A Doce Vida por Melhor Devaneio

Quem nunca sonhou em se perder pelas ruas de Roma, se refrescar na Fontana di Trevi e sensualizar com um tomara-que-caia para um italiano bonitão, hein?

 

PS: Repare no miau desesperado do gatinho. Esse gato não ia com a cara da Sylvia, não. #ProntoFalei

PS2: #Fato A cena acima foi inspirada em uma série de fotos de Pierluigi Praturlon publicada em um diário italiano em 1958. Nelas a própria Anita Ekberg se banhava na fonte.

PS3: Miss Suécia em 1950, Anita foi capa de revistas do mundo inteiro. Até da Playboy, em 1979.

PS4: Anita possui 81 anos e vive em um asilo próximo a Roma. A foto abaixo foi tirada em 2010 durante o festival de cinema italiano.

PS5: Vou falar mais de Fellini no post de amanhã. Preparem-se!

Anúncios

Frame: To Rome With Love

Após cinco filmes, Woody volta a atuar, ressuscita  Robertooo!!, escala uma seleção e, ainda assim, quem rouba a cena é Roma, a cidade mais linda do mundo.

PS1: To Rome With Love deve estear em junho no Brasil.

PS2: Mais Roma aqui e aqui.

Frame: 7ª Semana Pirelli de Cinema Italiano

Mamma Mia!

Depois da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, a Itália invade o Brasil com uma programação especial, com clássicos da era de ouro e o melhor da produção contemporânea dos fratellos.

7ª Semana Pirelli de Cinema Italiano tem o pontapé inicial hoje, mas a abertura oficial acontece somente na quarta, enquanto na sexta-feira, às vésperas do feriadão prolongado, começam as exibições para o grande público. Confuso? Bem, é a Itália, minha gente!

O que é importante você saber: são 24 obras, incluindo restaurações, na qual se inclui Roma de Fellini; e os contemporâneos, como Manuale d´amore 3

  

A programação completa você confere aqui e a grade de horários aqui.   

Andiamo, amore mio.

Meu País por Melhor Irmão

O que pode ser melhor que Rodrigão parlando italiano em Roma?  Ainda que válido, juro que não é esse o motivo dele ser o destaque desse post. 😛

Sensível, o nacional Meu País não explora a miséria, mas as relações em família. Começa com um Rodrigo antipático, fechado e quase canastrão, vindo da Itália, onde construiu sua vida, totalmente isolado do pai e do irmão.

Quando chega ao Brasil, toma contato com antigas lembranças e faz descobertas, como a existência da irmã doente mental,  personagem de Débora Falabella, que tem a sua melhor atuação em anos. E é ao longo desse imbróglio que André Ristum tira o melhor do Rodrigão.

Crítica: Comer Rezar Amar

Eu demorei para ver Comer Rezar Amar.  Estava ansiosa para ver Roma, para me encantar (de novo) com  Julia, para me surpreender com o Ryan Murphy, para babar pelo Javier Bardem… mas demorei porque não gosto de filas e também porque desanimei com a decepção de alguns amigos e familiares com o filme.

Comer Rezar Amar não é para qualquer um, assim como qualquer livro de auto-ajuda. Não é profundo e nem ter que ser.

Comer Rezar Amar é sobre uma experiência. Mais do que largar o emprego e o conforto para viajar o mundo , é a transformação,  olhar o mundo de outra forma, dar-se a oportunidade de enxergar beleza e vida em pequenas coisas, perdoar-se e ter coragem de viver tudo de novo.

Não é qualquer um que entende isso, que se conecta com isso. Eu mesma, quando li o livro, não me envolvi  tanto. Fixei-me em Roma, a minha cidade dos sonhos, a mais linda do mundo, a que transformou a minha vida. O Bel Far Niente, como destaca a didática conversa na barbearia.

No filme, o Rezar e o Amar tiveram outro significado para mim. Emocionei-me com a dolorosa busca pela paz interior. Chamou minha atenção o conselho de Richard: pense na pessoa, mande amor e luz e esqueça.

O romance tornou-se pequeno perto do medo de perder algo tão difícil de ser encontrado: o equilíbrio.  Javier Bardem só ganhou dinheiro e popularidade com esse filme, porque a cena em que chora, ao se despedir do filho, dá vergonha, assim como seu portunhol. E daí, né?  Se o mote é equilíbrio, a atuação (ou papel?) fraca é compensado pelo seu charme latino.  Um pouco de colírio nunca é demais nessa vida, certo? 😉

No mais, destaco Julia, mais linda do que nunca. Eu realmente acho que há algo em certas pessoas. Um carisma inexplicável. Julia é uma delas. Alguém consegue não reagir quando ela abre aquele sorrisão?

PS1:  O filme deixou de fora o trecho que eu mais gostei no livro. Veja aqui.

PS2: Lembrem-se:  “My Guru says that people universally tend to think that happiness is a stroke of luck, something that will maybe descend upon you like fine weather if you’re fortunate enough. But that’s not how happiness works. Happiness is the consequence of personal effort. You fight for it, strive for it, insist upon it, and sometimes even travel around the world looking for it”

O Voo do Dragão por Melhor Estalo, Melhor Careta e Melhor Encontro

Não importa se você é ligado ou não em artes marciais. Tenho 100% de certeza que você sabe quem é Bruce Lee, você sabe que ele é o mestre dos mestres e que, mesmo tendo se passado 37 anos após a sua morte, ninguém ainda foi capaz de superá-lo.

Talvez você não saiba que o Bruce:

1. também era o mestre dos estalos. E que estilo!!!! Além de uma flexibilidade invejável, ele estalava todo os ossos do corpo com um movimento sutil de força que ressaltava toda a sua musculatura.

2. fazia as MELHORES caretas durante as lutas: de não-tô-nem-aí, de perverso, de tá-difícil, tá-fácil, pega-essa…

3. teve em O voo do Dragão o melhor encontro de todos os seus filmes. Deu uma surra gos-to-sa no bobalhão do Chuck  Norris em pleno Coliseu, de Roma. Histórico!!!  

PS1: Sim, eu posso chamar o Bruce Lee de Bruce, porque nossa relação é muito antiga. O menino meu irmão me apresentou aos filmes dele quando era pequena. Até a biografia eu já li. Além de saber que Bruce era um grande dançarino, nunca esqueci um dos seus ensinamentos: “Covarde não é aquele que evita um combate; covarde é aquele que, mesmo sabendo que é superior, luta e fere o mais fraco“. Gostou? Não, eu não copiei de nenhum lugar. Eu sei de cor.

PS2: Eu me sinto mais próxima de Bruce sempre que estalo um dedo, punho ou o pescoço. É nóis, Bruce!!!

PS3: Eu seria capaz de imitar os gritinhos, mas tenho vergonha.  

PS4: Eu gosto quando mostra o gatinho entediado com a luta (3’55’), mas aposto que no final ele fechou os olhinhos de vergonha do Chuck Norris.

PS5: Aliás, ele fatura até hoje a amizade com o Bruce.

PS6: Quando o Brandon Lee, filho do mestre, morreu, eu também fiquei nude.

PS7: Se você também gosta do Bruce, vale visitar o blog Bruce Lee Brasil.

PS8: A Americanas.com tem A Coleção do Mestre.

PS9: Como não poderia deixar de ser, esse post é dedicado ao meu irmão, meu mestre, O  Menino.

Elsa & Fred por Melhor Infração

Virar vovô tem uma vantagem: a fragilidade aparente facilita você a cometer qualquer infração. Ninguém espera de um velhinho simpático uma atitude errada (a Lilian Witte Fibe bem sabe). 

A minha indicação de hoje é do filme Elsa & Fred, um filme argentino de 2005.

Fred é um viúvo hipocondríaco que descobre em Elsa, sua vizinha imprevisível, um novo amor. A Elsa é uma figura e eu gosto ainda mais do filme, porque o Fred é igual ao meu avô: aquele típico velhinho meio ranzinza.

O filme é imperdível. A história dos dois é emocionante. A infração, tenho certeza, todos já pensaram em cometer: ir a um restaurante chique e sair sem pagar a conta.

O simpático casal comete outra pequena infração no filme, entram na Fontana Di Trevi em uma linda cena em homenagem a La Dolce Vita. Tudo para terem momentos inesquecíveis e viverem a vida plenamente.

PS1: Aqui a cena homenageada de Federico Fellini com Anita Ekberg e Marcello Mastroianni:

PS2.: O monumento romano tem até filme no seu nome.

PS3.: E também já foi lembrado por aqui .

Abs,
@abelardobarbosa