Frame: As novas versões de Anna Karenina e Grandes Esperanças

Preparem-se, fãs dos clássicos da literatura!!

O mundo cinematográfico promete novas e interessantes versões de Anna Karenina, de Liev Tolstói, e Grandes Esperanças, de Charles Dickens.

O primeiro traz Keira KnightleyJude LawMatthew Macfadyen (o Mr Darcy da versão de 2005 de Orgulho e Preconceito), a chiquérrima Olivia Williams e Emily Watson. A direção é de Joe Wright, que assina a versão já comentada do clássico de Jane Austen, além de Desejo e Reparação e O Solista.

 

Grandes Esperanças terá Helena Bonham Carter e Ralph Fiennes em roteiro adaptado por David Nicholls (de Um Dia) e direção de Mike Newell, de Quatro Casamentos e Um Funeral e Donnie Brasco.

 

 

PS: Segundo o imdb, há mais de 20 versões do clássico de Tolstói, sendo que o primeiro data de 1910.

PS2: Grandes Esperanças tem menos versões, mas uma bem popular, de 1998, com Ethan HawkeGwyneth PaltrowAnne Bancroft e Bob De Niro

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OS INDICADOS VIAJA: Bruges

Para muitos, Bruges é considerada a Veneza belga; para outros, é uma extensão da Holanda. A encantadora cidade de apenas 110 mil habitantes é cortada por canais e possui uma arquitetura bem semelhante à de Amsterdã, com construções bem conservadas do século XV, de tijolos aparentes, janelas amplas e aquele tradicional telhado. Tudo isso faz da cidade o cenário perfeito para um bom filme, certo?

E é durante um passeio de barco pelos canais que você descobre os locais que abrigaram algumas produções. É o caso da casa branca aí de cima, que virou hospital em Uma Cruz à Beira do Abismo.

 

Baseado em fatos reais, o filme de 1959 mostra a trajetória da Irmã Luke – da entrada no convento às experiências em meio a II Guerra Mundial. Destaque para a presença de Audrey Hepburn, indicada ao Oscar naquele daquele ano pela atuação. Para o NYT, “In the role of the nun, Miss Hepburn is fluent and luminous. From her eyes and her eloquent expressions emerge a character that is warm and involved”.

 

Mais recente, Na Mira do Chefe também foi indicado ao Oscar pelo seu roteiro. É uma boa opção para quem pensa em visitar a cidade, pois os protagonistas, interpretados por Colin Farrell e Ralph Fiennes, visitam os principais pontos turísticos da cidade. E é no hotel abaixo, às margens de um canal cheio de cisnes, que a maioria das cenas foram gravadas.

E atenção: Bruges não recebeu o título de capital europeia de cultura à toa. A cidadezinha medieval abriga a única escultura de Michelangelo fora da Itália. Feita de mámore branco e datada de 1504, a Madonna e a Criança (Madonna and The Child) pode ser apreciada na Igreja de Nossa Senhora (Church of Our Lady; Onze-Lieve-Vrouwekerk), que ocupa uma posição bem central e pode ser vista de vários ângulos, inclusive durante o passeio de barco pelo canal.

Imperdível!

 

OS INDICADOS VIAJA: Londres

Há muitas versões, mas a Londres do teatro é certamente uma das mais conhecidas. O roteiro é extenso. Os musicais são os mais disputados — dos tradicionais, como O Fantasma da Ópera, a recentes blockbusters, como Wicked e Billy Elliot. Engana-se quem pensa que todos foram importados da Broadway. Alguns nasceram ali, como  Mudança de Hábito, e sua divina protagonista Patina Miller, que depois de uma temporada arrasadora no Reino Unido foi escalada pelo Tim Sam para encantar os americanos e os turistas de Manhattan.

Na terra de Shakespeare, é claro, drama não falta.  No Shakespeare Globe Theatre, você viaja no tempo ou, para os cinéfilos, sente-se em uma cena de Shakespeare in Love.


Mas, acima de tudo, há belas produções com artistas consagrados, oportunidade única para ver de perto aquele ator ou atriz que tanto gosta.

Em setembro passado, eu tive a chance de ver Ralph Fiennes em A Tempestade (The Tempest), peça de Shakespeare. Enquanto a crítica não dava mole para Ralph ( “It’s always good to see a bit of Shakespeare invading the West End of trashy musicals, but here the West End invaded Shakespeare”, cravou o  Sunday Times ), meros espectadores perdiam-se na história de Próspero, um feiticeiro, com o perfeito (e audível) sotaque inglês de Ralph.

Quem também estava em cartaz em Londres, e com ingressos superdisputados, era Jude Law com o drama Anna Christie. Essa é a segunda vez, aliás, que esbarro em Jude. Há dois anos, era ele quem encenava Shakespeare na capital inglesa.

Outro ingresso disputado foi o de Richard III,  mais uma parceria entre o americano Kevin Spacey  e o inglês Sam Mendes. Com dois meses de antecedência, já não havia mais ingressos disponíveis.

Logo depois que deixei a cidade, uma das minhas atrizes favoritas preparava-se para subir ao palco. A elegantíssima Vanessa Redgrave assumiu o papel de Daisy Wertham em Conduzindo Miss Daisy. Sua atuação, bem como a de James Earl Jones, vem sendo elogiadíssima.

Atualmente, Thandie Newton faz Death and Maiden no Harold Pinter Theatre. E, a partir do dia 09/11, Michael Sheen faz Hamlet no Young Vic.

   

E não pense você que a rotina deles é fácil, não. Eu até me surpreendi. Ainda que em curta temporada, essas estrelas, acostumadas a embolsar milhões em um único filme, sobem ao  palco de segunda a sábado, sendo que em alguns dias a jornada é dupla. Haja fôlego e amor à arte!!

DICA

Vai para Londes?  Então, anote essas duas dicas:

1) entre no site Official London Theatre e mapeie os espetáculos que gostaria de ver.

2) Para alguns é recomendável comprar com antecedência, pela internet mesmo. Para os demais, vá até a estação Leicester Square e adquira ali mesmo, em uma das box office. Subindo as escadas você encontra mais opções, sempre com preços mais em conta. É possível também comprar no próprio teatro. Para The Tempest, por exemplo, eu comprei com 3 dias de antecedência, na bilheteria, por 35 euros. E posso garantir: Shakespeare e Fiennes valem muito mais que isso.

Frame: 20 filmes para ficar de olho

20. Tudo Pelo Poder

Sem estrear, The Ides of March, ou Tudo pelo Poder, já ganhou indicação nesse blog (veja aqui). Os cinéfilos também  apostam que Ryan e George estão garantidos na corrida pelo Oscar. Sorte de que quem pode aproveitar a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e não precisa segurar a ansiedade até a estreia oficial.

19. Os Vingadores

Nem precisa explicar, certo?

18.  J. Edgard

Será que é dessa vez, Leo?

17. Um Dia

Só um aviso: leia antes o livro de David Nicholls.

16. A Dangerous Method

Que trio! Viggo, Fassbender e Keira são, respectivamente, Sigmund Freud, Carl Jung e Sabina Spielrein.

15. Coriolanus

A estreia de Ralph Fiennes como diretor.  E repare no elenco.

14.  Albert Nobbs

Para aqueles que achavam que Glenn Close estava esquecida em Damages

13. The Rum Diary

Sem desmerecer a dobradinha com Tim Burton ou Jack Sparrow, é bom ver  Johnny Depp em um papel contemporâneo – ainda mais, ao lado de Aaron Eckhart, Richard Jenkins e Giovanni Ribisi.

12.  My Week With Marilyn

Nem que seja só para criticar a Michelle Williams.

11. War Horse

A peça de teatro é bem famosa. O filme, produzido por Spielberg, promete ser tão emocionante quanto.

10. The Descendants

Oh, George…

9. Warriors

Este filme colocou Tom Hardy no radar dos críticos e ainda ressuscitou Nick Nolte.

8. Margin Call

Kevin Spacey, Stanley Tucci, Paul Bettany, Jeremy Irons…você precisa de mais algum motivo?

7.  Drive

Porque  Ryan Gosling é o cara!

6. Martha Marcy May Marlene

Esqueça as gêmeas Olsen. Quem brilha na família agora é Elizabeth Olsen.

5. O Abrigo

Depois de Revolutionary Road, Michael Shannon interpreta mais um excêntrico ou lunático. A atuação dele e de Jessica Chastain, de A Árvore da Vida, têm sido bem elogiada.

4. 50/50

Fofiiiiinho…

3. Amanhecer Parte 1

Quem eu estou querendo enganar?

2. Shame

Boa repercussão e um colírio, né?

1. Tinker Taylor Soldier Spy

Oh, be Sirius…é o Gary Oldman.

Camelot por Melhor Surpresa

Sei que ando pisando na bola. Não mereço nenhum donut pela ausência nas últimas semanas. Não posso prometer que isso não vai se repetir. Juro solenemente, porém, trazer algumas novidades. Uma delas é Camelot, comentado em um post de março desse ano.

A crítica americana foi bem dura – tanto é que não terá uma segunda temporada. Eu, particularmente, gostei. Pode ser a minha pre disposição à cultura britânica ou então o enredo repleto de traições, mistérios, lutas e paixão.

 

E teve até surpresa!

Acho que, em CamelotJoseph Fiennes teve sua melhor atuação. Sempre tão canastrão, o irmão do meu marido não fez por merecer um Globo de Ouro, mas mostrou, como Merlin, um lado sinistro e umas feições nunca antes vistas.

A cena abaixo explica como a famosa Excalibur surgiu na vida de Arthur.

 

Aposto que quem o viu em Shakespeare in Love ou Elizabeth entende o que quero dizer.

 

PS1: Eva Green, vou admitir, também estava bem e linda. O ponto fraco é mesmo o protagonista. Jamie Campbell Bower não faz jus à Arthur. É, no máximo, um rostinho bonito, com participações que ninguém lembra em blockbusters como Harry Potter e Crepúsculo. No primeiro, ele foi Gellert Grindelwald; no segundo, ele é Caius, um Volturi.

   

 

PS2: Talvez o principal papel da vida dele seja mesmo ser o noivo de Bonnie Wright, a Ginny Weasley.

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 por Melhor Lição e Melhor Retorno

Para mim, a principal qualidade de Harry Potter é a lealdade – não só aos amigos Hermione e Ron mas também a Dumbledore.

No filme, seja com o finado Richard Harris ou com Michael Gambon, o Headmaster de Hogwarts sempre chamou a  atenção pelas suas habilidades mas também pelas suas tiradas sábias e, muitas vezes, também cômicas.

No último episódio da saga não poderia ser diferente. Na rápida participação, Dumbledore cravou:

Do not pity the dead, Harry. Pity the living and above all, those who live without love.

Aliás, a lealdade está em  praticamente todas as cenas de Harry Potter e As Relíquias da Morte.  O retorno de Harry a Hogwarts é uma das cenas mais emocionantes:

Se você ainda não viu, corre pro cinema. Harry Potter e As Relíquias da Morte – Parte 2 vale cada centavo de real.

OS INDICADOS OSCAR: O Paciente Inglês por Melhor Parte do Corpo

Dando continuidade ao projeto Os Indicados Oscar. Hoje a vez é do filme vencedor do prêmio em 1997: O Paciente Inglês.

Sinceramente, achei o filme um pouco chato e melodramático demais, além de looooooongo, ou seja, um filme mulherzinha. Mas merece nossa atenção e uma indicação, a de Melhor Parte do Corpo.

A parte do corpo de Katharine (Kristin Scott Thomas) preferida por seu amado amante Conde László  (Ralph Fiennes) é o inusitado ponto entre as clavículas, abaixo do pescoço.

O personagem de Ralph Fiennes passa várias cenas olhando para esse ponto da amada e a câmera convida o espectador a admirar e passear pela pele da atriz em um voyerismo compartilhado. A cena em que László exige a Katherine a posse por esse ponto  é linda e vocês podem conferir abaixo.

O filme ganhou mais 8 estatuetas no ano: Melhor Diretor (Anthony Minghella), Melhor Atriz Coadjuvante (Juliette Binoche), Melhor Direção de Arte (Stuart Craig e Stephanie McMillan), Melhor Fotografia (John Seale), Melhor Figurino (Ann Roth), Melhor Edição (Walter Murch), Melhor Trilha Sonora – Drama (Gabriel Yared) e Melhor Mixagem de Som (Walter Murch, Mark Berger, David Parker e Christopher Newman).

Abs,

@abelardobarbosa