OS INDICADOS OSCAR: O Paciente Inglês por Melhor Parte do Corpo

Dando continuidade ao projeto Os Indicados Oscar. Hoje a vez é do filme vencedor do prêmio em 1997: O Paciente Inglês.

Sinceramente, achei o filme um pouco chato e melodramático demais, além de looooooongo, ou seja, um filme mulherzinha. Mas merece nossa atenção e uma indicação, a de Melhor Parte do Corpo.

A parte do corpo de Katharine (Kristin Scott Thomas) preferida por seu amado amante Conde László  (Ralph Fiennes) é o inusitado ponto entre as clavículas, abaixo do pescoço.

O personagem de Ralph Fiennes passa várias cenas olhando para esse ponto da amada e a câmera convida o espectador a admirar e passear pela pele da atriz em um voyerismo compartilhado. A cena em que László exige a Katherine a posse por esse ponto  é linda e vocês podem conferir abaixo.

O filme ganhou mais 8 estatuetas no ano: Melhor Diretor (Anthony Minghella), Melhor Atriz Coadjuvante (Juliette Binoche), Melhor Direção de Arte (Stuart Craig e Stephanie McMillan), Melhor Fotografia (John Seale), Melhor Figurino (Ann Roth), Melhor Edição (Walter Murch), Melhor Trilha Sonora – Drama (Gabriel Yared) e Melhor Mixagem de Som (Walter Murch, Mark Berger, David Parker e Christopher Newman).

Abs,

@abelardobarbosa

O Morro dos Ventos Uivantes por Melhor Frase

Um clássico é um clássico.

Whatever our souls are made of, his and mine are the same.

 

PS1: Mais um filme com o meu marido e a adorável Juliette:

Paris, te amo por Melhor Ligação e Melhor Solidão

Depois de NY Eu te Amo, quis rever Paris, Te Amo.

Para mim, este demora um pouco a engrenar. Não consigo me envolver com as primeiras histórias – só admirar a cidade.

Gosto, porém, de vários segmentos:

– o das Tulherias, dirigido pelos irmãos Coen e protagonizado por Steve Buscemi.

– o da Bastilha, da espanhola Isabel Coixet

–  o da Praça das Vitórias, com os maravilhosos  Juliette Binoche e Willem Dafoe.

– o do cemitério, em Père-Lachaise, com Rufus Swell interpretando um texto de Wes Craven.

– o do Quartier Latin,  com roteiro de Gena Rowland e direção de Gérard Depardieu.   

Só que nenhuma dessas histórias me emocionou tanto quanto a escrita pelo alemão Tom Tykwer e o do americano Alexander Payne.  

Na primeira, Francine (Natalie Portman) liga para o namorado e diz:

Thomas, Listen. Listen. There are times when life calls out for a change. A transition. Like the seasons. Our spring was wonderful, but summer is over now and we missed out on autumn. And now all of a sudden, it’s cold, so cold that everything is freezing over. Our love fell asleep, and the snow took it by surprise. But if you fall asleep in the snow, you don’t feel death coming. Take care.

No último segmento, a melhor e mais triste solidão de Carol, interpretada por Margo Martindale.

Sitting there, alone in a foreign country, far from my job and everyone I know, a feeling came over me. It was like remembering something I’d never known before or had always been waiting for, but I didn’t know what. Maybe it was something I’d forgotten or something I’ve been missing all my life. All I can say is that I felt, at the same time, joy and sadness. But not too much sadness, because I felt alive. Yes, alive. That was the moment I fell in love with Paris. And I felt Paris fall in love with me.

PS1: Já falamos de NY Eu te Amo aqui, vc viu?

PS2: Dizem que os próximos lançamentos serão: Shanghai, I Love You e Rio, Eu Te Amo.

PS3: Para não esquecer –  Walter Salles e Daniela Thomas foram os responsáveis por Loin du 16e.

PS4: Eu tenho a impressão que eu não ‘captei’ Paris.

PS5: A trilha também é uma delícia. E Meme Histoire é a minha preferida.