Smash por Melhor Atriz

A tão falada Geração Y mal a conhece. Anjelica está ausente provavelmente pelo mesmo motivo das outras grandes atrizes da sua geração –  a idade. Bobagem! A experiência só a deixou mais bonita.

Anjelica nunca teve uma beleza clássica, mas sempre chamou a atenção. Foi modelo, o que explica a elegância e imponência em cada movimento.

A geração dos anos 70 e 80 certamente não se esquece dela como Morticia Adams, …

…ou como Miss Eva Ernst, de Convenção das Bruxas.

Ela namorou, veja só, Jack Nicholson.

E foi nessa época que ela também ganhou o Oscar por A Honra do Poderoso Prizzi, seguindo os passos do pai e do avô.

Não pense que a disputa pela estatueta dourada foi fácil. Não, ela nocateou as favoritas de A Cor Púrpura, incluindo Oprah Winfrey, no Oscar de 1986.

Recentemente quem acompanha Smash teve mais uma chance de se emocionar com Anjelica: no episódio 14, ela cantou September Song, interpretada pela primeira vez pelo avô dela, Walter Huston, no musical da Broadway Knickerbocker Holiday .

A cena completa, com Anjelica bem emocionada, DEVE ser vista aqui.

PS: Saudade da Família Adams? Veja as cenas indicadas aqui.

PS2: Mais Anjelica aqui e aqui,

PS3: Mais Smash aqui e aqui.

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Jane Eyre por Melhor Atriz

Sim, foi Jane Eyre o filme que vi no Odeon.

O clássico de Charlotte Brontë já foi comentado aqui, tem Cary Fukunaga na direção e Mia Wasikowska no papel principal.  A ela esse post é dedicado e aposto os dentes da frente dessa atriz como sua vaga já está garantida entre as indicadas ao Oscar .

Esqueça completamente aquela menina sem graça de Alice e Minhas Mães e Meu Pai. Em Jane Eyre, Mia emociona e faz jus à heroína de Charlotte. A imprensa inglesa ressaltou ainda que, ao contrário de Anne Hathaway em Um Dia, a australiana mostrou um sotaque perfeito.

Mia está tão bem que nem desaparece ao lado de Lady Judi Dench, que interpreta a governanta Mrs Fairfax. E esse, eu acho, é o melhor elogio que uma jovem atriz  poderia receber. 

A cena abaixo é a melhor prova do que estou falando (Spoiler!!)

Ah, é… Em alta, Fassbender também está em Jane Eyre. Posso te garantir que ele empresta sua beleza a Mr Rochester e… só. Ah, que saudade do Colin Firth…

PS: Lançada em 1847, Jane Eyre é a principal obra de Charlotte Brontë .  A autora inglesa morreu em 1855 e, embora esteja enterrada em Haworth, é celebrada no Poet’s Corner da Abadia de Westminster, ao lado das irmãs Anne e Emily.

PS2: Aliás, Jane Eyre, o filme, é mais uma prova que turismo e cinema podem caminhar juntos. Amanhã explico por que.

Miss Austen Regrets por Melhor Atriz

Ela já havia chamado a atenção em O Escritor Fantasma, do Polanski. Em Jane Austen Regrets, mais uma produção da BBC, Olivia Williams encanta ao interpretar com uma elegância peculiar os últimos anos da escritora inglesa.

 

Quem acompanha esse blog sabe que eu sou fã de carteirinha de Austen, a criadora do  homem mais perfeito do mundo (Mr Darcy). Ao contrário das suas heroínas, ela nunca se casou e um pouco dessa história foi contado em Amor e Inocência (veja post aqui). Jane, que ainda não tinha nem um romance publicado, apaixona-se pelo advogado Tom Lefroy, amigo de seu irmão e tão pobre quanto ela. O casal é interpretado por Anne Hathaway e James McAvoy.

 

Na produção da BBC, encontra-se uma Jane mais madura. Prestes a publicar seu quarto romance (Emma), ela já era uma escritora consagrada na Inglaterra, mas ainda dependia de ajuda financeira. A obra, baseada em cartas, mostra uma Jane divertida, insegura, sombria e confiante em suas escolhas. Olivia, linda de viver, demonstra bem essa oscilação de humor e sentimentos.

PS1: Agradeço à Livraria Cultura pela graça alcançada.

PS2: Miss Austen Regrets foi exibida em 2008 e faz parte do extra do DVD de Razão & Sensibilidade.

PS3: A BBC lançou 3 produções baseadas na obra de Jane Austen. Uma delas, Orgulho e Preconceito, foi citada nesse post. Em 3 capítulos, Razão & Sensibilidade também é muito superior à versão do cinema, mesmo sem Emma Thompson e Hugh Grant (conto mais em outro post).  Há ainda a versão de Emma, minha próxima aquisição. Aguardem!

PS4: Miss Austen Regrets ganhou um BAFTA por Melhor Maquiagem.

Cameron Diaz por Melhor Atriz

Não, não. Eu não estou usando drogas. 

Há uma justificativa para Cameron Diaz ser indicada neste blog a Melhor Atriz .

Acompanhe o raciocínio:

1º – lembre-se do que dizia o seu professor de física: tudo é uma questão de referencial. 

2º – Ela nunca escondeu que não era capaz de cantar. Em O Máscara, ela dublou;

em O Casamento do Meu Melhor Amigo, ela desafinou MUITO para deleite dos fãs da Julia Roberts Julianne;

em Por Uma Vida Menos Ordinária, a gente sente vergonha alheia – pelo Ewan, que tá ali do lado, pagando mico junto…

e, finalmente, em O Amor Não Tira Férias, no qual ela assassina o The Killers.  

3º – Dançar, como a gente já viu acima e em As Panteras, é bem mais a praia dela. (Se não viu esse post, clique aqui).

4º – Ela se dá bem em comédias. O sucesso de Shrek, afinal, também é resultado do trabalho dela como Fiona.

5º Coincidência ou não, ela nem é mais um rostinho bonito na telona. (ok ok, escorreu o veneno pela sua tela agora).

     

6º Todo mundo sabe que ela não é uma Meryl Streep, mas não dá para negar que a moça se esforça… continua na luta…e sabe escolher mais filmes…

     

… do que namorados (não que isso seja da nossa conta).

  

Então, num momento (nem tanto) Pollyanna, e tendo em mente o conjunto da obra, ela faz por merecer uma menção honrosa.

PS1: Eu só finco o pé em uma coisa: Crème brûlée can never be Jello. Mesmo!! 

PS2: Mais Cameron Diaz aqui.

Kristin Scott Thomas por Melhor Atriz

 

Para a BBCKristin disse que na o cinema europeu não exige que ela seja sempre sempre linda e atraente. Segundo o Star Pulse, na França ela tem mais escolhas, já que a Inglaterra prefere sempre seguir os passos dos EUA ou fazer filmes para crianças.

Não importa o motivo.

A verdade é que a inglesa, que brilhou em Quatro Casamentos e Um Funeral, O Paciente InglêsO Encantador de Cavalos e Assassinato em Gosford Park, …

   

parece ter encontrado seu espaço (e que espaço!) no cinema francês. Os dois últimos filmes são boas provas disso.

Nem em Há Tanto Tempo que Tem Amo,

nem em Partir,

Kristin está coberta de maquiagem e roupas de grife. Em ambos, interpreta mulheres “normais”, praticamente a vizinha que você encontra todo dia no elevador ou na padaria. Chama atenção, porém, pela sua beleza, que não fica nem um pouco escondida atrás de uma boa atuação e de bons enrendos.

Aos 50 anos, ela poderia ter entrado no ranking das 15+.  Depois de ver Partir, resolvi me desculpar publicamente com uma humilde menção honrosa a essa atriz franco-inglesa.

 Je suis désolé, oui?

Penélope Cruz por Melhor Atriz

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Já que falamos de um homem ontem, hoje é o dia da Penélope Cruz.

Eu sei que ela já ganhou um Oscar e, por isso, o seu talento já estaria mais do que provado e reconhecido.  Como eu gosto de pensar que sou uma pessoa justa, preciso registrar que virei fã de carteirinha dela.

Até pouco tempo atrás, eu desprezava a Penélope Cruz. Achava que era mais um rostinho bonito e que nem inglês falava direito (sempre soube que ela era espanhola, mas a gente sempre arranja motivos, mesmo que eles não façam totalmente sentido, para detonar outra mulher).

Convenhamos: ainda que tivesse feito outros filmes do Almodóvar, ela colecionava fracassos. Mais do que isso: filmes que provocavam MUITA vergonha alheia.

Quem não se lembra de Sabor da Paixão, ao lado do Murilo Benício ?(aliás, ele para mim é tão expressivo quanto uma cadeira !)

E como se não bastasse, ela fez Sahara, As Bandidas (porque a gente gosta de se apegar ao pior)…

…até que veio o divisor de águas, Volver

Ali ela derrubou todos os meus argumentos e me arrancou até lágrimas quando cantou o tango.

Para mim, se esse mundo fosse justo, ela teria ganho o Oscar em 2007 (Por favor, não se ofenda, Helen Mirren!!).

Mas, tudo bem, porque ela arrasou de novo com os descontroles da Maria Elena

… e até fazendo massagem (Melhor Massagem????)

Fato é que agora eu gosto dela. Pronto, falei.

PS1: Sem querer estragar esse momento lindo, só queria adicionar que Volver para mim é especial. Traz boas lembranças.

PS2: Depois de flagrarem a moça rechonchuda em Paris (Pê, a gente só ia gostar mais de você!!! hahahaha), todo mundo diz, inclusive a Vogue RG, que ela está mesmo grávida do Javier Bardem. Confira as fotos ‘fofas’ aqui.

Meryl Streep por Melhor Atriz

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Essa é uma homenagem a ela, que completou nessa semana, segundo o Petiscos, 60 anos.

Confesso que levei algum tempo para entender a Meryl Streep.  O primeiro filme que lembro ter visto dela foi Ela é o Diabo, no qual interpretava uma escritora bonitona que roubava o marido de Roseanne Barr (que fim terá levado??).

Depois foi a vez de Pontes de Maddison, que ela quase matou todo mundo de tanto chorar, e O Rio Selvagem, no qual provou ter coragem para enfrentar até o Kevin Bacon (porque, convenhamos, as corredeiras eram fichinha perto dele!!  Ele só foi bozinho em Footloose. He is the devil!).

Aí eu fui crescendo e conhecendo melhor o currículo dela, que é recordista em indicações ao Oscar. Meryl (sacou a intimidade?) arrasou em As Horas, estava superb em O Diabo Veste Prada,  Leões e Cordeiros… aliás, nesse filme ela voltou a fazer parceria com Robert Redford, com quem já tinha contracenado em Entre Dois Amores.

Recentemente, essa obra entrou para a Cinemateca da Veja. Lançada em 1985, foi dirigida por Sidney Pollack e arrebatou  7 Oscar (Meryl, que está linda de viver nesse filme, foi indicada mas não levou a estatueta para casa).

Como se não bastasse ser reconhecidamente uma excelente atriz, ela ainda sabe cantar. Maaan, she C-A-N sing!!

Mais do que isso: em um momento Cindy Lauper, ela contou que resolveu fazer Mamma Mia para se divertir, mesmo sabendo que poderia constranger os seus filhos com as cenas pastelão do musical.

Para comemorar, então, o aniversário da nossa diva, escolhi uma cena que definitivamente deixou as atrizes que interpretam Donna Sheridan nos teatros mundo afora bem preocupadas.

PS1: A Universal lançou um novo DVD, com um segundo disco que traz….preparem-se…um sing along de Dancing Queen e Take a Chance on Me. Dá para ter um gostinho no site oficial.

PS2: Em agosto, estreia o novo filme de Meryl, Julie & Julia, que conta a história de uma profissional frustrada que muda sua vida após lançar um blog com receitas. Amy Adams e Stanley Tucci também participam do filme, cujo roteiro foi escrito por Nora Ephron. Sim, mulheres, nós amamos Nora Ephron, responsável por Harry&Sally, Sintonia de Amor e  Mensagem Para Você. Veja o trailer aqui.