Máfia no Divã por Melhor Networking

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Este espaço não virou um blog de gestão, mas nós reconhecemos que fazer amigos e influenciar pessoas é uma arma poderosíssima. Você pode conseguir aquela tão sonhada promoção, um novo emprego ou ainda um show do Tony Bennett no seu quintal.

 

PS: Máfia no Divã é um filme de 1999, no qual o psiquiatra Dr. Ben Sobel (Billy Cristal) é obrigado, literalmente, a tratar o mafioso canastrão Paul Vitti (Bob De Niro).

PS2: O filme faz alusão a O Poderoso Chefão na cena em que Vitti diz que sonhou que era alvejado por gângsters enquanto comprava frutas. 🙂

 

Frame: Boardwalk Empire

 

Eu já falei aqui sobre o casamento TV + cinema. Alguns filmes feitos para a TV até já ganharam indicações (exemplos aqui e aqui). Os leitores desse blog e/ou seguidores do twitter já devem ter notado também que eu adoro séries.

Logo, fiquei muito entusiasmada quando a HBO me convidou para o lançamento de Boardwalk Empire, que estreia hoje às 22h.  O canal vem investindo (e surpreendendo) em  bons roteiros, produções  e nomes de peso, que, se não roubam a cena, já começam a causar inveja em Hollywood. 

 Spielberg e Tom Hanks foram os primeiros e, ao que tudo indica, estão empolgados com a parceria.

       

Claire Danes e Al Pacino também não tem do que reclamar.

   

 E agora Martin Scorsese quem é se rende ao clube HBO.

 

Em  Boardwalk Empire – O Império do Contrabando, ele recria os Estados Unidos da década de 20, logo após a 1ª Guerra Mundial e em plena Lei Seca. E é na figura do carismático Nucky  Thompson que ele encontra a oportunidade ideal  para apresentar, mais uma vez, o curioso e sedutor (sub)mundo da máfia.

Quem interpreta o político e líder do contrabando de bebidas é  Steve Buscemi. Mas o elenco conta ainda com Michael Pitt, Stephen Graham e Michael Shannon.

     

Por trás de toda essa galera,  estão Terence Winter e Mark Wahlberg, respectivamente criador e produtor da série.

 Tá bom ou quer mais?

PS1: Boardwalk Empire – O Império do Contrabando foi visto por 4,8 milhões de pessoas em sua estreia nos EUA.  É o piloto mais visto da HBO.

PS2: Luiz Carlos Merten revela que um dos segredos da HBO está na liberdade dada aos responsáveis pelas produções. “O próprio diretor de alguma forma repetiu seu colega Mike Nichols ao dizer que, na HBO, se faz hoje o cinema mais livre da América. Em Hollywood, os executivos dos estúdios controlam cada centímetro de tela e um autor tem de brigar tanto com eles que nem tem tempo para se dedicar aos projeto como deveria. Na HBO, definido e aprovado o orçamento, a carta é branca e o corte, final“. Leia a crítica completa no Estadão.

PS3: Ana Maria Bahiana, que já viu (mais de) seis dos 13 episódios da série, cravou em seu blog que  BE é, como Sopranos, um trabalho que vai estabelecer um novo padrão para a produção em TV“.  Recomendo o post.

PS3: A série dividiu a crítica americana. Caiu nas graças do LA Times, mas foi detonada pela New Yorker, que  pegou pesado com o elenco – principalmente, Buscemi. Cravou ainda “Boardwalk Empire should be much more fun to watch“. Ouch! (leia mais aqui).

PS4: Eu vou ver hoje e vc?

Wishlist: Marilyn e JFK

É claro que todo mundo já ouviu falar que JFK e Marilyn eram amantes, mas é muito mais fácil recordar a adorável família americana com um triste e precoce fim.

São tantas as fotos da elegante Jackie O, …

… a clássica imagem do John-John com o pai no Salão Oval,…

…e a história do presidente, esperança de um país, brutalmente assassinado, que a lavagem cerebral é completamente normal.

Ah, tem também o filme de Oliver Stone, lançado em 1991 com Kevin Costner e Gary Oldman no elenco.

A parte mais sórdida da história está em Marilyn e JFK, de François Forestier.  “Baseado em entrevistas com figuras da época e em fatos verídicos, o livro revela a paixão da musa e desmistifica a aura de bom moço do presidente americano”.  Foram dez anos de relacionamento acompanhados por vários figurões, incluindo Frank Blue-Eyes Sinatra, a máfia, a CIA e a KGB.

Ficou curioso?

Então olha só o trecho que narra um dos episódios mais conhecidos do mundo:

“- Faça um vestido que somente Marilyn ouse usar.

O criador desenha um sonho: um vestido feito com um tecido tão leve que parece transparente, uma nuvem de seda. O tecido foi especialmente confeccionado para a ocasião e, vestindo Marilyn, Jean-Louis confirma:

– Suponho que a senhora estará nua.

– Inteiramente!

Foi preciso sobrepor vinte camadas de seda nos seios e entre as pernas, para evitar a transparência, e 6 mil pedras do Reno foram semeadas por todo o tecido, fazendo o vestido cintilar. Durante sete dias seguidos, 18 costureiras trabalharam nele: impossível vesti-lo. Precisou ser costurado na estrela. Literalmente: moldado em Marilyn. (…) O traje custou 12 mil dólares, ou seja, oito vezes mais em dólares do século XXI. Em 1999, em leilão da Christie’s, atingiu a soma de um milhão de dólares.

Há alguns dias Marilyn sabe que vai cantar na festa de aniversário do Presidente. Entraria no final de um show extraordinário, e ela tem consciência do que está sendo insinuado: é ela o presente de JFK. A anti-Jackie. Tudo faria, entrão, para ser o quea primeira-dama não é:provocante, sexy, engraçada. Richard Adler, o organizador do evento, pede que Marilyn ensaie uma cançoneta, um Happy Birthday divertido. Ela se põe a trabalhar com Hank Jones, um pianista conhecido. (…) Ao ouvir a versão de Feliz Aniversário de Marilyn, os dois homens se desesperam. É, pura e simplesmente, uma canção de striptease, um convite lúbrico, uma melodia lasciva, mais adequada para o Crazy Horse Saloon de Paris.

Adler, que nada sabe da ligação entre o Presidente e a estrela, telefona diretamente a JFK:

– Será uma catástrofe, senhor Presidente.

– Não se preocupe.

Mass Adler já previu uma substituta. Shirley MacLaine está à disposição, apesar de reticente.

(…)

No dia seguinte, Marilyn chega antes da hora e se tranca no camarim. Seu novo cabeleireiro, Mickey Song, e as costureiras se põem a trabalhar. Enquanto o primeiro dá um movimento inédito aos cabelos da cliente, as demais preparam o vestido, o famoso vestido. (…) Carregada por braços fortes, incapaz de andar com o vestido ultracolante, Marilyn é levada aos bastidores como um pacote frágil. Peter Lawford, Mister Lealdade, preocpado, repete pela vigésima vez:

– E agora, senhor Presidente, senhoras e senhores, ….Marilyn!!!

Nada acontece. Pois, atrás das cortinas, o vestido havia estourado. “Todo mundo pôde ver que ela não tinha nada embaixo”, lembrou-se um dos atores presentes. Então, volta ao camarim. (…)

– Senhor Presidente, na história do espetáculo, mulher alguma jamais teve tanta importância, fez tanto….Senhor Presidente, aqui conosco a loura que tem um efeito de bomba-relógio, Marilyn Monroe!

Um projetor único banha Marilyn com seu facho. A sala explode. Com passos minúsculos, como uma gueixa, sorrindo, em transe, a estrela se aproxima. Diante do microfone, livra-se da estola de arminho e, sozinha, entoa a importal versão de Happy Birthday, nom meio de um silêncio religioso. Os 15 mil democratas estão apralisados de surpresa. Dorothy Kilgallen expolicaria em sua crônica:

“É como se ela fizesse amor com o Presidente, diante de 40 milhões de telescpectadores”.

Não imaginava o quanto era exato o que dizia. Pois enquanto Marilyn sussurrava “Happy Birthday, Mister President….”, iluminada pelo facho de luz de um projetor, os ascensoristas e artistas nos bastidores vêem… o vestido estourar”

PS1: Mais trechos do livro no site da Veja.

PS2: Joe diMaggio, ídolo dobaseball, ex-marido e eterno apaixonado por Marilyn, morreu em 08/03/1999, 37 anos depois da amada. Reza a lenda que suas últimas palavras foram: “Agora vou encontrar Marilyn”.