Frame: Boardwalk Empire

 

Eu já falei aqui sobre o casamento TV + cinema. Alguns filmes feitos para a TV até já ganharam indicações (exemplos aqui e aqui). Os leitores desse blog e/ou seguidores do twitter já devem ter notado também que eu adoro séries.

Logo, fiquei muito entusiasmada quando a HBO me convidou para o lançamento de Boardwalk Empire, que estreia hoje às 22h.  O canal vem investindo (e surpreendendo) em  bons roteiros, produções  e nomes de peso, que, se não roubam a cena, já começam a causar inveja em Hollywood. 

 Spielberg e Tom Hanks foram os primeiros e, ao que tudo indica, estão empolgados com a parceria.

       

Claire Danes e Al Pacino também não tem do que reclamar.

   

 E agora Martin Scorsese quem é se rende ao clube HBO.

 

Em  Boardwalk Empire – O Império do Contrabando, ele recria os Estados Unidos da década de 20, logo após a 1ª Guerra Mundial e em plena Lei Seca. E é na figura do carismático Nucky  Thompson que ele encontra a oportunidade ideal  para apresentar, mais uma vez, o curioso e sedutor (sub)mundo da máfia.

Quem interpreta o político e líder do contrabando de bebidas é  Steve Buscemi. Mas o elenco conta ainda com Michael Pitt, Stephen Graham e Michael Shannon.

     

Por trás de toda essa galera,  estão Terence Winter e Mark Wahlberg, respectivamente criador e produtor da série.

 Tá bom ou quer mais?

PS1: Boardwalk Empire – O Império do Contrabando foi visto por 4,8 milhões de pessoas em sua estreia nos EUA.  É o piloto mais visto da HBO.

PS2: Luiz Carlos Merten revela que um dos segredos da HBO está na liberdade dada aos responsáveis pelas produções. “O próprio diretor de alguma forma repetiu seu colega Mike Nichols ao dizer que, na HBO, se faz hoje o cinema mais livre da América. Em Hollywood, os executivos dos estúdios controlam cada centímetro de tela e um autor tem de brigar tanto com eles que nem tem tempo para se dedicar aos projeto como deveria. Na HBO, definido e aprovado o orçamento, a carta é branca e o corte, final“. Leia a crítica completa no Estadão.

PS3: Ana Maria Bahiana, que já viu (mais de) seis dos 13 episódios da série, cravou em seu blog que  BE é, como Sopranos, um trabalho que vai estabelecer um novo padrão para a produção em TV“.  Recomendo o post.

PS3: A série dividiu a crítica americana. Caiu nas graças do LA Times, mas foi detonada pela New Yorker, que  pegou pesado com o elenco – principalmente, Buscemi. Cravou ainda “Boardwalk Empire should be much more fun to watch“. Ouch! (leia mais aqui).

PS4: Eu vou ver hoje e vc?

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Paris, te amo por Melhor Ligação e Melhor Solidão

Depois de NY Eu te Amo, quis rever Paris, Te Amo.

Para mim, este demora um pouco a engrenar. Não consigo me envolver com as primeiras histórias – só admirar a cidade.

Gosto, porém, de vários segmentos:

– o das Tulherias, dirigido pelos irmãos Coen e protagonizado por Steve Buscemi.

– o da Bastilha, da espanhola Isabel Coixet

–  o da Praça das Vitórias, com os maravilhosos  Juliette Binoche e Willem Dafoe.

– o do cemitério, em Père-Lachaise, com Rufus Swell interpretando um texto de Wes Craven.

– o do Quartier Latin,  com roteiro de Gena Rowland e direção de Gérard Depardieu.   

Só que nenhuma dessas histórias me emocionou tanto quanto a escrita pelo alemão Tom Tykwer e o do americano Alexander Payne.  

Na primeira, Francine (Natalie Portman) liga para o namorado e diz:

Thomas, Listen. Listen. There are times when life calls out for a change. A transition. Like the seasons. Our spring was wonderful, but summer is over now and we missed out on autumn. And now all of a sudden, it’s cold, so cold that everything is freezing over. Our love fell asleep, and the snow took it by surprise. But if you fall asleep in the snow, you don’t feel death coming. Take care.

No último segmento, a melhor e mais triste solidão de Carol, interpretada por Margo Martindale.

Sitting there, alone in a foreign country, far from my job and everyone I know, a feeling came over me. It was like remembering something I’d never known before or had always been waiting for, but I didn’t know what. Maybe it was something I’d forgotten or something I’ve been missing all my life. All I can say is that I felt, at the same time, joy and sadness. But not too much sadness, because I felt alive. Yes, alive. That was the moment I fell in love with Paris. And I felt Paris fall in love with me.

PS1: Já falamos de NY Eu te Amo aqui, vc viu?

PS2: Dizem que os próximos lançamentos serão: Shanghai, I Love You e Rio, Eu Te Amo.

PS3: Para não esquecer –  Walter Salles e Daniela Thomas foram os responsáveis por Loin du 16e.

PS4: Eu tenho a impressão que eu não ‘captei’ Paris.

PS5: A trilha também é uma delícia. E Meme Histoire é a minha preferida.