respectivamente, Autumn Leaves e Memories Are Made of This.

Fora isso, é a Marilyn bipolar que a gente conhece e um garoto zoiudo babão. #ProntoFalei

Me dá sete dias com o #1 para você ver o que é um filme…épico!

PS1: O zoiudo babão chama-se Eddie Redmayne, ator inglês, coadjuvante em obras bem inglesas (sic) como A Outra e Elizabeth.

PS2: Essa cena, meio bossa nova, foi a melhor da Aproveitadora Williams.

 

PS3: Melhor Surpresa? Julia Ormond, e todas as suas rugas, como Vivien Leigh.

    

PS4:  O trailer original de The Prince & The Showgirl.

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Temple Grandin por Melhor História Real

Você reconhece a mulher dessa foto?

É a linda e talentosa Claire Danes, que se transformou em Temple Grandin, doutora em Ciência Animal, professora da Colorado State University e autista.

A história dessa mulher é incrível e foi muito bem contada pela HBO. Imagine a coragem e a determinação dela para ir tão longe em uma época (década de 60) em que o autismo não era nem um pouco compreendido.

O filme também destaca o papel da mãe dela, interpretada pela minha querida Julia Ormond.

Enquanto os médicos queriam internar a menina, Eustacia decidiu buscar uma escola que fosse capaz de entender e desafiar a filha. Afinal, dizia a mãe, ela era “different, but not less”.

Mesmo sem tocá-la, porque Temple não gostava de contato, Eustacia acompanhou cada conquista de uma das maiores especialistas em comportamento animal. 

É definitivamente um daqueles filmes que faz a gente ter vergonha das reclamações pequenas e daquela preguicinha do dia a dia, sabe?

PS1: Temple Grandin recebeu indicações em 15 categorias do Emmy, incluindo Melhor Filme para TV, Melhor Diretor, Melhor Atriz, Melhor Atriz Coadjuvante (Julia) e Melhor Ator Coadjuvante (David Strathairn).

PS2: Temple Grandin é hoje uma das 100 pessoas mais influentes do mundo, segundo a revista Times.  

Frame: TV Movies

Você notou a ascensão dos filmes e minisséries feitos para a TV? 

A qualidade das obras feitas por canais, como HBO e BBC, é tão incontestável, que novas oportunidades surgiram para jovens talentos, anônimos e tarimbadas estrelas de Hollywood.

É o caso, por exemplo, de Grey Gardens, que arrebatou Emmys e Golden Globes. O filme mostra a vida excêntrica de duas socialites, parentes de Jackie O, que viraram protagonistas de um documentário anônimo em 1973, no auge da sua decadência.

A história é muito bem construída, a produção é impecável e a atuação de Jessica Lange e Drew Barrymore, você sabe, irretocável. Ainda assim,  devo confessar que particularmente, não sou muito fã do filme. Sabe quando você cria muita expectativa?

Mas temos outros exemplos. Tom Hanks assinou a produção de John Adams e Paul Giamatti, que interpretou o ex-presidente americano, também foi premiadíssimo por sua performance.

A própria Helen Mirren fez, ao lado de Jeremy Irons, Elizabeth I e Kevin Bacon arrebatou um Globo de Ouro por Taking Chance.

De todas as produções, a minha preferida ainda é Pride and Prejudice, feita pela BBC em 1995, com Colin Firth (já falamos dela aqui no blog).

Fiquei curiosa, porém, para ver Temple Grandin. O filme estreia no próximo dia 6/02 nos EUA,   tem Claire Danes no papel principal e Julia Ormond, a eterna Sabrina, no elenco. 

PS1: Eu gosto muito da Claire Danes e acho que ela é subaproveitada em Hollywood. Vamos falar mais dela. Em breve. Titia promete, tá?  

PS2: Quem ainda não viu Grey Gardens tem a chance de assistir hoje, 28/01, no Cinemax às 0h.

PS3: Não confunda o Taking Chance do Kevin Bacon com esse Taking Chances

ME-DO!

PS4:  Momento Nacionalista – nós também temos ótimas produções. Dalva e Herivelto foi uma delas.

Sabrina por Melhor Corte de Cabelo e Escolha

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Atenção: Esse filme não é indicado para diabéticos.

Se você não é romântico nem nutre uma ou outra paixão platônica, pare agora de ler esse post.

Eu adoro a versão de  Sidney Pollack para Sabrina. Ele trocou Humphrey BogartWillian Holden e Audrey Hepburn por um charmoso Harrison Ford, um Greg Kinnear canastrão e uma Julia Ormond

Ah, a Julia Ormond… ela está longe de ter a graça de Audrey, mas há algo nela que eu não consigo explicar.  Talvez seja a discrição ou sotaque charmoso, que logo apresenta o enredo: Once upon a time, on the north shore of Long Island, not far from New York, there was a very very large mansion, almost a castle, where there lived a family by the name of Larrabee. (…) And over the garage there lived a chauffeur by the name of Fairchild, imported from England years ago, together with a Rolls Royce; and a daughter, named Sabrina.

Na versão de 1995, Sabrina trabalha na Vogue durante o seu exílio em Paris (que pai mais cruel é esse???). Enquanto tenta esquecer a paixão platônica por David, ela também descobre a fotografia (como se aquela cidade servisse como inspiração para alguém!! )

Na sua última carta antes de deixar a França, escreve que “Gertrude Stine said America is my country and Paris is my hometown. I’ll always feel that way about Paris. I want so much for you to know what it’s meant to me. Across the street someone is playing La Vie En Rose. They do it for the tourists but I’m always suprised at how it moves me. It means seeing life through rose colored glasses. Only in Paris where the light is pink does that song make sense, but I’ll have it in my pocket when I get home, and carry it with me whenever I go”.

Atenção:  você tem certeza que quer continuar lendo?

Se respondeu sim, veja o reencontro de Sabrina e David. Ele não a reconhece com os cabelos mais curtos e ainda confessa durante a festa de aniversário da Sra Larrabee: “Do you know how beautiful you are? You’re dazzling. (…) I don’t think you realize what you’ve done to me”.

O que um corte de cabelo não faz, minha gente?

PS1: Sim, esse é um dos meus filmes favoritos.

PS2: Ainda que obsessiva, eu adoro a paixão platônica dela pelo David. E a trilha que marca isso: ‘How Can I Remember’.

PS3: Gosto também da versão da amiga dela para ilusão e solidão. “Illusions are dangerous people. (…) I came here from Province alone, uneducated, for 6 months, no more than that a year, I sat in a cafe, drank coffee and wrote nonsense in a journal, then suddenly it was not nonsense – I went for long walks and I met myself in Paris. You seem embarassed by loneliness – but you see, it’s only a place to start”.

PS4: E aí ela volta um pouquinho mais esperta de Paris, conhece o outro irmão e solta uma dica: I know you work in the real world and you’re very good at it. But that’s work. Where do you live, Linus?

Afinal, More isn’t always better (…). Sometimes it’s just more.

OMG!

PS5: E, para fechar, eu adoro o pai dela que escolheu ser motorista para ter tempo para ler. Ho ho ho! Danado, esse velhote!