Questão de Tempo por Melhor Lembrete

Film Title: About Time

Esse post é feito para 2 perfis de cinéfilos: os que já viram esse filme e os que não assistiram. Se você está nesse último grupo…

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O que você está esperando?

Esse filme não é mais um clichê sobre viagens no tempo. Esse filme é uma lição de vida!!!

Ok, tem alguns elementos conhecidos de comédias românticas: o mocinho (o Weasley Domhnall Gleeson) que conhece a mocinha (Rachel McAdams, a namoradinha da América) e embarca em um romance repleto de trapalhadas e reviravoltas. Só que tem a ironia britânica, tem Londres e tem, principalmente, o inesperado, que é a forma da vida nos mostrar que, por mais que a gente tente, nosso poder de controle é muito pequeno. Até para quem tem poderes especiais!

Se você está no primeiro grupo, você certamente foi deliciosamente surpreendido. E quando a sua rotina é tomada por mais perguntas que respostas, entremeadas por lágrimas e sofrimento, o filme de Richard Curtis é um bom lembrete de como seguir com a sua extraordiária, comum vida, mesmo de ponta cabeça.

“E, então, eu acho que eu aprendi a lição final das minhas viagens no tempo e até fui um passo além do que o meu pai fez:

A verdade é que agora eu não viajo mais, nem mesmo por um dia. Eu apenas tento viver cada dia como se eu deliberadamente voltasse a ele, para apreciá-lo, como se fosse o último dia da minha extraordinária, comum vida.

 Estamos todos viajando através do tempo juntos, todos os dias de nossas vidas. Tudo o que podemos fazer é dar o nosso melhor para saborear este passeio notável”

PS1: Se você também é apaixonado por esse filme, não perca esse tumblr.

PS2: Não é uma crítica, mas vocês não acham que Bill Nighy interpreta sempre ele mesmo nos filmes? 

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PS3: Esse é o terceiro filme de Rachel em que o mote é viagem no tempo. Os outros são  Te Amarei para Sempre e Meia-Noite em Paris

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GAROTO OS INDICADOS: Mark Ruffalo na premiere de Os Vingadores

Quem acompanha esse blog sabe que sou eternamente-forever-and-ever apaixonada pelo Robert Downey Jr, o #1.  No entanto, Mark Ruffalo não passou despercebido na premiere de Os Vingadores. Salve o Hulk!

PS: Veja mais fotos da pre-estreia em Londres aqui.

OS INDICADOS VIAJA: Londres

Há muitas versões, mas a Londres do teatro é certamente uma das mais conhecidas. O roteiro é extenso. Os musicais são os mais disputados — dos tradicionais, como O Fantasma da Ópera, a recentes blockbusters, como Wicked e Billy Elliot. Engana-se quem pensa que todos foram importados da Broadway. Alguns nasceram ali, como  Mudança de Hábito, e sua divina protagonista Patina Miller, que depois de uma temporada arrasadora no Reino Unido foi escalada pelo Tim Sam para encantar os americanos e os turistas de Manhattan.

Na terra de Shakespeare, é claro, drama não falta.  No Shakespeare Globe Theatre, você viaja no tempo ou, para os cinéfilos, sente-se em uma cena de Shakespeare in Love.


Mas, acima de tudo, há belas produções com artistas consagrados, oportunidade única para ver de perto aquele ator ou atriz que tanto gosta.

Em setembro passado, eu tive a chance de ver Ralph Fiennes em A Tempestade (The Tempest), peça de Shakespeare. Enquanto a crítica não dava mole para Ralph ( “It’s always good to see a bit of Shakespeare invading the West End of trashy musicals, but here the West End invaded Shakespeare”, cravou o  Sunday Times ), meros espectadores perdiam-se na história de Próspero, um feiticeiro, com o perfeito (e audível) sotaque inglês de Ralph.

Quem também estava em cartaz em Londres, e com ingressos superdisputados, era Jude Law com o drama Anna Christie. Essa é a segunda vez, aliás, que esbarro em Jude. Há dois anos, era ele quem encenava Shakespeare na capital inglesa.

Outro ingresso disputado foi o de Richard III,  mais uma parceria entre o americano Kevin Spacey  e o inglês Sam Mendes. Com dois meses de antecedência, já não havia mais ingressos disponíveis.

Logo depois que deixei a cidade, uma das minhas atrizes favoritas preparava-se para subir ao palco. A elegantíssima Vanessa Redgrave assumiu o papel de Daisy Wertham em Conduzindo Miss Daisy. Sua atuação, bem como a de James Earl Jones, vem sendo elogiadíssima.

Atualmente, Thandie Newton faz Death and Maiden no Harold Pinter Theatre. E, a partir do dia 09/11, Michael Sheen faz Hamlet no Young Vic.

   

E não pense você que a rotina deles é fácil, não. Eu até me surpreendi. Ainda que em curta temporada, essas estrelas, acostumadas a embolsar milhões em um único filme, sobem ao  palco de segunda a sábado, sendo que em alguns dias a jornada é dupla. Haja fôlego e amor à arte!!

DICA

Vai para Londes?  Então, anote essas duas dicas:

1) entre no site Official London Theatre e mapeie os espetáculos que gostaria de ver.

2) Para alguns é recomendável comprar com antecedência, pela internet mesmo. Para os demais, vá até a estação Leicester Square e adquira ali mesmo, em uma das box office. Subindo as escadas você encontra mais opções, sempre com preços mais em conta. É possível também comprar no próprio teatro. Para The Tempest, por exemplo, eu comprei com 3 dias de antecedência, na bilheteria, por 35 euros. E posso garantir: Shakespeare e Fiennes valem muito mais que isso.

Billy Elliot por Melhor Paixão

Billy Elliot sempre foi para mim o filme do garotinho que troca as luvas de boxe pela sapatilha.  A cena que me vinha à cabeça era sempre a do pequeno Jamie Bell tentando aprender os movimentos, principalmente as piruetas.

Recentemente, tive a oportunidade de assistir ao musical, que ganhou 10 Tonys, o Oscar do teatro (leia notícia completa aqui). E o espetáculo é divino, principalmente na cena, se não me engano no fim do primeiro ato, em que Billy se imagina um bailarino profissional.

Nessa hora, os movimentos do garotinho são repetidos com excelência por um Billy adulto e ao som de…Tchaikovsky, claro!

Juro, ao vivo, é de chorar. Muito emocionante! Muito lindo! Essa é, aliás, uma das poucas cenas criadas especialmente para o musical, que me lembrou outro momento memorável –  aquele em que o garoto de apenas 11 anos descreve o que a dança significa para ele.

Don’t know. Sorta feels good. Sorta stiff and that, but once I get going… then I like, forget everything. And… sorta disappear. Sorta disappear. Like I feel a change in my whole body. And I’ve got this fire in my body. I’m just there. Flyin’ like a bird. Like electricity. Yeah, like electricity.

PS: A foto que ilustra esse post é minha. Trata-se da fachada do Teatro Victoria Palace, onde Billy Elliot está em cartaz em Londres.

PS2: Quem aí lembrava que a Julie Walters, ou Molly Weasley, era a professora de balé?

PS3: No Oscar de 2001, Billy Elliot recebeu três indicações: melhor atriz coadjuvante, melhor diretor e melhor roteiro. Não venceu em nenhuma categoria.

PS4: Jamie Bell interpreta John Rivers em Jane Eyre, filme comentado nesse post. Ele é o protagonista de As Aventuras de Tintim, cuja estreia está prevista para 21 de dezembro.

WishList: Europa de Cinema

Para a série livros-que-eu-gostaria-de-ter-escrito, incluí o guia Europa de Cinema, escrito por Vicente Frare.

O livro se propõe  a “transformar as cenas do cinema em experiências reais na sua próxima viagem à Europa”. Indica, portanto, locais de conhecidos filmes rodados em Berlim, Londres, Madri, Paris e Roma, a cidade mais linda do mundo.

É craaaaro que eu já pincei algumas dicas. 

1. Em Berlim

    

Fãs de Lola Corra Lola não vão encontrar o Deutsche Transfer Bank, onde o pai da protagonista trabalhava. Ele foi montado, somente para as filmagens, no edifício do luxuoso Hotel de Rome, localizado na Bebelplatz, praça onde os nazistas queimaram milhares de livros. Para lembrar o episódio, aliás, há uma intervenção na calçada: prateleiras de livros vazias.

A Supremacia Bourne foi outro filme que criou um cenário fictício.

          

O histórico edifício Haus Cumberland, na Kurfurstendamm 193, deu lugar ao Hotel Brecker, um dos locais em que Bourne é perseguido.

2. Em Londres

      

Para as Bridget Jones de plantão o/, a casa da inglesa mais famosa do mundo fica na margem sul do Tamisa, perto do Tate Modern. “Fica fácil de encontrar o edifício por causa do pub The Globe, que fica na entrada. Há um mercado de alimentos soberbo a duas quadras da casa de Bridget, chamado de Borough Market”, entrega Frare.

        

Para os fãs de Julia Roberts e Hugh Grant, boas notícias. A livraria de William realmente existe – The Travel Bookshop (13-15 Blenheim Crescent – W11).  O restaurante onde o casal escuta obscenidades (ui!) é o Nobu e a cena do casamento foi filmada nos jardins do hotel-butique Hempel.

3. Em Madri

          

Madri respira Almodóvar ou Almodóvar respira Madri? De qualquer forma, a Puerta de Alcalá, que aparece em Carne Trêmula, é a porta de entrada do bairro de Salamanca, “recheado de lojas e restaurantes exclusivos. A Calle Serrano é um dos enderços mais exclusivos de Madri“, conta o autor.

    

Quem também mora na Puerta de Alcalá é o casal  Elsa e Fred. A dupla, aliás, revela um roteiro gastronômico:  jantar no Restaurante Goya, do Hotel Ritz Madrid, e uma passadinha Chocolatería San Ginés para adoçar a boca. Que tal?

4. Em Paris

          

O restaurante em que Isabel, de À Francesa,  janta com seu amante é o Restaurante Georges, localizado no topo do Museu Centre Georges Pompidou.

O charmoso apartamento de Céline em Antes do Pôr do Sol fica na l’Étoile d’Or, na rua do Fbourg St Etoine, no 11º arrondisement, perto da Bastilha.

     

Falando em moradia, ao contrário do filme, o Julia Child viveu no número 81, e não 10, da Rue de l’Université, próximo a Assembleia Nacional.

5. Em Roma

       

O restaurante em que Liz – protagonista de Comer, Rezar, Amar – reúne-se com amigos para discutir qual palavra representa cada cidade é o Ristorante Santa Lucia, atrás da Piazza Navona.

       

A cena final de A Doce Vida foi gravada na praia de Fregene, nos arredores do aeroporto Fiumicino.

         

A casa do jornalista de A Princesa e O Plebeu fica na Via Margutta 51.”A rua, entre a Piazza di Spagna e a Piazza Del Popolo, é um reduto de artistas, com várias galerias de arte. Fellini também morava ali. Há dois hotéis que ficam ao lado da casa do filme“, explica Frare.

Gostou? 

Então corra pra livraria.

Serviço:

Europa de Cinema.

Vicente Frare, Editora Pulp.

Frame: Sherlock Holmes 2

Sim, o #1 está de volta, novamente ao lado de Jude Law e com Guy Ritchie na direção. Veja o trailer que acabou de ser lançado:

Sherlock Holmes: A Game of Shadows deve ser lançado em 16/12.

Frame: Mamma Mia!

Este blog teve a honra de ser convidado para uma pré-estreia de Mamma Mia!, um musical que, cá entre nós, conheço muito bem.

Além de ter assistido a inúmeras vezes a versão de Meryl Streep,

também vi o espetáculo em Londres em 2009,  20 anos após a estreia.

Por isso, confesso que estava com um pouco de  medo da versão brasileira, mesmo conhecendo a expertise da T4F em importar e produzir aclamadas peças  da Broadway.

Bobagem, minha gente!!

Mesmo com músicas em português (o bis é em inglês), o espetáculo é MUITO divertido.   Kiara Sasso e Saulo Vasconcellos não decepcionam nem um pouco nos papéis de Donna e Sam Carmichael, respectivamente.

Rachel Ripani (ótima surpresa!) e Andrezza Massei fazem as amigas de Donna e também não ficam devendo às parcerias de Meryl (e olha que uma delas era a fabulosa Christine Baranski).

Te dou uma dica?

Se você gosta de Abba ou simplesmente quer se divertir, Mamma Mia! é aposta certa!

PS1: O espetáculo no Teatro Abril estreia no próximo dia 11/11.

PS2:   Já falamos sobre Mamma Mia! aqui.

PS3: Quem gosta de Abba também TEM que assistir essa cena de O Casamento de Muriel.

PS4: Leia mais sobre o espetáculo aqui.