Wishlist: Marilyn e JFK

É claro que todo mundo já ouviu falar que JFK e Marilyn eram amantes, mas é muito mais fácil recordar a adorável família americana com um triste e precoce fim.

São tantas as fotos da elegante Jackie O, …

… a clássica imagem do John-John com o pai no Salão Oval,…

…e a história do presidente, esperança de um país, brutalmente assassinado, que a lavagem cerebral é completamente normal.

Ah, tem também o filme de Oliver Stone, lançado em 1991 com Kevin Costner e Gary Oldman no elenco.

A parte mais sórdida da história está em Marilyn e JFK, de François Forestier.  “Baseado em entrevistas com figuras da época e em fatos verídicos, o livro revela a paixão da musa e desmistifica a aura de bom moço do presidente americano”.  Foram dez anos de relacionamento acompanhados por vários figurões, incluindo Frank Blue-Eyes Sinatra, a máfia, a CIA e a KGB.

Ficou curioso?

Então olha só o trecho que narra um dos episódios mais conhecidos do mundo:

“- Faça um vestido que somente Marilyn ouse usar.

O criador desenha um sonho: um vestido feito com um tecido tão leve que parece transparente, uma nuvem de seda. O tecido foi especialmente confeccionado para a ocasião e, vestindo Marilyn, Jean-Louis confirma:

– Suponho que a senhora estará nua.

– Inteiramente!

Foi preciso sobrepor vinte camadas de seda nos seios e entre as pernas, para evitar a transparência, e 6 mil pedras do Reno foram semeadas por todo o tecido, fazendo o vestido cintilar. Durante sete dias seguidos, 18 costureiras trabalharam nele: impossível vesti-lo. Precisou ser costurado na estrela. Literalmente: moldado em Marilyn. (…) O traje custou 12 mil dólares, ou seja, oito vezes mais em dólares do século XXI. Em 1999, em leilão da Christie’s, atingiu a soma de um milhão de dólares.

Há alguns dias Marilyn sabe que vai cantar na festa de aniversário do Presidente. Entraria no final de um show extraordinário, e ela tem consciência do que está sendo insinuado: é ela o presente de JFK. A anti-Jackie. Tudo faria, entrão, para ser o quea primeira-dama não é:provocante, sexy, engraçada. Richard Adler, o organizador do evento, pede que Marilyn ensaie uma cançoneta, um Happy Birthday divertido. Ela se põe a trabalhar com Hank Jones, um pianista conhecido. (…) Ao ouvir a versão de Feliz Aniversário de Marilyn, os dois homens se desesperam. É, pura e simplesmente, uma canção de striptease, um convite lúbrico, uma melodia lasciva, mais adequada para o Crazy Horse Saloon de Paris.

Adler, que nada sabe da ligação entre o Presidente e a estrela, telefona diretamente a JFK:

– Será uma catástrofe, senhor Presidente.

– Não se preocupe.

Mass Adler já previu uma substituta. Shirley MacLaine está à disposição, apesar de reticente.

(…)

No dia seguinte, Marilyn chega antes da hora e se tranca no camarim. Seu novo cabeleireiro, Mickey Song, e as costureiras se põem a trabalhar. Enquanto o primeiro dá um movimento inédito aos cabelos da cliente, as demais preparam o vestido, o famoso vestido. (…) Carregada por braços fortes, incapaz de andar com o vestido ultracolante, Marilyn é levada aos bastidores como um pacote frágil. Peter Lawford, Mister Lealdade, preocpado, repete pela vigésima vez:

– E agora, senhor Presidente, senhoras e senhores, ….Marilyn!!!

Nada acontece. Pois, atrás das cortinas, o vestido havia estourado. “Todo mundo pôde ver que ela não tinha nada embaixo”, lembrou-se um dos atores presentes. Então, volta ao camarim. (…)

– Senhor Presidente, na história do espetáculo, mulher alguma jamais teve tanta importância, fez tanto….Senhor Presidente, aqui conosco a loura que tem um efeito de bomba-relógio, Marilyn Monroe!

Um projetor único banha Marilyn com seu facho. A sala explode. Com passos minúsculos, como uma gueixa, sorrindo, em transe, a estrela se aproxima. Diante do microfone, livra-se da estola de arminho e, sozinha, entoa a importal versão de Happy Birthday, nom meio de um silêncio religioso. Os 15 mil democratas estão apralisados de surpresa. Dorothy Kilgallen expolicaria em sua crônica:

“É como se ela fizesse amor com o Presidente, diante de 40 milhões de telescpectadores”.

Não imaginava o quanto era exato o que dizia. Pois enquanto Marilyn sussurrava “Happy Birthday, Mister President….”, iluminada pelo facho de luz de um projetor, os ascensoristas e artistas nos bastidores vêem… o vestido estourar”

PS1: Mais trechos do livro no site da Veja.

PS2: Joe diMaggio, ídolo dobaseball, ex-marido e eterno apaixonado por Marilyn, morreu em 08/03/1999, 37 anos depois da amada. Reza a lenda que suas últimas palavras foram: “Agora vou encontrar Marilyn”.

Gigi por Melhor Escolha

Gigi é um clássico de 1958, redescoberto recentemente por quem vos escreve graças a Cinemateca Veja. E, romântica que sou, adorei a forma como ela comunica a escolha feita.

Gaston, I’ve been thinking. I would rather be miserable with you than without you.

PS1: Gigi foi interpretada por Leslie Caron após Audrey recusar o papel, pois estava filmando Cinderela em Paris.  

PS2: Vincente Minelli, pai de Lisa, é o diretor do filme, que ganhou NOVE Oscar: Best Art Direction-Set Decoration, Black-and-White or Color,   Best Cinematography, Best Costume Design, Best Director, Best Film Editing,  Best Music/Original Song, Best Music/Scoring of a Musical Picture, Best Picture e Best Writing.

PS3: Essa é a música que arrebentou a boca do balão:

PS4:  Com apenas quatro letras, Gigi foi o filme com título mais curto a ganhar um Oscar de melhor filme. Por esse motivo, foi incluído no Guinness Book, em 2008.

PS5: Veja o trailer:

PS6: Eu também adoro o pôster.

500 Dias com Ela por Melhor Antirromance e Melhor Dança

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Eu precisei de 24 horas e de um empurrãozinho da Isabela Boscov, da Veja, para definir que indicações esse filme levaria. Fiquei matutando a crítica dela, em especial a parte em que diz que 500 Dias com Ela é o antirromance, algo completamente diferente do que estamos acostumados a ver.

E é verdade. Eu sou viciada em romances e comédias românticas e, embora admita o valor de Closer e Amantes, saí desgostosa do cinema por achar esses filmes reais demais. Eu não quero sofrimento; quero vibrar com o casal, rir, chorar e sair do cinema achando que o mundo é mesmo um conto de fadas (não julguem! cada um se ilude da forma que quiser!).

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500 Dias com Ela tem um pouco desses dois mundos, mas pende mais para a realidade.  Ainda assim, é impossível não se apaixonar pela história e personagens que o novato Marc Webb construiu – da pequena e madura Rachel Hansen (Just because she likes the same bizzaro crap you do doesn’t mean she’s your soul mate), do melhor amigo Paul (Robin is better than the girl of my dreams. She’s real), do Narrador (Most days of the year are unremarkable. They begin, and they end, with no lasting memories made in between. Most days have no impact on the course of a life. May 23rd was a Wednesday), da honestidade polêmica de Summer (I woke up one morning and I just knew… what I was never sure of with you) e Tom, principalmente Tom.

O romântico, descolado e certinho Tom que diz It’s love, it’s not Santa Claus, que sabe de cor o que mais gosta em Rachel (I love her smile. I love her hair. I love her knees. I love how she licks her lips before she talks. I love her heart-shaped birthmark on her neck. I love it when she sleeps), que dança maravilhosamente bem de tanta felicidade

e depois, como todos nós, leva um doloroso tombo (You don’t want to be named as someone’s boyfriend and now your someone’s wife?).  

Te dou uma dica? Corre pro cinema!

 PS1: Marc Webb ainda acertou em cheio na trilha sonora, que vai de U2 a Carla Bruni, passando por She & Him, banda da Zooey Deschanel, a Summer.

PS2: Confira várias faixas no Blip.

PS3: E eu não consigo não olhar para o Joseph Gordon-Levitt e sentir falta do 3rd Rock from the Sun.

Ele não está tão a fim de você por Melhor Abertura

He's Just Not That Into You

A primeira informação que você precisa ter é que entre um grupo de amigos esse filme é chamado de oráculo.  Embora exagerado, ridículo e/ou engraçado, é possível passar horas dissecando cada cena, reconhecendo com qual personagem você se identifica mais…

Enfim, o que eu quero dizer é que eu gosto de desafios e é por isso que escolhi uma única cena para ilustrar esse post: a abertura.

Infelizmente o Youtube não tem o trecho completo, mas é o suficiente para  entender porque nós, mulheres, somos dotadas de uma personalidade tão esférica e cheia de nuances (sic).

PS1:  Eu tinha odiado o livro Ele não está tão a fim de você, escrito por dois roteiristas  de Sex and the City, o que fez do filme uma bela surpresa.

PS2: O que mais dá medo é que ele arrancou elogios até da Isabela Boscov, que conta quase o filme todo no Veja Cinema.   

 PS3: Embora a Isabela tenha identificado a Ginnifer Goodwin (Gigi) como uma das esposas do Amor Imenso, ela é, na verdade, a primeira mulher do Johnny Cash

Veja aqui o ensaio que ela fez para a revista W. A Gigi tem outra dentro dela!!!

PS4:  Eu sempre quis ser atriz por alguns minutos só para poder quebrar tudo ou virar uma mesa de comida e não ter que limpar depois. Porque, convenhamos, na vida real é patético. O que você me diz da Jennifer Connelly estraçalhando o espelho e depois voltando para catar os cacos??!!

PS5: Não é impressionante a evolução do Justin Long? Minha gente, o primeiro filme “de sucesso” dele foi Olhos Famintos, que é bizarro e assustador (eu não tive coragem de assistir o segundo). Ele também fez Crossroads – Amigas para Sempre, com a Britney Spears, e  Separados pelo Casamento, com a Jennifer Aniston.

PS6: No site oficial, é possível fazer um teste para saber se ele ou ela está a fim de você. Tem também um vídeo idiota  do Justin Long, Kevin Connolly e Bradley Cooper sobre clichês que você não vai encontrar nesse filme.

PS7: Se você ainda não viu o filme, ficou com preguiça, mas ainda quer saber se ele está a fim de você, siga a dica objetiva dos amigos da  Bridget JonesI mean there’s been all these bloody hints and stuff, but has he ever actually stuck his fucking tongue down your fucking throat?

Touché!

Orgulho e Preconceito por Melhor Declaração e Melhor Fora

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Não é novidade para ninguém que eu adoro Jane Austen e, principalmente, esse romance. Por isso, foi muito difícil selecionar em que categoria o filme se encaixaria melhor.

Por mais distrações que tivesse, a cena em que o Mr Darcy se declara é a melhor. Adoro como ele é rude e desajeitado, o fora histórico que ele toma e o clima de ‘me beija’ no final.

PS1: Veja de novo…

… a declaração…:

Miss Elizabeth,  I have struggled in vain and I can bear it no longer. These past months have been a torment. I came to Rosings with the single object of seeing you… I had to see you. I have fought against my better judgment, my family’s expectations, the inferiority of your birth by rank and circumstance. All these things I am willing to put aside and ask you to end my agony. (…) I Love you. Most ardently. Please do me the honor of accepting my hand.

…e o Fora:

Sir, I appreciate the struggle you have been through, and I am very sorry to have caused you pain. Believe me, it was unconsciously done. (…) I’m sure that the feelings which, as you’ve told me have hindered your regard, will help you in overcoming it. (…)  From the first moment I met you, your arrogance and conceit, your selfish disdain for the feelings of others made me realize that you were the last man in the world I could ever be prevailed upon to marry.

PS2:  A primeira versão de Orgulho e Preconceito é bem diferente e, por ser mais fiel ao livro, mais longa.  Tem quase quatro horas.

A Elizabeth Bennet de Jennifer Ehle é mais madura (e bem vestida) que a de Keira Knightley. Por mais que eu goste do Matthew Macfadyen, o Colin Firth é o mais perfeito Mr Darcy.

Assista a mesma cena na versão de 1995:

 PS3: A segunda versão, porém, tem duas vantagens: Judi ‘M’ Dench e Kelly Reilly, de Albergue Espanhol, como Lady Catherine de Bourg e Caroline Bingley, respectivamente. 

PS4:  Quem mora nos EUA, UK, Austrália ou Canadá pode comprar pela internet uma caneca com a inscrição ‘In vain I have struggled“. Eu quero!!

PS5: E ontem a Folha trouxe uma matéria sobre o Orgulho, Preconceito e os Zumbis, uma adaptação bizarra que virou sucesso nos EUA e chega agora ao Brasil. Leia mais sobre este sacrilégio no G1 e na Veja.  

PS6: Outra adaptação, essa divertida, de Orgulho e Preconceito foi feita por Bollywood. Em 2004, saiu o A Noiva e o Preconceito, que a HBO vira e mexe reprisa.

É uma mistura da obra de Jane Austen com Caminho das Índias. Tem umas cenas pastelão que arrancam boas risadas (de tão ridículo, claro!).

Ah, conta com a participação da Alexis Bledel, a Rori de Gilmore Girls, e o Naveen Andrews, o Sayid do Lost.

A minha cena preferida é  aquela em que Lalita caminha pela praia com o Mr Darcy.  Quem dá o clima de romance são os salva-vidas, os surfistas e, pasmem!, um grupo gospel. Im-pa-gá-vel!

Está preparado? Pega essa, então! (se tiver tempo, veja o trecho todo. Caso contrário, pule para o 9’04”).

Quem não quer sentir um amor desses? hahahaha

Meryl Streep por Melhor Atriz

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Essa é uma homenagem a ela, que completou nessa semana, segundo o Petiscos, 60 anos.

Confesso que levei algum tempo para entender a Meryl Streep.  O primeiro filme que lembro ter visto dela foi Ela é o Diabo, no qual interpretava uma escritora bonitona que roubava o marido de Roseanne Barr (que fim terá levado??).

Depois foi a vez de Pontes de Maddison, que ela quase matou todo mundo de tanto chorar, e O Rio Selvagem, no qual provou ter coragem para enfrentar até o Kevin Bacon (porque, convenhamos, as corredeiras eram fichinha perto dele!!  Ele só foi bozinho em Footloose. He is the devil!).

Aí eu fui crescendo e conhecendo melhor o currículo dela, que é recordista em indicações ao Oscar. Meryl (sacou a intimidade?) arrasou em As Horas, estava superb em O Diabo Veste Prada,  Leões e Cordeiros… aliás, nesse filme ela voltou a fazer parceria com Robert Redford, com quem já tinha contracenado em Entre Dois Amores.

Recentemente, essa obra entrou para a Cinemateca da Veja. Lançada em 1985, foi dirigida por Sidney Pollack e arrebatou  7 Oscar (Meryl, que está linda de viver nesse filme, foi indicada mas não levou a estatueta para casa).

Como se não bastasse ser reconhecidamente uma excelente atriz, ela ainda sabe cantar. Maaan, she C-A-N sing!!

Mais do que isso: em um momento Cindy Lauper, ela contou que resolveu fazer Mamma Mia para se divertir, mesmo sabendo que poderia constranger os seus filhos com as cenas pastelão do musical.

Para comemorar, então, o aniversário da nossa diva, escolhi uma cena que definitivamente deixou as atrizes que interpretam Donna Sheridan nos teatros mundo afora bem preocupadas.

PS1: A Universal lançou um novo DVD, com um segundo disco que traz….preparem-se…um sing along de Dancing Queen e Take a Chance on Me. Dá para ter um gostinho no site oficial.

PS2: Em agosto, estreia o novo filme de Meryl, Julie & Julia, que conta a história de uma profissional frustrada que muda sua vida após lançar um blog com receitas. Amy Adams e Stanley Tucci também participam do filme, cujo roteiro foi escrito por Nora Ephron. Sim, mulheres, nós amamos Nora Ephron, responsável por Harry&Sally, Sintonia de Amor e  Mensagem Para Você. Veja o trailer aqui.