Até a Eternidade por Melhor Escolha

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Antes de mais nada, há três coisas que você PRECISA saber sobre esse filme:

  1. O Elenco: Até a Eternidade reúne a nata do cinema francês contemporâneo: Marion Cotillard (Piaf – Um Hino ao Amor, Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge, Um Bom Ano), François Cluzet (Intocáveis), Jean Dujardin (O Artista), Gilles Lellouche (Os Infiéis, Therese D) e Laurent Lafitte (Os Belos Dias).  Eu sei, eu sei, só faltou Louis Garrel,  Romain Duris e Audrey Tautou. 
  2. O Cenário: aquele balneário é capaz de alimentar os sonhos de 98,7% da população mundial.
  3. O Segredo: Fique tranquilo. Não vou contar o final do filme, mas o segredo dos franceses: a despretensão. Reparem bem e deixe pré-conceitos de lado. No dia a dia, o glamour deles não é feito de alta costura e maquiagem. É feita de gente de verdade, que usa roupas como as nossas, às vezes até amassada, que combina com o cabelo despenteado. Você pode dizer que o charme está na confiança, mas está, de fato, na despretensão – de ser o que é, de parecer o que é e nada mais.Dito isso, Até a Eternidade foi lançado em 2010 e conta a história de um grupo de amigos durante as férias de verão. A primeira escolha deles é manter os planos de deixar Paris, mesmo após um deles sofrer um acidente de carro. Enquanto ele se recupera no hospital, os outros viram uma verdadeira família italiana, com  muita gritaria, confusão, música, sol e escolhas. 

    Confie em mim: esse filme não foi o mais visto na França naquele ano à toa.

    PS: Está disponível no Netflix.

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Gigi por Melhor Escolha

Gigi é um clássico de 1958, redescoberto recentemente por quem vos escreve graças a Cinemateca Veja. E, romântica que sou, adorei a forma como ela comunica a escolha feita.

Gaston, I’ve been thinking. I would rather be miserable with you than without you.

PS1: Gigi foi interpretada por Leslie Caron após Audrey recusar o papel, pois estava filmando Cinderela em Paris.  

PS2: Vincente Minelli, pai de Lisa, é o diretor do filme, que ganhou NOVE Oscar: Best Art Direction-Set Decoration, Black-and-White or Color,   Best Cinematography, Best Costume Design, Best Director, Best Film Editing,  Best Music/Original Song, Best Music/Scoring of a Musical Picture, Best Picture e Best Writing.

PS3: Essa é a música que arrebentou a boca do balão:

PS4:  Com apenas quatro letras, Gigi foi o filme com título mais curto a ganhar um Oscar de melhor filme. Por esse motivo, foi incluído no Guinness Book, em 2008.

PS5: Veja o trailer:

PS6: Eu também adoro o pôster.

O Procurado por Melhor Escolha e Melhor Encontro

Eu sempre ouço o que o Morgan Freeman tem a dizer.

It’s a choice that each of us must face – to remain ordinary, pathetic, beat-down, coasting through a miserable existence, like sheep herded by fate, or you can take control of your own destiny and join us, releasing the caged wolf you have inside.

É… o teclado é bem mais útil do que a gente pode imaginar.

PS1: Sorry, Jen. Mas ninguém é páreo para a Angie (nem em filmes com cenas impossíveis).

PS2: Mais James McAvoy e sua boquinha-de-me-beija aqui e aqui.

PS3: Quem já tirou foto com o Morgan no museu de cera mais famoso do mundo?

Sabrina por Melhor Corte de Cabelo e Escolha

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Atenção: Esse filme não é indicado para diabéticos.

Se você não é romântico nem nutre uma ou outra paixão platônica, pare agora de ler esse post.

Eu adoro a versão de  Sidney Pollack para Sabrina. Ele trocou Humphrey BogartWillian Holden e Audrey Hepburn por um charmoso Harrison Ford, um Greg Kinnear canastrão e uma Julia Ormond

Ah, a Julia Ormond… ela está longe de ter a graça de Audrey, mas há algo nela que eu não consigo explicar.  Talvez seja a discrição ou sotaque charmoso, que logo apresenta o enredo: Once upon a time, on the north shore of Long Island, not far from New York, there was a very very large mansion, almost a castle, where there lived a family by the name of Larrabee. (…) And over the garage there lived a chauffeur by the name of Fairchild, imported from England years ago, together with a Rolls Royce; and a daughter, named Sabrina.

Na versão de 1995, Sabrina trabalha na Vogue durante o seu exílio em Paris (que pai mais cruel é esse???). Enquanto tenta esquecer a paixão platônica por David, ela também descobre a fotografia (como se aquela cidade servisse como inspiração para alguém!! )

Na sua última carta antes de deixar a França, escreve que “Gertrude Stine said America is my country and Paris is my hometown. I’ll always feel that way about Paris. I want so much for you to know what it’s meant to me. Across the street someone is playing La Vie En Rose. They do it for the tourists but I’m always suprised at how it moves me. It means seeing life through rose colored glasses. Only in Paris where the light is pink does that song make sense, but I’ll have it in my pocket when I get home, and carry it with me whenever I go”.

Atenção:  você tem certeza que quer continuar lendo?

Se respondeu sim, veja o reencontro de Sabrina e David. Ele não a reconhece com os cabelos mais curtos e ainda confessa durante a festa de aniversário da Sra Larrabee: “Do you know how beautiful you are? You’re dazzling. (…) I don’t think you realize what you’ve done to me”.

O que um corte de cabelo não faz, minha gente?

PS1: Sim, esse é um dos meus filmes favoritos.

PS2: Ainda que obsessiva, eu adoro a paixão platônica dela pelo David. E a trilha que marca isso: ‘How Can I Remember’.

PS3: Gosto também da versão da amiga dela para ilusão e solidão. “Illusions are dangerous people. (…) I came here from Province alone, uneducated, for 6 months, no more than that a year, I sat in a cafe, drank coffee and wrote nonsense in a journal, then suddenly it was not nonsense – I went for long walks and I met myself in Paris. You seem embarassed by loneliness – but you see, it’s only a place to start”.

PS4: E aí ela volta um pouquinho mais esperta de Paris, conhece o outro irmão e solta uma dica: I know you work in the real world and you’re very good at it. But that’s work. Where do you live, Linus?

Afinal, More isn’t always better (…). Sometimes it’s just more.

OMG!

PS5: E, para fechar, eu adoro o pai dela que escolheu ser motorista para ter tempo para ler. Ho ho ho! Danado, esse velhote!