OS INDICADOS VIAJA: Londres

Há muitas versões, mas a Londres do teatro é certamente uma das mais conhecidas. O roteiro é extenso. Os musicais são os mais disputados — dos tradicionais, como O Fantasma da Ópera, a recentes blockbusters, como Wicked e Billy Elliot. Engana-se quem pensa que todos foram importados da Broadway. Alguns nasceram ali, como  Mudança de Hábito, e sua divina protagonista Patina Miller, que depois de uma temporada arrasadora no Reino Unido foi escalada pelo Tim Sam para encantar os americanos e os turistas de Manhattan.

Na terra de Shakespeare, é claro, drama não falta.  No Shakespeare Globe Theatre, você viaja no tempo ou, para os cinéfilos, sente-se em uma cena de Shakespeare in Love.


Mas, acima de tudo, há belas produções com artistas consagrados, oportunidade única para ver de perto aquele ator ou atriz que tanto gosta.

Em setembro passado, eu tive a chance de ver Ralph Fiennes em A Tempestade (The Tempest), peça de Shakespeare. Enquanto a crítica não dava mole para Ralph ( “It’s always good to see a bit of Shakespeare invading the West End of trashy musicals, but here the West End invaded Shakespeare”, cravou o  Sunday Times ), meros espectadores perdiam-se na história de Próspero, um feiticeiro, com o perfeito (e audível) sotaque inglês de Ralph.

Quem também estava em cartaz em Londres, e com ingressos superdisputados, era Jude Law com o drama Anna Christie. Essa é a segunda vez, aliás, que esbarro em Jude. Há dois anos, era ele quem encenava Shakespeare na capital inglesa.

Outro ingresso disputado foi o de Richard III,  mais uma parceria entre o americano Kevin Spacey  e o inglês Sam Mendes. Com dois meses de antecedência, já não havia mais ingressos disponíveis.

Logo depois que deixei a cidade, uma das minhas atrizes favoritas preparava-se para subir ao palco. A elegantíssima Vanessa Redgrave assumiu o papel de Daisy Wertham em Conduzindo Miss Daisy. Sua atuação, bem como a de James Earl Jones, vem sendo elogiadíssima.

Atualmente, Thandie Newton faz Death and Maiden no Harold Pinter Theatre. E, a partir do dia 09/11, Michael Sheen faz Hamlet no Young Vic.

   

E não pense você que a rotina deles é fácil, não. Eu até me surpreendi. Ainda que em curta temporada, essas estrelas, acostumadas a embolsar milhões em um único filme, sobem ao  palco de segunda a sábado, sendo que em alguns dias a jornada é dupla. Haja fôlego e amor à arte!!

DICA

Vai para Londes?  Então, anote essas duas dicas:

1) entre no site Official London Theatre e mapeie os espetáculos que gostaria de ver.

2) Para alguns é recomendável comprar com antecedência, pela internet mesmo. Para os demais, vá até a estação Leicester Square e adquira ali mesmo, em uma das box office. Subindo as escadas você encontra mais opções, sempre com preços mais em conta. É possível também comprar no próprio teatro. Para The Tempest, por exemplo, eu comprei com 3 dias de antecedência, na bilheteria, por 35 euros. E posso garantir: Shakespeare e Fiennes valem muito mais que isso.

Anúncios

Gerard Butler por Melhor Ator

Eu sei o que você está pensando: eu enlouqueci e estou baixando o nível.

Não, não, eu juro que não é isso, minha gente!! Vocês  já sabem que uma das “razões de viver” desse blog é corrigir injustiças. E hoje, num momento totalmente altruísta (e modesto), eu resolvi corrigir uma injustiça minha.

É isso mesmo. Há anos eu falo mal do Gerard Butler. Para mim, ele havia sido o Rei Leônidas e ponto.

Era ator de um papel só e não se dava conta disso.  Pior: estava acabado e tinha embagulhado (é isso mesmo, garotos! nós também usamos essa palavra!!).

Não me culpem!

Poxa, ele vivia envolvido em uma série de boatos, que incluiam até a Gloria Maria, e…

… foi completamente engolido pelo Jeffrey Dean Morgan aka Danny em PS Eu te amo (Ou você vai negar que pensou que o Gerry serviu pelo menos para apresentar a Holly para o talentoso William?)   

A partir daí, eu passei a ignorar todos os filmes dele – até os trailers me davam preguiça e eram utilizados para corroborar a minha tese.

Isso mudou em meados de 2009, quando, num momento de fraqueza, eu concordei em ver Código de Conduta. E juro que não foi a cena abaixo que me convenceu…

… de que o cara é bom.

Código de Conduta é um daqueles thrillers que você mal consegue respirar.

Ainda assim, eu achava que podia ser influência do Jamie Foxx e, por isso, eu aluguei no último fim de semana A Verdade Nua e Crua, que eu tinha me recusado a ver no cinema.

Posso falar?

O filme vale por ele.

É isso mesmoque você ouviu. Eu adoro a Katherine Heigl e ela tem o seu momento no filme,

mas, ainda assim, é a Izzie em todo e qualquer papel (convenhamos, gente, no Grey’s Anatomy, ela já fez papel de deprimida, doente, boba, sedutora, bacaninha…).

Mas o Mr Butler…

3 sílabas: OH-LA-LA!

PS1: Gerard Butler participou do Globo de Ouro, ao lado de Jennifer Aniston.

 PS2: Eles estão juntos em The Bounty.

PS3: Eu fiquei nude quando descobri que Gerard era o personagem principal na versão de Joel Schumacher para O Fantasma da Ópera.

PS4: Segundo O Globo (via Ego), ele passará o carnaval no Rio (Por favor, não me envergonha, Gehard. Não dê uma de JCVan Damme. Não me faça retirar todos os elogios).

PS5: Também empresta sua voz para um viking da nova animação da Dreamworks, Como Treinar o Seu Dragão.

PS6: De acordo com o Terra, estaria ainda disposto a torcer pelo Brasil na Copa da África do Sul. Simpaticão, vai? 

Taí. Gerard Butler – Melhor Ator.